Mostrando postagens com marcador ღ♥ஜ(¸.•"´Biomecânica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ღ♥ஜ(¸.•"´Biomecânica. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

MECANOTERAPIA - APARELHOS E MUSCULATURA TRABALHADA

O exercício resistido com equipamentos que permitem a graduação da amplitude é indicado para as pessoas saudáveis na prevenção de doenças e para aquelas com doenças crônicas no tratamento e na reabilitação delas.

O uso dos exercícios com pesos na prevenção de doenças e na reabilitação de pessoas debilitadas é recomendado por entidades como o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), pela Associação Americana do Coração (AHA) e pela Associação Americana de Reabilitação Cardiovascular e Pulmonar (AACPR), podendo ser utilizada com segurança e com conforto.

Prevenção, tratamento e reabilitação de:

  • Diabetes Mellitus;
  • Hipertensão Arterial Sistêmica;
  • Obesidade;
  • Doenças das mãos, dos pés, dos joelhos, do quadril, dos ombros,
    dos cotovelos e da coluna vertebral como: Osteoartrose, artrites crônicas,
    dores crônicas, tendinites, bursites, LER/DORT;
  • Osteoporose;
  • Bronquite Crônica;
  • Enfisema Pulmonar;
  • Asma;
  • Aterosclerose;
  • Doença Vascular Periférica;
  • Insuficiência Coronariana;
  • Síndromes Flácidas e Espásticas;
  • Doença de Parkinson;
  • Síndromes Miofasciais;
  • Reabilitação Músculo-Esquelética;
  • Limitações Decorrentes do Envelhecimento.



Press Peitoral Graduado

Peitoral básico: desenvolvimento para frente sentado.

Exercício conhecido como “chest press" é clássico para fortalecer e alongar os músculos peitorais, com o auxílio dos ombros e dos braços. Semelhante ao desenvolvimento supino, com maior alongamento e maior contração dos peitorais, maior segurança, maior praticidade, ativação de maior número de fibras e maior conforto para a coluna e para os ombros.

Movimentos articulares: flexão horizontal da articulação escápulo-umeral e extensão do cotovelo.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo peitoral maior, feixe anterior do deltóide, tríceps braquial, grande denteado e subescapular.

Graduado: sistema de graduação que permite rápidas e suaves mudanças nas posições iniciais das alavancas por meio do acionamento de um simples pino com mola. Com isso as amplitudes dos exercícios podem ser adaptadas para cada situação individual.


Remada Graduada

Costas básico: movimento de remo sentado. Exercício semelhante à remada com barra, com ativação mais completa dos músculos das costas, maior alongamento e maior contração dos músculos dorsais e redondos, maior segurança, maior praticidade e maior conforto para a coluna vertebral.

Movimentos articulares: extensão da articulação escápulo-umeral, extensão da coluna lombar, extensão de quadril e flexão de cotovelo.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo grande dorsal, redondo maior e menor, feixe posterior do deltóide, infra-espinhal, fibras médias e inferiores do trapézio, rombóides, para-vertebrais lombares, glúteos, posteriores da coxa, flexores do cotovelo, do punho e dos dedos.

Graduada: sistema de graduação que permite rápidas e suaves mudanças nas posições iniciais das alavancas por meio do acionamento de um simples pino com mola. Com isso as amplitudes dos exercícios podem ser adaptadas para cada situação individual.


Puxada Alta Graduada

Puxada do alto unilateral sentada: exercício semelhante ao puxador ou barra fixa pela frente, com maior alongamento e maior contração dos dorsais e redondos, maior segurança e maior conforto nos ombros.

Movimentos articulares: adução da escápulo-umeral.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo grande dorsal, redondo maior e menor, infra-espinhal, bíceps braquial, braquial, braquioradial, e flexores do punho e dos dedos.

Terapêutico: Possibilidade de graduar a posição inicial do exercício, de acordo com restrições físicas ou situações terapêuticas.

Graduada: sistema de graduação que permite rápidas e suaves mudanças nas posições iniciais das alavancas por meio do acionamento de um simples pino com mola. Assim permite optar pela melhor e mais confortável amplitude de movimento, de acordo com restrições físicas ou situações terapêuticas.


Rosca Apoiada

Exercício semelhante à rosca apoiada com barra, halteres e máquinas (rosca Scott); ativação mais completa do braquial e do bíceps braquial, com maior alongamento e maior contração desses músculos; maior segurança, maior praticidade e maior conforto nos cotovelos, ombros e coluna vertebral.

Movimentos articulares: flexão de cotovelo.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo braquial e do bíceps braquial; braquioradial, flexores do punho e dos dedos.


Extensões Laterais

Extensão de tríceps para baixo: exercício semelhante ao pulley tríceps, com apoio do braço; ativação mais completa do tríceps braquial, com maior alongamento e maior contração desse músculo; maior segurança, maior praticidade e maior conforto nos cotovelos, ombros e coluna vertebral.

Movimentos articulares: extensão de cotovelo.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo tríceps braquial.


Extensor Lombar Graduado

Movimento de estender o tronco para trás, sentado.

Exercício semelhante ao levantamento da terra com flexão variada de joelhos, com maior alongamento e maior contração dos músculos envolvidos; maior praticidade, maior segurança e maior conforto para a coluna vertebral.

Movimentos articulares: extensão da coluna lombar e dos quadris.

Principais músculos ativados: para-vertebrais lombares, glúteos, posteriores da coxa.

Terapêutico: Possibilidade de graduar a posição inicial do exercício, de acordo com restrições físicas ou situações terapêuticas.

Voltar ao topo


Extensor Paravertebral

Movimento de estender o tronco para trás, sentado, com restrição do movimento lombar; exercício semelhante às hiperextensões em banco, com maior alongamento e maior contração dos músculos envolvidos; maior praticidade, maior segurança e maior conforto na coluna vertebral.

Movimentos articulares: extensão da coluna torácica com isometria cervical.

Principais músculos ativados: para-vertebrais torácicos e cervicais.


Flexor Abdominal Sentado

Movimento de flexionar o tronco para frente, sentado.

Ativação muscular completa, isolada e confortável, com segurança e praticidade.

Movimentos articulares: flexão da coluna lombar.

Principais músculos ativados: abdominais retos, oblíquos e transversos.


Leg Press

Coxas básico: desenvolvimento com as pernas, sentado.

Exercício semelhante ao agachamento com barra; maior alongamento e ativação mais completa dos músculos envolvidos; alívio importante das sobrecargas em ligamentos cruzados dos joelhos; maior segurança, maior praticidade e maior conforto para a coluna vertebral e para os joelhos.

Movimentos articulares: extensão dos joelhos e extensão dos quadris.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo quadríceps; posteriores da coxa, adutores, glúteos; ativação isométrica de para-vertebrais lombares e abdominais.


Flexor de Gêmeos

Panturrilha básico: movimento de empurrar com a ponta dos pés, sentado, com os joelhos em extensão.

Ativação muscular completa e confortável, segurança e praticidade.

Movimentos articulares: flexão plantar dos tornozelos.

Principais músculos ativados: gastrocnêmios e solear.



Cadeira Abdutora e Adutora

O aparelho permite adução ou abdução dos quadris com mudança das posições iniciais das alavancas por meio do acionamento de um simples de pino com mola; ativação muscular completa e confortável, segurança e praticidade.

Movimentos articulares: Abdução e adução dos quadris.


Principais músculos ativados: adutores e abdutores dos quadris.


Cadeira Flexo-extensora

Aparelho que permite opção em realizar extensões e flexões dos joelhos de maneira individual, de acordo com a graduação do braço de alavanca.

Exercícios completos para músculos das coxas (anterior e posterior) em um único aparelho, podendo ser realizados uni ou bi lateralmente.

Sistema de graduação que permite rápidas e suaves mudanças nas posições iniciais das alavancas com dois pontos de fixação, um para extensão e outro para flexão, sempre acionando um simples pino com mola.

Terapêutia: possui o mesmo mecanismo de graduação nas alavancas, porém com mais pontos para fixação, podendo realizar extensões e flexões com maior ou menor amplitudes de movimento de acordo com restrições físicas ou situações terapêuticas.

Movimentos articulares: extensão dos joelhos e flexão dos joelhos.

Principais músculos ativados: Na extensão, todas as fibras do músculo quadríceps.
Na flexão, bíceps femoral, semitendinoso e semimembranoso, ativação parcial dos gastrocnêmios.


Fonte: http://www.iafs.med.br/site/equipamentos.html

domingo, 24 de maio de 2009

Treino de Marcha nas artroplastias de Joelho e Quadril

Alguns pacientes, por motivo de dor no membro inferior (Entorse, Fratura, Pós-Operatório, etc...), ou por motivo de alteração motoras (paraparesia, hemiplegia) são obrigados a utilizar dispositivos auxiliares da marcha. Um dos dispositivos auxiliares mais usado é a muleta. O post de hoje vai ser focado no uso de muletas nas artroplastias de Membros Inferiores. No entanto, vou aproveitar o tema e comentarei também outras indicações das muletas.
Vou começar sendo bastante direto: Basicamente uma muleta deve ser capaz de fazer duas coisas pelos nossos pacientes que passaram por uma artroplastia de joelho ou quadril:

(1) Reduzir a descarga de peso sobre um dos membros inferiores.
(2) Ampliar a base de apoio para aumentar o equilíbrio e oferecer estabilidade ao paciente.

É importante notar que uma base de apoio alargada também auxilia no deslocamento e fornece informações sensoriais através das mãos. De modo geral, o uso de muletas se faz necessário para pessoas com dores na perna ou no pé, lesão, fraqueza muscular ou marcha instável. Além destas indicações óbvias, o usos de muletas possibilita assumir a posição ortostática, auxiliando na circulação, na função renal e pulmonar, ajuda na prevenção da osteoporose por fornecer estímulo mecânico (compressivo) aos ossos. Em crianças, a descarga de peso também estimula a epífise de crescimento.

Existem basicamente 2 modelos de muletas: A axilar e a canadense.
Muleta Axilar: Os modelos em geral possibilitam o ajuste do comprimento total e também par ao apoio da mão. Em ortostatismo estático, o ponto mais alto da muleta, deve situar-se 2 a 3 dedos abaixo da axila até um ponto cerca de 15-20cm afastado lateralmente do seu pé. As mãos devem estar posicionadas de tal forma que permitam uma flexão de cotovelo de cerca de 30º. È importante frisar que não se deve apoiar as axilas na muleta durante a marcha, a força toda deve acontecer no cotovelo e punho, sob o risco do paciente compreender de onde vem o adágio popular “sofre mais do que suvaco de aleijado”
Muleta Canadense: Mais uma vez, o posicionamento deve permitir uma flexão de cerca de 30o a muleta deve tocar no solo cerca de 5-10 cm para fora e cerca de 15cm a frente do pé
Estudos mostram que o punho recebe de 1 a 3 vezes o peso do corpo durante a fase de balanço da marcha com muletas.

Para o uso seguro de muletas, algumas regras de vem ser seguidas:
  • Nunca apóie o peso nas axilas, use os punhos
  • Quando parado, posicione as muletas à frente
  • Quando andar, não tente andar rápido demais ou dar passos muito compridos
  • Quando descer escadas, posicione as muletas no degrau abaixo, então desça o degrau com a perna não afetada.
  • Quando subir escadas, suba com a perna boa primeiro, só então traga as muletas e a perna afetada para cima.
  • Converse com o cirurgião ortopedista a respeito da qulidade do osso, sobre intercorrências durante a cirurgia, se a prótese foi cimentad a ou não (próteses não cimentadas exigem descarga parcial de peso enqunato as não cimentadas o paciente pode descarregar o peso conforme tolerância)
Tipos de marcha => (Clique no título e assista ao vídeo do padrão de marcha)

Marcha de 3 pontos

Indicação:
Incapacidade de descarregar peso em uma das pernas (fratura, dor, amputação ou pós-operatório)
Seqüência de movimentos:
Primeiro leve ambas as muletas e o membro afetado à frente. Então descarrege o peso do corpo sobre as muletas e mova o membro não afetado à frente. Repita a seqüência
Vantagens:
Elimina a descarga de peso sobre o membro afetado
Desvantagem:
È preciso que o paciente tenha um bom equilíbrio


--------------------------------------------------

Marcha de 4 pontos

Indicação:
Fraqueza em ambas as pernas ou coordenação insuficiente
Seqüência de movimentos:
Muleta esquerda, pé direito, muleta direita, pé esquerdo. Repita a seqüência
Vantagens:
Garante estabilidade uma vez que sempre há 3 pontos de apoio no solo
Desvantagem:
Baixa velocidade


-----------------------------------------------------------

Marcha de dois pontos
Indicação:
Fraqueza em ambas as pernas ou coordenação deficiente
Seqüência de movimentos
Muleta esquerda, e pé direito juntos, então muleta direita e pé esquerdo juntos. Repita a seqüência
Vantagens:
Mais rápido do que a marcha de quatro apoios
Desvantagens:
Pode ser difícil aprender esta seqüência de movimentos

-----------------------------------------------------------------------

Marcha tipo mergulho
Indicações:
Incapacidade de descarregar completamente o peso em ambas as pernas (fraturas, dor e amputações)
Sequência de movimentos:
Avance com ambas as muletas à frente, então enquanto descarrega o peso todo nos braços, leve ambas as pernas à frente, ao mesmo tempo por entre as muletas
Vantagens:
È o padrão de marcha mais rápido
Desvantagem:
O gasto energético é alto e exige bastante força nos membros superiores

------------------------------------------------------------------------------------

Marcha tipo Semi-Mergulho (acho que posso traduzir assim)
Indicações
Pacientes com fraqueza em ambos os membros inferiores
Seqüência de movimentos
Avance com ambas as muletas à frente, então enquanto descarrega o peso todo nos braços, leve ambas as pernas à frente ao mesmo tempo porém não ultrapasse as muletas
Vantagens:
Fácil de aprender
Desvantagem:
Exige força nos membros superiores

Fonte: http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2008/12/treino-de-marcha-nas-artroplastias-de.html

O Sistema Estabilizador da Coluna. Parte I. Função, Disfunção, Adaptação, e Intensificação

Esta é uma pequena resenha do artigo "The Stabilizing System of the Spine. Part I Function, Dysfunction, Adaptation, and Enhancement" , publicado em 1992 no Journal of Spinal Disorders, Vol.5, No4. Este trabalho oferece as bases teóricas que fundamentam a técnica de estabilização vertebral segmentar. Como é um trabalho antigo, não está disponível online, mas estou trabalhando na tradução integral do texto. Assim que terminar, irei disponibilizar na minha pasta do 4shared.
_____________________________________________________________
O Sistema Estabilizador da Coluna. Parte I. Função, Disfunção, Adaptação, e Intensificação.
Autor: Manohar M. Panjabi
Department of Orthopaedics and Rehabilitation, Yale University School of Medicine, New Haven, Connecticut USA.

RESUMO: Neste artigo é apresentada a base conceitual para a afirmação de que o sistema estabilizador da coluna é constituído por três subsistemas. As vértebras, os discos e ligamentos constituem o subsistema passivo. Todos os músculos e tendões em volta da coluna vertebral os quais podem transmitir força à coluna vertebral constituem o subsistema ativo. Os nervos e o Sistema Nervoso Central compreendem o subsistema neural, o qual determina os requisitos para a estabilidade da coluna por monitorar os vários transdutores de sinais e direcionando ao subsistema ativo para gerar a estabilidade necessária. A disfunção de qualquer componente de um dos subsistemas pode levar a uma ou mais de uma das seguintes possibilidades: (a) Uma resposta imediata de outros subsistemas para uma compensação bem sucedida. (b) Uma resposta de adaptação de longo tempo em um ou mais subsistemas, e (c) Uma lesão a um ou mais componentes de qualquer subsistema. É conceitualizado que a primeira resposta resulta em função normal, a segunda resulta em função normal, porém com o sistema estabilizador alterado, e a terceira leva à uma disfunção no Sistema Estabilizador, produzindo, por exemplo dor lombar . Em situações onde cargas adicionais ou posturas complexas são antecipadas, a unidade de controle neural pode alterar a estratégia de recrutamento muscular, com o objetivo temporário de melhorar a estabilidade da coluna além dos requisitos normais.
Palavras-Chave: Sistema Estabilizador da Coluna, Estabilização da Coluna, Coluna Lombar, Função Muscular, Dor lombar
----------------------------------------------------------------------------------------------
Este trabalho apresenta a base conceitual de que o sistema estabilizador da coluna consiste de três subsistemas:
1-O Subsistema Passivo, composto pelas vértebras, cápsula articular, discos e ligamentos, assim como as propriedades mecânicas passivas dos músculos.
2-O Subsistema Ativo, composto pelos músculos e tendões, capazes de aplicar força à coluna.
3-O Subsistema Neural (feedback), composto pelos nervos, terminações nervosas proprioceptivas localizadas nos ligamentos, tendões e músculo e pelo SNC, o qual monitora e modula o subsistema ativo para prover a estabilidade necessária.
Estes subsistemas, embora apresentados separados, são funcionalmente interdependentes (Fig1).


A disfunção de um destes subsistemas pode levar à uma das três possibilidades:
a) Uma resposta compensatória imediata de outro subsistema.
b) Uma reposta adaptativa de longo termo de um ou mais subsistemas.
c) Uma lesão a um ou mais componentes de outro subsistema.

Embora não possua uma definição clara e tampouco seja bem compreendida, a instabilidade da coluna é considerada uma causa importante de lombalgia.

“O conceito básico de instabilidade da coluna vertebral é o demovimentos intervertebrais anormalmente amplos, que causam tanto compressão e/ou alongamento dos elementos neurais inflamados ou deformação anormal de ligamentos, cápsula articular, fibras do anel fibroso, os quais possuem grande densidade de nociceptores. Em ambas as situações, a sensação de dor é produzida.”

O objetivo do autor é apresentar um grupo de conceitos teóricos relacionados ao sistema estabilizador da coluna vertebral – função, disfunção e intensificação

Função Normal do Sistema Estabilizador da Coluna Vertebral

A função normal é prover estabilidade suficiente para a coluna se adaptar às demandas do dia a dia devido à mudanças posturais e diferentes cargas dinâmicas e estáticas. Os três subsistemas trabalham juntos, conforme esquematizado na Figura 2.
Discussão


O objetivo principal proposto neste conceito biomecânico do sistema estabilizador da coluna é de que há dois componentes musculoesqueléticos e um componente neural. Sob circunstâncias normais os três subsistemas são altamente coordenados e otimizados. No caso de disfunções, podem ocorrer compensações, até um certo limites. Se a disfunção ultrapassa estes limites, então problemas agudos e crônicos podem surgir. Em certas situações, se necessário, o sistema pode ser intensificado além do normal.

Adaptação e intensificação da Capacidade Estabilizadora

Esta capacidade do sistema estabilizador de responder à disfunção é uma manifestação de sua adaptabilidade. Além disso, sob circunstâncias de demanda de cargas incomuns, há uma reserva que pode ser recrutada para intensificar a estabilidade da coluna além do nível normal.

Subsistema Passivo
A força muscular reduz-se com a idade, e é também observado que a rigidez da coluna aumenta com a idade devido à formação de osteófitos e hipertrofia das facetas. Os dois fenômenos podem estar relacionados; pois com a idade, o subsistema passivo tenta compensar a diminuição da capacidade estabilizadora do subsistema ativo com uma rigidez adaptativa.

Subsistema Ativo
O aumento geral da força muscular provou ser capaz de reduzir as chances de lombalgia. Isto pode ser explicado baseado na capacidade de intensificar a estabilidade da coluna através do aumento da capacidade muscular de gerar tensão.
Em pessoas com lesão do LCA que não receberam tratamento cirúrgico, foi observada hipertrofia no lado da lesão nos pacientes mais bem adaptados. Em outro estudo, foi encontrado que a proporção força de ísquitibiais/quadríceps é o melhor indicador na reabilitação de pacientes com lesão do LCA.
Assim o fortalecimento de determinados grupos musculares pode ser capaz de compensar perdas específicas de estabilidade devido a lesão.

Subsistema Neural
É hipotetizado que se um grupo específico de músculos responsáveis pela estabilidade em uma determinada direção/movimento, então a contração seletiva e apropriada destes músculos irá melhorar a estabilidade nesta direção particular.
Esta estratégia, relacionada aos centros de controle neural, pode ser usada em situações onde a aplicação de cargas externas pode ser antecipada (ex: levantar sacolas de compras), e também em situações inesperadas. Novamente em relação ao tratamento de joelho, existem evidências que o treino de estabilidade ocorre uma redução no tempo de resposta muscular à alterações bruscas da estabilidade.


Observações do blogueiro:

1-Este trabalho, junto com os estudos de EMG fornece o embasamento teórico para o método de estabilização segmentar.
2-O autor dispensa muito mais atenção ao papel do subsistema neural no controle estabilizador da coluna.
3-Evidências sugerem que o sistema estabilizador pode ser intensificado com o treino apropriado. Foi citado que o treinamento pode reduzir o tempo de resposta muscular a alterações inesperadas no joelho; em estudos posteriores a este artigo, mostraram que os músculos multífidos e transverso do abdômen apresentam o tempo de ativação lentificado em indivíduos com lombalgia. Outros estudos mostram que o tratamento baseado em exercícios específicos pode recuperar o padrão normal de ativação muscular.


Fonte: http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2009/02/o-sistema-estabilizador-da-coluna-parte.html

Treino de marcha com suporte parcial de peso em esteira ergométrica

A incorporação de novas tecnologias ao arsenal terapêutico de reabilitação é um fenômeno inevitável. Existe uma verdadeira corrida contra o tempo para o desenvolvimento destes sistemas (equipamentos mais eficazes = maiores lucros) Eu não estou falando de biofeedback, nem do cybex e muito menos de novos equipamentos de eletroterapia. Estou falando de novas tecnologias que são pouco faladas nas Faculdades de fisioterapia, mas que dentro de alguns anos serão equipamentos de rotina nos grandes centros de reabilitação.

Creio que muitos leitores deste blog já tenham ouvido falar de treino de marcha com suporte de peso em esteira ergométrica, mas para aqueles que desconhecem o assunto, trata-se basicamente do uso de um mecanismo que suspende os pacientes e os posiciona sobre uma esteira ergométrica. Assim é possível que eles caminhem sobre a esteira sem risco de cair e sem precisar suportar o peso total do corpo sobre as pernas. Desta forma, é possível retreinar a marcha de forma precoce em pacientes com AVC, em pacientes com Parkinson, crianças com diplegia e quadriplegia espásticas e até mesmo pós TRM (Fig acima).

Nem sempre dá para deixar o paciente na esteira e dispensar os fisioterapeutas. No caso de TRM na figura ao lado, terapeutas auxiliam na mobilização das pernas. O benefício neurofisiológico está aparentemente relacionado à estimulação do Gerador Central de Padrões (GCP) o qual é um "pool" de neurônios existente na medula responsável pela marcha automática e que pode ser estimulado pelo treino de marcha com suporte de peso. (é por causa do GCP que gatos cuja conexão entre a medula e o cérebro foi interrompida mantém o padrão de marcha quando as patas são encostadas sobre uma esteira rolante).
Ficção científica? fora da realidade brasileira? Creio que não.
Existem vário trabalhos feitos no Brasil, sendo que uma mestranda da UFRJ "manufaturou" um destes dispositivos com a ajuda do pai (engenheiro) ao custo aproximado de R$500,00 (sem a esteira). Infelizmente este tipo de solução artesanal é o que temos em terras tupiniquins.

Para se ter uma idéia na aposta que está sendo feita neste sistema de suporte de peso, uma pesquisa está sendo desenvolvida no Center for Applied Biomechanics and Rehabilitation Research, National Rehabilitation Hospital, em Washington, EUA para o desenvolvimento de um protótipo de um equipamento de suporte de peso dinâmico chamado ZeroG.

Trata-se de um mecanismo robótico suspenso por esteiras presas ao teto e que ajusta continuamente a tração garantindo assim o suporte de peso conforme constante durante o deslocamento do paciente sobre obstáculos. Eu babei quando vi o vídeo. Só espero que a relação custo-benefício seja favorável, pois um bichinho desses não tá com cara de ser barato não.

Veja o vídeo abaixo do ZeroG prevenindo uma queda. Imagina isso aí pra tratar velhinhos com labirintite com amis segurança, ou então combinado à uma atividade com o balanceboard do nintendo wii.


Fonte:
http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2009/03/treino-de-marcha-com-suporte-parcial-de.html




domingo, 25 de novembro de 2007

Biomecânica - Resumo

ESTABILIDADE E EQUILÍBRIO

Quando um objeto está equilibrado, todas as forças que atuam sobre ele são iguais e ele está em um estado de equilíbrio.

Centro de Gravidade (CG)

É o ponto de equilíbrio de um objeto no qual o peso em todos os lados é igual. Também é o ponto no qual os planos do corpo se cruzam. ponto no qual a soma dos torques produzidos pelos pesos dos segmentos corporais é igual a zero. É o ponto de equilíbrio

Base de apoio (BA)

É aquela parte do corpo que está em contato com a base de sustentação.

TIPOS DE EQUILÍBRIO

Equilíbrio estável ocorre quando um objeto está em uma posição que para movê-lo seria necessário elevar seu CG.

Equilíbrio instável ocorre quando apenas uma força leve é necessária para mover um objeto.

Existe equilíbrio neutro quan­do o CG de um objeto não é elevado nem abaixado quando é movido.

Relação entre equilíbrio, estabilidade e movimento.

  • Quanto mais baixo o CG, mais estável o objeto.
  • CG e a LG precisam permanecer dentro da BA para que um objeto permaneça estável.
  • A estabilidade aumenta à medida que a BA é amplia­da na direção da força.
  • Quanto maior a massa de um objeto, maior a estabili­dade.
  • Quanto maior o atrito entre a face de sustentação e a BA, mais estável o corpo será.
  • As pessoas têm um equilíbrio melhor enquanto se movimentam se estiverem focalizadas em um objeto estacionário em vez de em um objeto móvel.

ESTABILIDADE E EQUILÍBRIO

Estabilidade: É definida mecanicamente como a resistência a aceleração tanto linear quanto angular ou a resistência a romper o equilíbrio.

Equilíbrio: capacidade de controlar a estabilidade.

Fatores que afetam a estabilidade:

massa corporal – Maior massa, maior o grau de estabilidade

Atrito – Maior atrito, maior grau de estabilidade

localização horizontal do CG – Quanto mais distante dos limites da base de suporte, maior grau de estabilidade

Tamanho da base de sustentação – Maior base, maior grau de estabilidade

Altura do CG Maior altura, menor grau de estabilidade

TIPOS DE EQUILÍBRIO

1. EQUILÍBRIO ESTÁVEL : Se o CG de um corpo é levemente movimentado e o corpo tende a retornar a sua posição original

2. EQUILÍBRIO INSTÁVEL : se o CG não tende retomar à posição anterior, mas procura uma nova posição, o corpo pode cair

3. EQUILÍBRIO NEUTRO : quando o CG é deslocado ele permanece no mesmo nível, isto é, nem cai nem retorna à posição anterior

ESTABILIDADE E EQUILÍBRIO

A sensação de equilíbrio é essencial para a coordenação das respostas motoras, movimentos dos olhos e ajustes posturais. A perturbação do sentido do equilíbrio provoca vertigem, náuseas, reações desordenadas de equilíbrio e sinais autonômicos como palidez, sudorese, vômito, hipotensão, e logo nos tornamos conscientes dessas sensações.

O mecanismo de equilíbrio está baseado em uma cooperação intrínseca entre o sistema vestibular; informações proprioceptivas e táteis; visão e integração sensorial dentro do SNC; percepção visual e espacial; tônus muscular efetivo que se adapte rapidamente a alterações; força muscular e flexibilidade articular.

MANUTENÇÃO DO EQUILÍBRIO

1. Sistema vestibular: sustenta a cabeça em uma posição vertical

  • Reflexos cervicais : mantêm a cabeça alinhada com o corpo;
  • Reflexos vestibulares e cervicais também atuam sobre os músculos dos membros para amortecer quedas e estabilizar o corpo em relação à superfície de apoio;
  • Reflexo vestíbulo-oculomotor : ajuda a manter o campo visual no plano horizontal.

2. Formação reticular da ponte e bulbo : a formação reticular é um agregado central de núcleos difusamente organizados. Dois grupos desses núcleos, na ponte e no bulbo, estão envolvidos no controle da postura. Esses núcleos projetam-se através do tracto reticuloespinhal medial e lateral para todos os níveis da medula espinhal.

As conecções da formação reticular permitem a coordenação da postura e movimento pela integração de informações sensoriais vestibulares e de outras fontes com comandos do córtex cerebral.

3. Cerebelo

4. Visão

5. Propriocepção

6. Receptores cutâneos

A seguir veremos alguns dos principais desvios posturais, que possivelmente iremos encontrar em nossos avaliados.

Vista Anterior:
Escoliose - é um desvio lateral da coluna vertebral que pode ser classificada em:
Escoliose Simples - quando apresenta uma única curvatura em uma das regiões da coluna vertebral, e pode ser:

1. Escoliose Torácica destro convexa
2. Escoliose Torácica sinistro convexa
3. Escoliose Lombar destro convexa
4. Escoliose Lombar sinistro convexa

Escoliose Total - quando apresenta uma única curvatura em mais de uma região da coluna vertebral, e pode ser:
1. Escoliose Total destro convexa
2. Escoliose Total sinistro convexa

Escoliose Dupla - quando apresenta duas curvaturas opostas em regiões diferentes da coluna vertebral, e pode ser:
1. Escoliose Torácica destro convexa Lombar sinistro convexa
2. Escoliose Torácica sinistro convexa Lombar destro convexa

Escoliose Tripla - quando apresenta três curvaturas, sendo uma em cada região da coluna vertebral, e pode ser:
1. Escoliose Cervical destro convexo Torácica sinistra convexa - Lombar destro convexo.
2. Escoliose Cervical sinistro convexa Torácica destro convexa Lombar sinistro convexa.

Geno Varo - é um afastamento dos joelhos em relação ao plano sagital.
Geno Valgo - é uma aproximação dos joelhos em relação ao plano sagital.
Pé Abduto - é a projeção dos pés para fora em relação ao plano sagital.
Pé Aduto - é a projeção dos pés para dentro em relação ao ao plano sagital.
Pé Plano - é a diminuição ou perda total do arco plantar.
Pé Cavo - é o aumento da curvatura do arco plantar.

Vista Lateral:


Hiperlordose Cervical - é a acentuação da curvatura da coluna cervical.
Hipercifose Torácica - é a acentuação da curvatura da coluna dorsal.
Hiperlordose Lombar - é a acentuação da curvatura da coluna lombar.
Costa Plana - é a diminuição ou inversão de uma ou mais curvaturas da coluna vertebral.
Geno Recurvato - é uma hiperextensão dos joelhos, projetando-os para trás em relação ao plano coronal.
Geno Flexo - é a projeção dos joelhos para frente em relação ao plano coronal.
Pé Eqüino - estando o indivíduo em posição ortostática os calcanhares não tocam o solo.
Pé Calcâneo - estando o indivíduo em posição ortostática a porção anterior dos pés não toca o solo.

Vista Posterior:

Pé Varo - é a projeção do tendão calcâneo para fora da linha média do corpo.
Pé Valgo - é a projeção do tendão calcâneo para dentro da linha média do corpo.

Na impossibilidade de dispor de um simetrógrafo, é possível realizar a avaliação apenas com observação do avaliado nas diferentes posições descritas, postando-se o avaliador a mais ou menos 3 metros do avaliado; esta não é a forma ideal, mas pode dar uma boa noção dos desvios mais evidentes.

Análise da Marcha
A fase de apoio no solo começa, com o contato inicial do pé (calcanhar-solo, porém em algumas condições patológicas outras partes do pé podem tocar o chão antes do calcanhar) e termina quando o pé (normalmente a cabeça dos metatarsos e os artelhos ) deixa o solo (denominada impulsão).

A fase de oscilação inicia-se com a impulsão e termina no calcanhar-solo. Nas velocidades comuns da marcha, a fase de apoio ocupa 60% de um único ciclo da marcha e 40% a fase de oscilação. Na caminhada , pode-se considerar um tempo de 1 a 2 seg para um ciclo típico, mas na corrida não se considera uma fase de apoio dos dois pés no chão.

Analisando a atividade muscular, descobriu-se que durante a marcha os músculos utilizados realizam contrações excêntricas e resistem a uma força de estiramento (gravidade,momento). Este esquema foi considerado mais econômico do ponto de vista de gasto energético que a corrida.

  • Músculos ativados: dorsoflexores de tornozelo, gastrocnêmio e sóleo, quadríceps, Ísquio-tibiais , Glúteo máximo, flexores de quadril (observado: grácil, porção do adutor mágno, adutor longo, mas não ativa o reto femoral ) e ílio psoas (pouca atividade, mais para a fase de impulsão);
  • abdutores (após o contato do calcanhar);
  • adutores (início e fim da fase de apoio); eretores da espinha (quando toca o solo do mesmo lado da perna); reto abdominal; músculos dos pés (em geral e mais ativos em pessoas de pés chatos); deltóides posterior e médio, subescapular, grande dorsal , redondo maior (aumentavam sua ação de acordo com a velocidade da marcha).

A MARCHA:

A terminologia marcha é descrita como referência às atividades de um membro. A maior unidade empregada à marcha é chamada de ciclo da marcha. No ato normal de caminhar, um ciclo de marcha começa quando o calcanhar do membro de referência contacta a superfície de sustentação, e este ciclo termina quando o calcanhar do mesmo membro contacta novamente o solo.

O ciclo da marcha divide-se em duas fases: a primeira de apoio e balanço e a segunda de dupla sustentação. Na marcha normal a fase de apoio constitui 60% do ciclo da marcha e é definida como o intervalo em que o pé do membro de referência está em apoio com o solo; a fase de balanço constitui 40% do ciclo da marcha, e é onde o membro de referência não contacta o solo. A dupla sustentação refere-se aos dois intervalos num ciclo da marcha em que o peso corporal está sendo transferido de um pé para o outro, e ambos os pés estão em contato com o solo, ao mesmo tempo.

IV - DETERMINANTES DA MARCHA:

Durante um ciclo completo, o centro de gravidade é deslocado duas vezes em seu eixo vertical. O pico se dá durante o meio da postura na fase estática quando a perna sustentadora de peso está vertical e seu ponto mais baixo quando as duas pernas estão sustentando peso com posição de apoiar o calcanhar e a outra em ponta de dedos.

IV.1 - Rotação e inclinação pélvica:

A rotação pélvica visa diminuir a ondulação vertical, na qual a pelve oscila sobre um eixo da coluna lombar. O grau de compensação da pelve durante o passo também diminui o ângulo entre a pelve e a coxa e a perna e o solo. Por outro lado, a inclinação pélvica é uma queda da pelve do lado do balanceio. A perna de apoio está aduzida e a perna em movimento levemente aduzida, e fletida no quadril e joelho para se erguer do solo.

IV.2 - Flexão do joelho na fase de apoio:

O joelho durante a fase de apoio está completamente estendido quando o calcanhar toca o solo, o que inicia a fase de apoio para a perna Quando o corpo se desloca sobre o seu centro de gravidade o joelho flete, o corpo passa sobre o pé e o joelho gradualmente reestende até a extensão total no fim da fase de apoio.

O movimento conjugado entre o joelho e o tornozelo relaciona-se com a ondulação da pelve. No apoio do calcanhar, o tornozelo promove 90º de dorsiflexão e gradualmente flete em sentido plantar para se aplanar no solo quando o corpo se aproxima do centro de gravidade.

V - A ATIVIDADE MUSCULAR NA MARCHA:

Os músculos acionadores, estabilizadores e desaceleradores possuem um papel de grande importância para a realização da marcha.

Os músculos eretores da espinha elevam a pelve e os glúteos estabilizam o quadril, durante o desvio lateral da pelve. Os flexores do quadril iniciam a fase de movimento ocasionando um pêndulo nos músculos da coxa e perna.

O quadríceps exerce uma grande atividade muscular durante a marcha, assim como os abdominais, isquios-tibiais, gastrocnêmios, solear, psoas, piramidal, quadrado lombar.

Podemos observar que todos os músculos, até de cadeias musculares mais distantes, são solidários para a realização da marcha, e mais, que o estado psicossocial do indivíduo altera a marcha.

A biomecânica é bem ampla, temos a cinemática que se preocupa com o movimento , o que chamamos de CINESIOLOGIA. Tem a dinâmica que é a biomecânica propriamente dita, que se preocupa com as forças atuantes sobre o corpo.

Ergonomia:
ERGO =
que significa trabalho NOMOS = que significa regras

"Estudo entre o homem e o seu trabalho, equipamentos e meio ambiente"

Distâncias entre aparelhos; Padrões (medições que seguem o padrão) para a prática de exercícios e na vida diária do individuo;

Músculos formas de fortalecimento:

Gluteo máximo – o que causa o encurtamento dele:

uma deformidade em extensão por rotação lateral do quadril levando a retroversão da pelve.

Logo, para fortalecer o glúteo máximo devemos fazer aquilo que o encurtamento dele produz: extensão e rotação lateral, essa é a melhor forma de trabalhar esse músculo.

Psoas maior e ilíaco – é flexor de coxa, seu encurtamento vai puxar as vértebra 2ª até L5 para baixo diminuindo o espaço dos discos intervertebrais. Estimular muito o psoas maior e o ilíAco, pode comprimir os músculos intervertebrais, aumentando a lordose e trazendo a pelve para frente.

O psoas faz tanto um movimento na região lombar quanto na região do quadril, se ele agir só na lombar faz uma lordose e se agir no quadril, uma flexão. Mas se ele for tensionado a um ponto a produzir flexão com a lordose ele pode criar uma retificação na lombar sem que haja perda da lordose, as costas vão para traz, o bumbum retifica. Quando se tem uma lordose com uma cifose mais acentuada por ação do psoas então temos a ANTEROPULSÃO PÉLVICA.

PERÍODO DE EQUILÍBRIO - PROPULSÃO

FASE

CARACTERÍSTICAS

MÚSCULOS

C. Inicial

  • Apoio com o calcanhar;
  • Pé na posição neutra;
  • Tíbia atrás do eixo vertical;
  • Pé em supinação;
  • Pivoteamento e amortecimento no tornozelo;
  • Joelho quase estendido;
  • Tíbia faz rotação medial (adução);
  • CG está mais alto;
  • Quadril flexionado;
  • Glúteo máximo;
  • Glúteo médio;
  • Vasto medial;
  • Vasto lateral;
  • Semitendinoso;
  • Bíceps femoral;
  • Tibial anterior;
  • Sóleo;
  • Gastrocnêmios;

R. Carga

  • O pé desce suavemente graças a uma flexão plantar (ação excêntrica da musculatura extensora plantar ou dorsiflexora);
  • Pé totalmente apoiado no chão;
  • Pé na posição neutra;
  • Pé continua em supinação;
  • Tíbia se aproxima do eixo vertical;
  • Início do rolamento da tíbia;
  • Equilíbrio – propulsão;
  • Joelho está flexionado;
  • Tíbia continua em rotação medial;
  • Quadril continua flexionado;
  • O CG é jogado para fora da BS porque o quadril está deslocado para o lado externo, mas o CG é trazido para dentro novamente pela musculatura adutora tensionada;
  • Glúteo médio;
  • Vasto medial;
  • Vasto lateral;
  • Semitendinoso;
  • Sóleo;
  • Gastrocnêmios;
  • Fibulares;

Médio Apoio

  • Pé continua totalmente apoiado no chão e neutro;
  • Do MA inicial ao MA final ocorre o rolamento da tíbia;
  • O eixo da tíbia passa pelo eixo vertical;
  • O pé faz uma pronação;
  • Joelho está no máximo de flexão;
  • Tíbia continua em rotação medial;
  • Quadril em posição neutra;
  • CG mais baixo, graças a flexão máxima do joelho;

  • Adutores
  • Gastrocnêmios;
  • Fibulares;

Apoio Term.

  • Apoio feito no antepé;
  • Calcanhar se eleva;
  • Eixo da tíbia está na frente do eixo vertical;
  • Pé continua pronado;
  • Ocorre o amortecimento eo pivoteamento sobre o 1º metatarso;
  • Joelho estendendo;
  • Tíbia continua em rotação medial;
  • Quadril está em extensão;
  • Adutores
  • Gastrocnêmios;
  • Fibulares;

Pré Bal.

  • Apoio sobre o hálux;
  • Está na eminência da perda de contato;
  • Pivoteamento sobre o 5º metatarso;
  • O eixo da tíbia já passou do eixo vertical;
  • Início de uma nova supinação;
  • Joelho estendido;
  • Tíbia faz rotação lateral (abdução);
  • Quadril está indo de uma extensão para uma flexão;
  • Adutores
  • Sartório;
  • Tibial Anterior;
  • Sóleo
  • Fibulares;

PERÍODO DE OSCILAÇÃO

Bal.

Inicial

  • A perna se aproxima do eixo do pé;
  • Início da extensão plantar (dorsiflexão) até o pé ficar na posição neutra, que permanece até o final desse período;
  • Artelhos levantados;
  • Joelho flexionando;
  • Não existe eixo vertical pois o pé ñ está mais apoiado no chão.
  • Quadril está em flexão;
  • Psoas;
  • Ilíaco;
  • Sartório;
  • Tibial Anterior;
  • Reto femoral;

Médio Bal.

  • Pé continua neutro;
  • Joelho no máximo de flexão;
  • Quadril flexionado;

  • Adutores
  • Tibial Anterior;
  • Bíceps femoral

Bal. Term.l

  • Pé neutro;
  • Joelho estendendo;
  • Preparo para o contato inicial;
  • Quadril em flexão;
  • Adutores
  • Glúteo máximo;
  • Glúteo médio;
  • Tibial Anterior;
  • Vasto medial;
  • Vasto lateral;
  • Semitendinoso;
  • Bíceps Femoral;

Psoas Maior

Inserção Superior: Processo transverso das vértebras lombares, corpos e discos intervertebrais das últimas torácicas e todas lombares

Inserção Inferior: Trocânter menor

Ação: Flexão da coxa, flexão da coluna lombar (30° - 90°) e inclinação homolateral

Ilíaco

Inserção Superior: 2/3 superiores da fossa ilíaca, crista ilíaca e asa do sacro

Inserção Inferior: Trocânter menor

Ação: Flexão de quadril, anteroversão da pelve e flexão da coluna lombar (30° - 90°)

Tibial Anterior


Inserção Proximal: Côndilo lateral da tíbia e ½ proximal da face lateral da tíbia e membrana interóssea

Inserção Distal: Cuneiforme medial e base do 1º metatarsal

Inervação: Nervo Fibular Profundo (L4 - S1)

Ação: Flexão dorsal e inversão do pé

Fibular Terceiro

Inserção Proximal: 1/3 distal da face anterior da fíbula

Inserção Distal: Base do 5º metatarsal

Inervação: Nervo Fibular Profundo (L5 - S1)

Ação: Eversão do pé

Fibular Longo


Inserção Proximal: Cabeça, 2/3 proximais da superfície lateral da fíbula e côndilo lateral da tíbia

Inserção Distal: 1º metatarsal e cuneiforme medial

Inervação: Nervo Fibular Superficial (L4 - S1)

Ação: Flexão plantar e eversão do pé

Fibular Curto

Inserção Proximal: 2/3 distais da face lateral da fíbula

Inserção Distal: Base do 5º metatarsal

Inervação: Nervo Fibular Superficial (L4 - S1)

Ação: Flexão plantar e eversão do pé

Gastrocnêmio Medial

Inserção Proximal: Côndilo medial do fêmur

Inserção Distal: Calcâneo

Inervação: Nervo Tibial (S1 - S2)

Ação: Flexão do joelho e flexão plantar do tornozelo

Gastrocnemio Lateral

Inserção Proximal: Côndilo lateral do fêmur

Inserção Distal: Calcâneo

Inervação: Nervo Tibial (S1 - S2)

Ação: Flexão do joelho e flexão plantar do tornozelo

Solear

Inserção Proximal: 1/3 intermédio da face medial da tíbia e cabeça da fíbula

Inserção Distal: Calcâneo (tendão dos gastrocnêmios)

Inervação: Nervo Tibial ( L5 - S1)

Ação: Flexão plantar do tornozelo

Tensor Da Fáscia Lata

Inserção Proximal: Crista ilíaca e EIAS

Inserção Distal: Trato íleo-tibial

Inervação: Nervo do Glúteo Superior (L4 - S1)

Ação: Flexão, abdução e rotação medial do quadril e rotação lateral do joelho

Sartório

Inserção Proximal: Espinha ilíaca ântero-superior

Inserção Distal: Superfície medial da tuberosidade da tíbia (pata de ganso)

Inervação: Nervo Femoral (L2 - L3)

Ação: Flexão, abdução e rotação lateral da coxa e flexão e rotação medial do joelho

Quadríceps

Inserção Proximal:

Reto Anterior: Espinha ilíaca ântero-inferior

Vasto Lateral: Trocânter maior, linha áspera, linha intertrocantérica e tuberosidade glútea

Vasto Medial: Linha áspera e linha intertrocantérica

Vasto Intermédio: 2/3 proximais da face anterior e lateral do fêmur e ½ distal da linha áspera

Inserção Distal: Patela e, através do ligamento patelar, na tuberosidade anterior da tíbia

Inervação: Nervo Femoral (L2 - L4)

Ação: Extensão do joelho e o reto femoral realiza flexão do quadril. O vasto medial realiza rotação medial e o vasto lateral, rotação lateral

Bíceps Femoral

Inserção Proximal:

Cabeça Longa: Tuberosidade isquiática e ligamento sacro-tuberoso

Cabeça Curta: Lábio lateral da linha áspera

Inserção Distal: Cabeça da fíbula e côndilo lateral da tíbia

Inervação: Nervo Isquiático (L5 - S2), exceto L5 para a cabeça longa

Ação: Extensão do quadril, flexão do joelho e rotação lateral da coxa

Semitendíneo

Inserção Proximal: Tuberosidade isquiática

Inserção Distal: Superfície medial da tuberosidade da tíbia (pata de ganso)

Inervação: Nervo Isquiático (L5 – S2)

Ação: Extensão do quadril, flexão e rotação medial do joelho

Semimembranáceo

Inserção Proximal: Tuberosidade isquiática

Inserção Distal: Côndilo medial da tíbia

Inervação: Nervo Isquiático (L5 – S2)

Ação: Extensão do quadril, flexão e rotação medial do joelho

ADUTORES

Grácil

Inserção Proximal: Sínfise púbica e ramo inferior do púbis

Inserção Distal: Superfície medial da tuberosidade da tíbia (pata de ganso)

Inervação: Nervo Obturatório (L2 – L3)

Ação: Adução da coxa, flexão e rotação medial do joelho

Pectíneo

Inserção Proximal: Eminência ílo-pectínea, tubérculo púbico e ramo superior do púbis

Inserção Distal: Linha pectínea do fêmur

Inervação: Nervo Femoral (L2 - L4)

Ação: Flexão do quadril e adução da coxa

Adutor Longo

Inserção Proximal: Superfície anterior do púbis e sínfise púbica

Inserção Distal: Linha áspera

Inervação: Nervo Obturatório (L2 - L4)

Ação: Adução da coxa

Adutor Curto

Inserção Proximal: Ramo inferior do púbis

Inserção Distal: Linha áspera

Inervação: Nervo Obturatório (L2 - L4)

Ação: Adução da coxa

Adutor Magno

Inserção Proximal: Tuberosidade isquiática, ramo do púbis e do ísquio

Inserção Distal: Linha áspera e tubérculo adutório

Inervação: Nervo Obturatório (L2 - L4) e Nervo Isquiático (L4 à S1)

Ação: Adução da coxa


MÚSCULOS DO QUADRIL

Glúteo Máximo

Inserção Medial: Linha glútea posterior do íleo, sacro, cóccix e ligamento sacrotuberoso

Inserção Lateral: Trato íleotibial da fáscia lata e tuberosidade glútea do fêmur

Inervação: Nervo Glúteo Inferior (L5 - S2)

Ação: Extensão e rotação lateral do quadril

Glúteo Médio

Inserção Superior: Face externa do íleo entre a crista ilíaca, linha glútea posterior e anterior

Inserção Inferior: Trocânter maior

Inervação: Nervo Glúteo Superior (L4 - S1)

Ação: Abdução e rotação medial da coxa

Glúteo Mínimo

Inserção Superior: Asa ilíaca (entre linha glútea anterior e inferior)

Inserção Inferior: Trocânter maior

Inervação: Nervo Glúteo Superior (L4 - S1)

Ação: Abdução e rotação medial da coxa. As fibras anteriores realizam flexão do quadril

Médico brasileiro desenvolve tratamento para combater doenças degenerativas nos EUA uma grande esperança para quem tem ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica)

O médico brasileiro Dr. Marc Abreu desenvolveu um tratamento para doenças degenerativas que impede seu avanço e reverte seus efeitos por mei...