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sábado, 20 de outubro de 2007

Claudia Matarazzo - Etiqueta Sem Frescura



Cláudia Matarazzo volta às livrarias com mais um texto saboroso, desta vez sobre furos, mancadas e saias justas que todos nós vivemos. Como sempre faz em suas obras, a jornalista, especialista em etiqueta, dá dicas práticas sobre o que é, quando acontece e como resolver a situação constrangedora.

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domingo, 3 de junho de 2007

Como brilhar numa festa

Dicas dos especialistas ouvidos pela revista Psychology Today para controlar a timidez.

Nada de se esconder atrás da mesa de coquetel de camarão. Com um pouco de preparo, é possível conseguir mais do que apenas petiscos.


Tenha um mapa
O ato de conversar com estranhos costuma ter cinco estágios: apresentações; tentar puxar assunto; descobrir pontos em comum; dizer que vai embora; trocar informações para contato. Se você incorporar esses passos, terá um mapa mental das etapas que devem ser seguidas. Isso pode ajudá-lo a não se sentir perdido Fique informado Se for a algum lugar na semana que vem, tente saber o que aconteceu por lá nesta semana. Isso ajuda a conversa a fluir. Há outros truques, como fazer comentários sem a intenção de impressionar e não julgar idéias logo que aparecerem. Os outros vão se sentir mais à vontade se acharem que o que disserem não vai ser analisado.

Faça um aquecimento
Chegue cedo para encontrar uma pessoa de cada vez. Então passe para a fase das conversas rápidas. Falar com muitas pessoas por pouco tempo ajuda a aliviar a pressão. Circule pela festa e fale sobre o mesmo assunto com oito ou dez pessoas. Depois você pode voltar e falar com as pessoas que interessam

Seja receptivo
Quando alguém tenta esconder a ansiedade atrás de uma máscara de neutralidade, os outros podem ficar incomodados e interpretar como frieza ou hostilidade. Para treinar uma expressão mais receptiva, olhe-se no espelho com um sorriso.

Os primeiros 30 segundos

Aproximar-se de uma pessoa que não conhecemos é difícil, mas as vantagens podem compensar um pouco de ansiedade

Reviva um bom momento
Quando alguém não se sente bem consigo mesmo, os outros percebem. Fingir também não engana ninguém. Em vez disso, lembre-se da última vez em que se sentiu radiante por dentro e por fora, e seu corpo vai reagir.

Contato visual é sinal de atenção
Para causar uma boa primeira impressão, tenha uma atitude natural e receptiva e faça contato visual. Olhar nos olhos da outra pessoa demonstra que você não está pensando em alguma outra coisa. Para suavizar o olhar, mova os olhos pelo rosto do outro.

Diga alguma coisa
Para quebrar o gelo, faça algum comentário sobre o ambiente. A intenção é apenas demonstrar disposição para conversar. Muitas pessoas acham que precisam ser espirituosas. Mas o que realmente precisam é ser simpáticas.

Dê informações extras
Para animar a conversa, acrescente detalhes do tipo "Moro na rua tal, perto de uma padaria fantástica." Isso dá à outra pessoa mais opção para continuar. A conversa não desanima. Para ser um comentário produtivo, não precisa ser nada profundo ou pessoal.

Não saia andando
Se a conversa pára por uns instantes, você entra em pânico e foge? Se tiver certeza de que é hora de acabar, retome algumas partes da conversa e demonstre que ela foi boa. Assim, fica mais fácil entrar em contato no futuro.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG77563-5856,00.html

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Conversar é uma ARTE!!!

A conversação é um tópico importante para ser examinado quando a preocupação é o bom transcurso de uma recepção. Ainda que se trate de um simples encontro informal para beber e conversar, deve ser levada em conta numa certa medida.

É muito repetido que a conversação é uma arte, e este dito deve ser levado a sério. Como arte, a conversação não é julgada pela qualidade informativa, mas sim pela qualidade dos sentimentos que desperta, se eles aproximam ou afastam os interlocutores. Interessa evitar modos que criam antipatia, e descobrir e praticar os modos que, ao contrário, induzem simpatia e felicidade no convívio. Neste sentido, existem coisas a serem evitadas na conversação, e coisas a valorizar e praticar:

Atenção.
Conversar é falar e ouvir. É necessário saber ouvir com atenção, a fim de se poder dar uma opinião pertinente e rica como resposta. O bom ouvinte dá ao interlocutor atenção máxima, embora acompanhada de certa atenção também para o que se passa em geral no ambiente.
Tratamento.O emprego de "Senhor" no tratamento é o mais certo, mesmo nas situações mais formais, conforme explico em minha página sobre
pronomes de tratamento. No Brasil não se chama uma mulher pelo seu sobrenome e portanto não se diz, por exemplo, "Sra. Torres", ou "Senhora Pinto".

O olhar.
Olhar uma pessoa é um gesto que pode transmitir diretamente sentimentos; comunica ódio, expressa amor, repreensão, advertência, preconceito, encorajamento, etc. Fitar com interesse o interlocutor em uma conversa é prova de consideração e por isso uma atitude que desperta simpatia. O olhar é a garantia da atenção. Em um grupo, quem fala deve procurar fitar a cada um dos parceiros para distribuir sua atenção e com isto assegurar, também, a atenção de todos para o que diz.
Se você ou seu grupo é abordado por alguém a quem você não gostaria de dar atenção por algum motivo, esteja da mesma forma atento ao que essa pessoa disser. Ostentar falta de atenção e alheamento para forçar o indesejável a deixar o grupo seria uma grosseria inútil, já que provavelmente não surtiria efeito Espere a oportunidade de pedir licença e se afastar.

Onde conversar.
Para conversar, não se coloque nas portas e passagens estreitas. Se a sala-de-estar é pequena para o número de convidados, e você não é o convidado de honra, procure descobrir locais próximos em que possa ficar com seu parceiro ou seu grupo, porém nunca de modo a perder contacto com os demais convidados e os anfitriões.

Falar em voz alta.
Moderar a voz mesmo quando a conversa está animada e o ambiente alegre pode ser difícil, e por isso a voz baixa e a conversa calma e pausada são as melhores provas de que uma pessoa é educada e distinta. Alterar a voz para falar com quem está em outra mesa ou em outro cômodo é um desrespeito para com os demais; incomoda os que estão por perto, e constrange e incomoda inclusive o parceiro distante e por isso é uma das coisas a serem evitadas.

Namoro.
Não namore em uma festa. Seja atencioso com todos e dê liberdade a sua namorada ou namorado para entrar em alguma roda de conversação que possa interessar a ela ou ele.

Interrupção.
Este é um vício da conversação muito comum, sem que as pessoas que o têm se dêem conta de que são "interrompedoras" crônicas. O hábito de cortar o que o outro diz com um aparte que quebra a linha do seu pensamento deve ser evitado. Apartes simpáticos são os que ajudam o outro a desenvolver com mais fluidez a sua exposição.
Se foi interrompido(a), volte ao ponto em que estava somente se achar que vale a pena, e se o assunto lhe interessa de modo particular, e não para deixar claro que não gostou da interrupção forçada.

Participação na conversa.
Obviamente, não é bom conversar sobre assuntos que nem todos entenderiam. Se precisar abordar um assunto particular com alguém do grupo, explique aos demais de que se trata. Do mesmo modo, para continuar uma conversa depois de interrompida pela chegada de alguém ao grupo, é necessário fazer, para o recém-chegado, um resumo do que foi discutido antes de sua chegada. Há uma marcada diferença entre assuntos que interessam às mulheres e os assuntos que interessam aos homens, quando se considera a generalidade desses interesses. Há uma diferença ainda mais marcante, com respeito aos mais jovens, em relação às pessoas maduras e aos velhos. Porém um velho pode facilmente reter um jovem em uma conversação, por que sua experiência da vida pode ser fascinante para alguém inteligente que deseja aproveitar todas as pistas para vencer na vida. Fale com uma mãe sobre os filhos dela, pois é o assunto que as mães nunca desprezam.

Crianças.
Se você visita uma casa que tem crianças, procure logo de início despertar sua simpatia, pois as crianças são muito críticas e pregam peças ou fazem alguma coisa para atrair atenção que pode ter conseqüências embaraçosas para você.

Assuntos desagradáveis.
Certos assuntos também devem ser evitados ou pelo menos abreviados. A conversa sobre acontecimentos desagradáveis, quaisquer que sejam, deve ser evitada ou, se for inevitável, que seja resumida. Conversar prolongadamente sobre alguma adversidade, além de contribuir para um certo abatimento moral no ambiente, também pode acabar por fazer as pessoas tentarem relaxar usando de humor negro e piadas de mau gosto sobre o acontecido. Também deve ser resumida ao mínimo indispensável a conversa sobre assuntos ligados à profissão dos interlocutores: não falar de política com um jornalista, ou de doenças com um médico, ou de ações com um corretor da bolsa; de educação com um pedagogo, ou de filosofia com um filósofo.

Controvérsias.
Não levantar disputas e participar de discussões inflamadas. Evite levar adiante pontos de vista controversos. Temas religiosos e políticos são temas para proselitismo, para púlpito ou palanque, e não para conversa social. Evite também questões objeto de preconceito como a da homossexualidade, do racismo, origem familiar, sotaque regional, etc. Se alguém é enfático ao argumentar contra os seus pontos de vista, não diga nada; ou murmure uma palavra neutra; ou no máximo diga que está a se esforçar por encontrar um ponto de acordo. No entanto, mantida a calma, pode ser uma boa oportunidade para ouvir opiniões sobre suas idéias e posições na matéria. É importante lembrar o efeito que tem o café servido nas reuniões: pode levar a pessoa a excitação no falar.

Sarcasmo.
A pessoa espirituosa e bem humorada é um tipo de convidado sempre desejável. Porém, todo excitamento pode resultar desagradável: há o risco de cansar os ouvintes com um excesso de ditos espirituosos. A pessoa bem humorada pode passar seu bom humor ao grupo, alegrar a roda de conversação e influir para o bom êxito de uma festa. Mas, muita vivacidade é inconveniente, pode levar a exageros; a espirituosidade facilmente deriva para a ofensa. Um dito humorístico pode atingir o amor próprio do interlocutor. Não me recordo onde li essa expressão, mas concordo com ela: algumas pessoas são espirituosas compulsivas e preferem perder um amigo a perder a oportunidade de fazer uma piada.

Inferioridade.
Subserviência e rasgada manifestação de admiração devem ser evitados. Lembra Cavaleiro, no livro The laws of etiquette, by a gentleman (1836, p. 60) que Nil admirari, o preceito do estoicismo, é o preceito para a conduta entre cavalheiros. É desagradável, para o próprio homenageado, um excesso de homenagens que partem de um indivíduo insistentemente adulador.

Superioridade.
O oposto é igualmente um erro: Conduzir a conversa com superioridade sobre o interlocutor, manifesto no pouco interesse por suas opiniões, por não lhe dar oportunidade de falar, e outras atitudes que inibem e constrange o outro. Frases enigmáticas ou em outra língua, muitos jargões estranhos, podem ser um expediente para afastar alguém menos entendido do assunto, e fazer que deixe o grupo. Embora seja necessário distinguir pessoas relativamente "mais importantes" em um evento social, a recíproca não é aceitável, ou seja, que existam pessoas "menos importantes" que a média dos convidados. Ao perceber que não está no grupo certo, afaste-se sem rancor.

Jactância.
Algumas pessoas não resistem a qualquer oportunidade de nomear as pessoas importantes que conhece ou com quem falou; outras desejam revelar quanto ganham no emprego ou no seu negócio, quanto a sua aposentadoria é boa, e chegam a exibir seu contracheque para provar suas rendas. Para por um fim ao assunto sem ofender a pessoa, pode ser feita uma observação curta, como "Sua área sempre foi bem paga!" e tentar mudar de assunto prontamente.

Curiosidade.
Em uma conversa, evitar excesso de curiosidade. Não se pergunta pelo preço de nada que pertença aos interlocutores. Perguntas diretas como "O que você faz desde que se aposentou?" "Seu filho já passou no vestibular?" "Qual a sua idade?", "Em que bairro você cresceu?", "Fez cirurgia plástica?" "Qual sua ocupação?" "É casado?" "Solteiro por opção?" "Quantos filhos tem?...Porque só um?" e outras semelhantes podem causar embaraço e por isso nunca devem ser formuladas.. Uma pergunta é mais elegante se disfarçada em uma afirmação que é`, ao mesmo tempo, também inquisitiva, como, por exemplo: "Espero que você esteja satisfeito em conhecer Brasília".

Escolhendo as palavras.
Os autores de livros sobre Boas-maneiras sempre insistiram em que uma pessoa educada, referindo-se a uma mulher, usará a expressão "senhora". Mas, ao falar da mulher, o marido deverá chamá-la "minha mulher", nunca "minha senhora" ou "minha esposa". No entanto, uma outra pessoa haverá de referir-se à mulher do outro como tua ou "sua senhora" ou "esposa" evitando-se "mulher". São expressões demasiado simplórias e devem ser evitadas, mesmo na conversa coloquial, aquelas como "minha patroa", "minha velha". Para a mulher, o uso comum é "meu marido", ou teu ou "seu marido". Porém, no tratamento cerimonioso, devem ser observados os pronomes de tratamento adequados.

Toda expresssão de gíria, palavras ou frases, deve ser evitada, principalmente aquelas que cheiram a velharia e épocas passadas: "venha passar mal comigo", empregada como convite para uma refeição, "mas que abacaxi!", referindo-se a um contratempo, "ele é macaco velho!", e outras do gênero.

Pontuações da conversa como: Tá? Colou? Tá bom? Legal!... desagradam aos ouvidos, por não conterem um mínimo de respeito à sensibilidade das pessoas. Observações tais como "Puxa, você está pálido!" "Você está com cara de doente!" Você está derrubado! esfriam o animo do interlocutor. Palavrões, piadas e anedotas de conteúdo moral discutível deixarão o anfitrião ressentido, se ele investiu em receber seus convidados segundo o melhor padrão cultural que pode oferecer.

Algumas pessoas têm o hábito de elas mesmas levantarem dúvidas sobre detalhes daquilo que estão falando. Detalhar um assunto já é coisa que provoca tédio, e isto agravado por uma desnecessária procura de exatidão no que diz ("Será que estou certo? Não, não foi bem assim. Ao contrário, eu..."), torna a conversa insustentável. Expressões como "Por que você não...?"; "Sim, mas...!"; "Eu não sei o que fazer!" povoam as conversas sustentadas por um falso interesse das partes.

É muito importante a pessoa dispor de um elenco de frases para utilizar quando precisa ganhar tempo para pensar uma resposta, mas expressões como "Espera aí...", "Como é que é?", "Dá um tempo!", deveriam ser substituídas por outras menos rudes, como, por exemplo: "É interessante o que você diz, e merece reflexão". "Este é um novo ângulo da questão; é preciso examiná-lo."

Efeito dos elogios.
Pontuar a conversa com elogios simples e inteligentes, feitos a cada um dos interlocutores, anima a conversação. Porém, é lugar comum elogiar gravatas, blusas e vestidos, e isto influi relativamente pouco no ânimo da pessoa elogiada. Elogio a vestimentas e adereços, só quando a pessoa está a ousar muito, o que significa que ela receberia com prazer especial a confirmação do êxito de sua audácia. Ao elogiar a comida, basta dizer que está saborosa; avançar para pedir a receita como prova da sinceridade do elogio é impróprio para o momento; pode ficar para depois, por telefone. Passar elogios a uma pessoa, que tenham sido feitos por terceiros, é uma forma muito poderosa de estimular alguém. Ao contrário, nunca se deve transmitir indelicadezas ouvidas de terceiros: você de certo modo estará se incluindo na autoria da ofensa. Se é você a pessoa elogiada, receber a manifestação com evidente prazer, concordar e agradecer, porém de modo contido.

Estar bem informado.
Afirmações inseguras sobre um fato importante de qualquer natureza, pontuadas por "parece que" ou "eu acho que", introduzem na conversa um momento de indefinição desagradável, de falta de objetividade capaz de congelar a conversa e por isso afirmações inseguras devem simplesmente ser evitadas.

Outras impropriedades: São condenáveis ainda e obviamente: a vulgaridade, a superficialidade, a ênfase exagerada, comentários indiscretos, a afetação, a repetição da mesma história.

Psicologia.
A conversação nunca é apenas uma troca de informações, uma vez que as pessoas reagem com emoção às informações trocadas. Devido à riqueza de emoções de um diálogo, os temas repetidos na conversação são um meio excelente para a pessoas conhecerem um pouco de sua própria personalidade e daquelas com quem conversarem.

Higiene.
Na conversação a proximidade em que estão as pessoas torna importante que certos aspectos da higiene pessoal sejam cuidados, por serem fatores que poderão isolar uma pessoa. O principal deles é o mau hálito ou halitose. A limpeza e o cheiro da pessoa não são menos importantes e devem estar permanentemente cuidados.

domingo, 20 de maio de 2007

VESTUÁRIO: Tipos e cores

Neste post indico cores para roupas e acessórios da vestimenta de acordo com a cor da pele, dos cabelos e dos olhos de quatro tipos físicos distintos. Esses tipos foram definidos com base em minhas próprias observações, e em vários autores que se preocuparam com a questão, principalmente no livro de Carole Jackson e Kalia Lulov, Color for Men, o mais completo e bem ilustrado que encontrei sobre o assunto (vide bibliografia ao final do post).

Uma advertência, é que poucas pessoas se enquadram perfeitamente em um dos tipos descritos, e o interessado deve procurar o que mais se aproxima da sua aparência.
Note-se que as cores serão indicadas não por “combinarem” com a cor da pele, ou a cor dos olhos, ou dos cabelos, mas sim pelo efeito que, - não se sabe bem porque -, exercem sobre a aparência do tipo. Por exemplo, algumas cores criam um contraste favorável que diminui a palidez da pele, outras dão reflexos que reduzem o amarelado ou o rosado das bochechas, ou o acinzentado da pele escura, disfarçam as sardas excessivas, etc.
A advertência principal, no entanto, é que meu objetivo é despertar no leitor uma preocupação crítica com respeito às cores que escolhe para o traje. Para treinar essa crítica ele poderá usar o espelho para ver se uma certa cor aumenta ou diminui sua presença, e observar se, usando uma cor determinada, é tratado com mais ou com menos simpatia pelos outros, ou se é notado de modo respeitoso ou passa despercebido. Esses sinais sutis são muito mais seguros e confiáveis, e uma tabela de combinações servirá apenas como começo, enquanto ele não firma suas próprias definições.

Chamo atenção também para os significados de “cor fria” e “cor pastel”. Não confundir cor fria com cor pastel. As cores pastel, - de acordo apenas com o uso dessa expressão na indústria de roupas, pois em pintura pastel é um método, e não uma cor -, são intermediárias e podem ser mal definidas, enquanto as cores frias são nítidas e claras, e transmitem um tom de sombra e frescor mesmo se são claras. O leitor pode conversar a respeito com um pintor de paisagens campestres e marinhas. É necessário também distinguir “cor fria” e “cor pastel” das cores fracas e pobres dos tecidos mal tingidos e baratos.
A – Tipo oliva:
Caracterizado por certa palidez; não tem uma cor viva, quente, na pele. O homem branco tipo Oliva não tem nenhum rosado, sua pele tende para amarelada ou azeitonada, e a do negro tende para uma aparência acinzentada. Essa aparência descorada é intensificada por efeito dos cabelos pretos na maturidade e cinza na velhice, e por efeito dos olhos com a íris muito escura, em contraste visível com o branco do olho (córnea).

Cores:
Cores que contrastam com o descorado da pele devem ser preferidas. É aconselhado que use cores frias porque estas avivam, por contraste, o calor na cor da sua pele, reduzindo a aparência descorada do rosto.
Para brancos e pretos, a cor preta e as cores em tons escuros dão um contraste capaz de avivar as cores do rosto. O cinza, o preto e o azul marinho podem cair muito bem. O azul vai bem quando profundo ou bastante vivo, e variedades de azul como azul gelo ou turquesa; o cinza azulado vai bem quando os cabelos embranquecem mas o azul marinho acinzentado deve ser evitado.
Na linha do rosa, um rosa quente, ou mesmo o rosa choque. Mas, como este chama muito a atenção, é preferível o fúcsia e o magenta, variando ao rosa gelo. Juntamente com o vermelho emprestam colorido ao rosto moreno pálido. As cores pastel não favorecem o contraste e reforçam o descorado da pele, por isso devem ser evitadas.
Evitar:
O tipo oliva deve, também, evitar cores cujo reflexo aumentará o tom amarelado de sua pele e consequentemente ressaltará sua aparência descorada: Evitar qualquer cor com subtom dourado como laranja, ferrugem, bronze, marrom, cáqui, pêssego, ouro, vermelho alaranjado. O amarelo não pode tender para ouro; se não quiser dispensar essa cor, deve preferir o amarelo limão e o amarelo gelo. Se quiser usar o branco, escolha o branco puro; o branco puro e vivo dá um reflexo cálido e vai bem, mas o mesmo não acontece com o branco marfim, que deve ser evitado.
Evitar também o verde amarelado; mas em alguns o verde claro, pinho ou tom gelo, e também o verde esmeralda podem surpreender favoravelmente. O bege só vai bem se for muito claro e suave, puxado para cinza; mas é preferível que seja evitado.
B - Tipo rosado:
Tem certa transparência na pele, o que implica em um subtom rosado. Essa transparência, nos pretos, traz um tom acinzentado com certo brilho, e a pele é bastante clara. Mulatos têm um tom marrom rosado. Os olhos do tipo Rosado são em geral medianamente escuros. A íris castanha ou marrom rosada apresenta-se também azul-acinzentada ou esverdeada, e pode, curiosamente, mudar sua cor por reflexo da cor da roupa que o tipo claro usa. O branco do olho do tipo Rosado tem tonalidade creme em contraste suave com a íris (ao contrário do tipo descorado, cujos olhos tem forte contraste). Os cabelos são louros e lisos na infância, mas escurecem e ficam anelados na idade adulta; tornam-se predominantemente louro escuro a queimado, e ao encanecer ficam branco pérola.

Cores.
As cores não devem ser mais poderosas que sua cor rosada, por isso deve procurar cores suaves e pastel. Vão bem o branco suave, o bege bem claro, o cinza azulado, o verde azulado, o verde acinzentado escuro, o marrom com tom rosa, o azul acinzentado, o azul marinho claro, o azul com violeta, orquídea, lavanda, malva e o amarelo limão claro.
Evitar:
O preto e o cinza devem ser evitados, e também cores com tons amarelos, como o laranja e o ouro, e amarelos com tom dourado, cujos reflexos reduziriam o rosado da face.
C - Tipo dourado.
O tom geral na aparência desse tipo vai do pêssego ao marrom dourado, passando pelo acobreado. Os cabelos com freqüência são ruivos e é comum a pele ser marcada por sardas. São propensos a sofrer queimaduras ao sol. Os olhos são marrom escuro, marrom dourado, âmbar, castanho e também verde oliva, e azul de aço. Os cabelos vão da cor de mel ou louro dourado, ao queimado ou marrom escuro, passando pelo avermelhado ou ruivo.

Cores.
Vão melhor no tipo Dourado as cores frias, mais que as cores quentes. No entanto, não tem uma aparência que precise ser corrigida, dispensando contrastes e reflexos. Pode usar todas as cores pastel. São aceitáveis e por vezes vão muito bem o branco de ostra, os beges quentes com tom dourado, o marrom autêntico. O azul marinho, que vai bem praticamente com todos os tipos, também é bom, e também os azuis claros, azul com tom violeta, o turquesa, a cor laranja, ferrugem, pêssego, rosa salmão, vermelhos alaranjados, ouro, e amarelo ouro. O tom dourado deve ser presente em todas as cores.
Evitar:
Contrastes e reflexos podem trabalhar negativamente. Por isso deve evitar a cor preta, a cor cinza, o branco puro, o púrpura e o marrom avermelhado, rosas, vinho escuro e cores com subtom azul...
D - Tipo louro.
Difere do tipo dourado na cor dos cabelos e na cor dos olhos; a cor da pele é parecida, porém com tons de mel e brilhante, enquanto que o tipo dourado tem tons de bronzeado a ferrugem. Pele cor branco marfim creme, marfim com pêssego claro a rosado, bege dourado, marrom dourado. Tem sardas bronze e douradas, e bochechas rosadas (ruborizam facilmente). Os olhos do tipo louro são, na maioria, azuis, verdes, azul esverdeado escuro ou aqua, às vezes tão claros que parecem vidro, frequentemente com manchinhas douradas na íris. Alguns podem ter olhos de azul profundo que à distancia parecem ser cinza aço ou azul aço. Os cabelos são louro cor de palha, louro amarelo, louro cor de mel. O tipo que apresenta sardas em geral tem o cabelo louro morango ou ruivo. Pode aproximar se do tipo dourado quando os cabelos tendem para ruivo, marrom dourado, ou queimado, mas a pele não é bronze nem marrom dourada.
Cores:
Os louros necessitam cores com subtons amarelos, quentes e vivas, de medianamente escuras para claras: branco marfim, bege quente claro, beges creme, cinzas quentes claros a médios; marrons dourados médios, bronzeados dourados, azul marinho claro leve, azul marinho brilhante claro, azuis claros, turquesa esmeralda, aquas claras leves a brilhantes; verdes amarelados claros pastel a brilhantes; laranjas claros, salmão, coral brilhante, ferrugem claro, rosa pastel quente, rosa coral, rosa quente brilhante claro, Salmão claro, vermelho alaranjado, vermelho claro brilhante, amarelo dourado brilhante.

Evitar:
Deve evitar o preto, o marrom avermelhado (borgonhês), o vermelho escuro, e o púrpura, porque são muito fortes para sua cor de pele. Deve evitar cores com tom cinza mas pode usar um cinza claro, evitando o cinza médio e o escuro.


BIBLIOGRAFIA:
Barros, Fernando de – Elegância – como o homem deve se vestir. Negócio Editora Ltda. São Paulo, 1997; 162 p.
Jackson, Carole e Lulov, Kalia - Color for Men. Ballantine Books-Random House, Inc, New York, 1987
Weber, Mark – Dress Casually for Success…For men. McGraw-Hill, New York, 1996; 225 p.

Rubem Queiroz Cobra

VESTUÁRIO: Ambiente de Trabalho

A adequação do traje de trabalho tem a ver com a atividade, com o local e o horário em que será usado. Se não for um uniforme obrigatório, segue o que se recomenda para o traje em geral: considerar a idade e o físico da pessoa, combinar com a cor dos seus cabelos e da sua pele.
Mas neste caso a roupa de trabalho, sofre ainda mais alguns controles: deve guardar uma certa harmonia de nível entre os empregados no sentido de que algum deles não exceda em luxo aos colegas, e sobretudo ao chefe. Porém, não há medidas para o bom gosto. Este não depende de luxo nem precisa respeitar hierarquias.
No trabalho, é considerado inadequado para a mulher roupas que são coladas ao corpo, curtas e sem mangas, com decotes grandes ou em tecidos transparentes ou brilhantes; a blusa deve ser opaca o bastante para esconder as costuras e alças do sutiã.
Tecidos grossos demais, certos conjuntos de jeans, veludos, roupa de couro, parecem diminuir o dinamismo e facilitar uma aparência de ineficiência. São mais próprias roupas fartas, dentro do seu figurino, evitando cores baratas (preto, marrom, ou coloridos ralos, de pouca tinta), como também estamparia de desenho muito graúdo (grandes retângulos, grandes círculos, grandes folhas, etc.).
Salvo quando a natureza do trabalho recomendar o contrário, é mais conservador e clássico o uso de saias, em vez de calças compridas. Melhor seguir a moda depois que esta estiver bem assente, ou bem aceita. Os caprichos da última moda sempre parecem, inicialmente, extravagância e mau gosto; por isso não é uma boa idéia para a mulher, ser muito vanguardeira em seus trajes de trabalho.

As meias compridas são um acessório importante para a elegância, desde que não sejam espessas e chamem atenção como se fossem meias ortopédicas.
Quanto a jóias e bijuterias, no trabalho é conveniente usar o mínimo em tamanho e quantidade. Brincos discretos e pequenos, cintos não muito largos, principalmente se forem de couro cru ou cadeia de metais. Certa vez fui atendido em uma livraria nos Estados Unidos pela própria dona da loja. Usava em uma das mãos um anel com uma grande pedra, e na outra um chuveiro com cinco brilhantes de meio quilate cada um. Elogiei a beleza da ametista, mas ela respondeu secamente: é um rubi. Abstive-me de comentários sobre os brilhantes, mas pensei no quanto ela parecia ter vindo de uma grande noitada diretamente para sua livraria.

Os sapatos nunca são de plataforma alta, ou de salto muito alto; melhor que sejam delicados e de salto médio, e estejam sempre limpos, assim como a bolsa. Se a mulher tem que caminhar muito entre o local onde estaciona seu carro ou desembarca do transporte coletivo, e o local do trabalho, não precisa estragar pelas calçadas os sapatos de sua toilete. Pode utilizar um calçado robusto, adequado para a caminhada, que não prejudique muito a sua elegância, e levar em uma pequena sacola aquele que usará no trabalho. Porém, usar para esse trajeto um tenis e meias brancas e curtas – como vi em Nova Yorque –, é um contraste muito desagradável de se ver.
Roupa, sapatos e bolsa de cor branca devem ser evitados nos meses frios ou nos dias chuvosos.
Para o homem valem recomendações bem parecidas.
O uso de paletó e gravata é praticamente obrigatório como paramento da autoridade, tanto pública como privada. O modo de vestir-se de uma autoridade é sempre conservador. Os ternos são em cores escuras, listados ou não, a camisa branca, raramente azul claro, com punhos simples ou duplos, sapatos clássicos, de laço ou de fivelas, meias escuras e gravatas conservadoras. Tanto no governo quanto em empresas privadas os funcionários do alto escalão de chefia, podem usar blazer, mantendo a gravata. Em qualquer dos casos, a camisa a ser usada com o paletó é sempre de mangas compridas. O punho deve ultrapassar a ponta da manga do paletó cerca de 1 a 1,5 cm, ficando cobertas as abotoaduras ou o botão do punho da camisa. Esta, ao nível das assessorias, pode variar a cor, mantendo-se o bom gosto da combinação; os sapatos podem ser mocassins com borlas.

Fora do escalão das autoridades, públicas ou privadas, e das suas assessorias, os homens comumente usam, no máximo, paletó esporte de cor e padrão discretos, com gravata. As camisas coloridas, com colarinho e punhos brancos, são um tanto pretensiosas e por isso o seu uso resvala para os limites do mau gosto.

Jalecos usados em consultórios, hospitais, laboratórios e oficinas não interferem na vestimenta, exceto por dispensarem o paletó ou o blazer. Os homens usam o jaleco sobre a camisa com gravata, as mulheres usam diretamente sobre o vestido ou a blusa. Ao sair do ambiente de trabalho, o jaleco ou o guarda-pó deve ser despido, porque não é parte do traje social e sua função é restrita ao local da atividade.

Os suspensórios são pouco usados atualmente, e as calças vêm com alças para os cintos. Se o homem prefere manter as calças em posição com o uso de suspensórios, deve usar um cinto folgado para ocupar as alças, ou então mandar removê-las, ou encomendar calças a um alfaiate, sem esse detalhe.

Os jeans nunca deixam de trair suas origens; ficam melhor para o trabalho no campo, no quintal, ou no jardim e nas oficinas. Sequer para o trabalho em um atelier de arte, um estúdio de fotografia, balcão de loja, ficam lá muito bem.

Não se usam meias claras ou brancas com sapatos escuros. As meias nunca devem ser de cano curto, pois deixam parte das pernas à vista quando o homem se senta. Sapatos engraxados – não se deve dar chance a que alguém de saber de onde o outro vem, pelo barro nos seus sapatos –, roupas limpas e passadas, sem manchas, rasgos ou falta de botões, é um mandamento básico.
Rubem Queiroz Cobra

Como vestir-se bem

As roupas que as pessoas usam se classificam em pelo menos seis categorias de luxo, elegância, e conforme o uso e os cuidados que merecem:

1. O traje a rigor para os eventos em que é solicitado (vestidos de baile, casaca, smokings, etc.) .

2. O traje social para cerimônias, por exemplo, nos casamentos.

3. O traje esporte fino para fazer compras em shopping e ir ao restaurante de classe ou a um cinema.

4. O traje de trabalho, se não é um uniforme.

5. O traje esportivo informal, de praia e jogos, ou com que fazem as compras em supermercados;

e finalmente,

6. As roupas de uso doméstico, que trocam quando vão sair de casa.
Estas categorias ainda se subdividem conforme as estações do ano, em pelo menos duas, inverno e verão.

Escolher as peças para esse elenco de categorias não pode ser fácil, mas a razão para que a escolha seja feita com cuidado é bem simples: interessa à nossa autoestima, e mostra respeito pela autoestima dos outros, o modo como nos apresentamos. Essa razão é suficiente para que a matéria seja objeto das disciplinas Boas Maneiras e Etiqueta.
Reuni em algumas páginas o que me pareceu de mais interessante no assunto: a combinação de cores entre peças e acessórios nos conjuntos em
Vestuário: combinação de cores na indumentária, sobre roupas para uso no trabalho na página Vestuário: ambiente de trabalho, como enfrentar o frio, em Roupas: viagens a países frios, e conselhos sobre a escolha das cores de acordo com a aparência física da pessoa na página Tipos e Cores.
Rubem Queiroz Cobra

A maneira de falar revela sua EDUCAÇÃO

Uma das formas de conhecer a educação das pessoas é pelo modo de falar.

- Quem é educado não fala alto demais, fala com calma, com clareza e olhando sempre para a pessoa com que está falando.

- Um outro cuidado necessário é o de não fazer caretas enquanto você fala, não dizer palavrões e procurar usar a linguagem de forma correta.

- Jamais se deve dar gargalhadas exageradas, pois isto tira a elegância de qualquer pessoa.

- É importante lembrar que a atitude mais comum é notar, observar esses erros nos outros, comentar, colocar mil e um defeitos.

- Mas o que importa realmente, é zelar pela nossa aparência e cuidar dos nossos modos.

- Quando esta conversando, a pessoa educada é sempre delicada com todos, tanto nas perguntas como nas respostas.

- Um outro ponto a ser observado é o tratamento igual para todos, sejam pobres ou ricos.

- Sempre atencioso e amável, sem exagerar, é possível tornar-se uma pessoa agradável.

- Você sabia que é possível conhecer as pessoas educadas pela maneira como tratam os outros? Quem realmente tem educação dirige sempre uma palvra amável e simpática aos amigos e colegas.

- Além disso, procura ajudar aos que estão aborrecidos e precisando de atenção, trata bem as pessoas idosas e tem um cuidado especial com as crianças doentes.

Médico brasileiro desenvolve tratamento para combater doenças degenerativas nos EUA uma grande esperança para quem tem ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica)

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