terça-feira, 21 de abril de 2009

Miologia e anatomia da cabeça, tronco e MMSS



Definição:
É parte da anatomia que estuda os músculos e seus anexos.
O que são músculos?
São estruturas anatômicas que apresentam a capacidade de se contrair, sob estímulos.
VENTRE é a parte carnosa, constituída por fibras musculares que se contraem.
TENDÃO é a parte não contrátil e esta localizado nas extremidades dos músculos. É composto de tecido conjuntivo resistente e esbranquiçado.


Tipos de músculos:
a) Músculos da vida de relação(músculos voluntários ou estriados): Contraem-se por influência da vontade.
b) Músculos da vida vegetativa (músculos involuntários ou lisos): Não depende da nossa vontade para contrair-se, estão localizados nos aparelhos digestivo, respiratórios e genito-urinário.
Músculos Estriados:
Quanto a situação:
a) Superficiais ou Cutâneos: estão logo abaixo do tegumento, e apresentam no mínimo uma de suas inserções na camada profunda da derme, estão localizados na cabeça (crânio e face), no pescoço e na mão (região hipotenar).
b) Profundos ou Subaponeuróticos: são músculos que não apresentam inserções na camada profunda da derme e na maioria das vezes se insere em ossos.
Quanto à Forma:
a) Longos: quando o comprimento prodomina sobre a largura e espessura. Ex: Bíceps.
b) Largos: quando duas medidas se eqüivalem (comprimento e largura predominam sobre a espessura). Ex: Rombóide.
c) Curtos: as três medidas se eqüivalem . Ex: Quadrado Femural.
c) Leque: fibras em forma de um leque. Ex: Peitoral Maior.
d) Mistos: quando não entram na classificação de longos, largos e curtos.
Os músculos ainda podem ser unipenados (Extensor Longo dos Dedos do Pé) e bipenados (Reto Femural).
Quanto à Direção:
a) Retilíneos: músculo que não muda sua direção, converge somente numa direção. Pode ser paralelo, oblíquo ou transverso. Ex: Reto Femural e sartório.
b) Reflexo: músculo que muda sua direção durante seu trajeto. Ex: digástrico e omoióideo.
Quanto à Origem e à Inserção:
a) Origem: quando se originam de mais de um tendão. Ex: Bíceps, Tríceps e Quadríceps.
b) Inserção: quando se inserem em mais de um tendão. Ex: Bicaudados - dois tendões (Fibular Anterior) e Policaudados - três ou mais tendões (Flexor Longo dos Dedos do Pé)

Número de Músculos:
De acordo com Sappey, são 501 músculos:
* Tronco: 190
* Cabeça: 63
* Membro Superior: 98
* Membro Inferior: 104
* Aparelho da vida Nutritiva: 46

Peso dos Músculos:
Em média 3/7 do peso (sexo masculino), mas pode se tornar até 50% do peso em fisioculturistas ou ainda, segundo os avaliadores, para atletas de elite que façam algum tipo de treinamento intenso por mais de 4 horas diárias. Está porcentagem diminui com a idade.

Nomenclatura:
Há dois métodos de estudo dos músculos:
a) Fisiológico: corresponde a ação do músculo: elevador da mandíbula e extensor dos dedos.
b) Topográfico: corresponde a região onde estão localizados: músculos da cabeça e do braço.

Grupos Musculares:
São em número de nove:
* Cabeça
* Pescoço
* Membros Superiores
* Tórax
* Abdômen
* Região Posterior do Tronco
* Membros Inferiores
* Órgãos dos Sentidos
* Períneo
Anexos dos Músculos:
a) Aponeurose: é uma membrana que envolve grupos musculares.
b) Fáscia: envolve o músculo.
c) Bainha Fibrosa: são arcos fibrosos que formam canais osteo-fibrosos.
d) Bainhas Sinoviais: são membranas delgadas que lubrificam o deslizamento da tendão.
e) Bolsas Serosas: bolsas que separam os músculos.

Local de Inserção dos Músculos:
a) Ossos
b) Cútis
c) Órgãos
d) Mucosa
e) Cartilagem
f) Fáscia
g) Articulações
Tipos de Movimentos:
a) Flexão: diminuição do grau de uma articulação.
b) Extensão: aumento do grau de uma articulação.
c) Adução: aproxima do eixo sagital mediano.
d) Abdução: afasta do eixo sagital mediano.
Movimento de rotação em relação a um determinado eixo:
e) Rotação Medial: face anterior gira para dentro.
f) Rotação Lateral: face anterior gira para fora.
Membros Superiores (antebraço):
Supinação = Rotação lateral do antebraço.
Pronação = Rotação medial do antebraço.
Membros Inferiores (pé):
Eversão = Abdução (ponta do pé para fora) + Pronação (planta do pé faz rotação lateral) .
Inversão = Adução (ponta do pé para dentro) + Supinação (planta do pé faz rotação medial).

Classificação Funcional dos Músculos :
a) Agonista: quando um músculo é o agente principal na execução de um movimento.
b) Antagonista: quando um músculo se opõe ao trabalho de um agonista, seja para regular a rapidez ou potência da ação deste.


Couro Cabeludo

O Epicrânio é uma vasta lâmina musculotendinosa que reveste o vértice e as faces laterais do crânio, desde o osso occipital até a sobrancelha. É formado pelo ventre occipital e pelo ventre frontal e estes são reunidos por uma extensa aponeurose intermediária: a gálea aponeurótica.
* Ventre Occipital
Origem: 2/3 laterais da linha nucal superior do osso occipital e processo mastóide
Inserção: Gálea aponeurótica
Inervação: Ramo auricular posterior do nervo facial
Ação: Trabalhando com o ventre frontal traciona para trás o couro cabeludo, elevando as sobrancelhas e enrugando a fronte

* Ventre Frontal
Origem: Não possui inserções ósseas. Suas fibras são contínuas com as do prócero, corrugador e orbicular do olho
Inserção: Gálea aponeurótica
Inervação: Ramos temporais
Ação: Trabalhando com o ventre occipital traciona para trás o couro cabeludo, elevando as sobrancelhas e enrugando a fronte. Agindo isoladamente, eleva as sobrancelhas de um ou de ambos os lados
O Temporoparietal é uma vasta lâmina muito delgada.
Origem: Fáscia temporal
Inserção: Borda lateral da gálea aponeurótica
Inervação: Ramos temporais
Ação: Estica o couro cabeludo e traciona para trás a pele das têmporas. Combina-se com o occipitofrontal para enrugar a fronte e ampliar os olhos (expressão de medo e horror)
A Gálea Aponeurótica reveste a parte superior do crânio entre os ventres frontal e occipital do occipitofrontal.

Boca

1 - Levantador do Lábio Superior:
Origem: Margem inferior da órbita acima do forame infra-orbital, maxila e zigomático
Inserção: Substância muscular do lábio superior e asa do nariz
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Levanta o lábio superior e leva-o um pouco para frente
2 - Levantador do Lábio Superior e da Asa do Nariz:
Origem: Processo frontal da maxila
Inserção: Se divide em dois fascículos. Um se insere na cartilagem alar maior e na pele do nariz e o outro se prolonga no lábio superior
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Dilata a narina e levanta o lábio superior
3 - Levantador do Ângulo da Boca:
Origem: Fossa canina (maxila)
Inserção: Ângulo da boca
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Eleva o ângulo da boca e acentua o sulco nasolabial
4 - Zigomático Menor:
Origem: Superfície malar do osso zigomático
Inserção: Lábio superior (entre o levantador do lábio superior e o zigomático maior
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Auxilia na elevação do lábio superior e acentua o sulco nasolabial
5 - Zigomático Maior:
Origem: Superfície malar do osso zigomático
Inserção: Ângulo da boca
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Traciona o ângulo da boca para trás e para cima (risada)
6 - Risório:
Origem: Fáscia do masseter
Inserção: Pele no ângulo da boca
Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
Ação: Retrai o ângulo da boca lateralmente (riso forçado)
7 - Depressor do Lábio Inferior:
Origem: Linha oblíqua da mandíbula
Inserção: Tegumento do lábio inferior
Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
Ação: Repuxa o lábio inferior diretamente para baixo e lateralmente (expressão de ironia)
8 - Depressor do Ângulo da Boca:
Origem: Linha oblíqua da mandíbula
Inserção: Ângulo da boca
Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
Ação: Deprime o ângulo da boca (expressão de tristeza)
9 - Mentoniano:
Origem: Fossa incisiva da mandíbula
Inserção: Tegumento do queixo
Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
Ação: Eleva e projeta para fora o lábio superior e enruga a pele do queixo
10 - Transverso do Mento:
Não é encontrado em todos os corpos.
Origem: Linha mediana logo abaixo do queixo
Inserção: Fibras do depressor do ângulo da boca
Inervação: Ramos mandibular e bucal do nervo facial
Ação: Auxilia na depressão o ângulo da boca
11 - Orbicular da Boca:
Origem: Parte marginal e parte labial
Inserção: Rima da boca
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Fechamento direto dos lábios
12 - Bucinador:
Importante músculo acessório na mastigação, mantendo o alimento sob a pressão direta dos dentes.
Origem: Superfície externa dos processos alveolares da maxila, acima da mandíbula
Inserção: Ângulo da boca
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Deprime e comprime as bochechas contra a mandíbula e maxila. Importante para assobiar e soprar

Nariz


1 - Prócero:
Origem: Fáscia que reveste a parte mais inferior do osso nasal e a parte superior da cartilagem nasal lateral
Inserção: Pele da parte mais inferior da fronte entre as duas sobrancelhas
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Traciona para baixo o ângulo medial da sobrancelha e origina as rugas transversais sobre a raiz do nariz
2 - Nasal (Transverso do Nariz):
Origem:
Porção Transversal - Fosseta mirtiforme e eminência canina da maxila
Porção Alar - Asa do nariz
Inserção:
Porção Transversal - Dorso do nariz
Porção Alar - Imediações do ápice do nariz
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Dilatação do nariz
3 - Depressor de Septo:
Origem: Fossa incisiva da maxila
Inserção: Septo e na parte dorsal da asa do nariz
Inervação: Ramos bucais do nervo facial
Ação: Traciona para baixo as asas do nariz, estreitando as narinas

Pálpebras



1 - Orbicular do Olho:
Este músculo contorna toda a circunferência da órbita. Divide-se em três porções: palpebral, orbital e lacrimal.
Origem: Parte nasal do osso frontal (porção orbital), processo frontal da maxila, crista lacrimal posterior (porção lacrimal) e da superfície anterior e bordas do ligamento palpebral medial (porção palpebral)
Inserção: Circunda a órbita, como um esfíncter
Inervação: Ramos temporal e zigomáticas do nervo facial
Ação: Fechamento ativo das pálpebras
2 - Corrugador do Supercílio:
Origem: Extremidade medial do arco superciliar
Inserção: Superfície profunda da pele
Inervação: Ramos temporal e zigomáticas do nervo facial
Ação: Traciona a sobrancelha para baixo e medialmente, produzindo rugas verticais na fronte. Músculos da expressão de sofrimento.

Orelha

1 - Auricular Anterior:
Origem: Porção anterior da fáscia na zona temporal
Inserção: Saliência na frente da hélix
Inervação: Ramos temporais
Ação: Traciona o pavilhão da orelha para frente e para cima
2 - Auricular Superior:
Origem: Fáscia da zona temporal
Inserção: Tendão plano na parte superior da superfície craniana do pavilhão da orelha
Inervação: Ramos temporais
Ação: Traciona o pavilhão da orelha para cima
3 - Auricular Posterior:
Origem: Processo mastóide
Inserção: Parte mais inferior da superfície craniana da concha
Inervação: Ramo auricular posterior do nervo facial
Ação: Traciona o pavilhão da orelha para trás

FIGURAS

Músculos da Face - Vista Lateral


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Articulação Têmporo Mandibular

responsável pelos movimentos da mandíbula (fonação, mastigação).
Articulação: Fossa mandibular do osso temporal e cabeça do côndilo da mandíbula.
Principais Movimentos:
Oclusão - Contato dos dentes da arcada superior com a arcada inferior.
Protrusão - Deslocamento anterior da mandíbula.
Retrusão - Deslocamento posterior da mandíbula em direção ao osso temporal.

Músculos da ATM

1- Temporal:
Passa medialmente ao arco zigomático.
Origem: Face externa do temporal (escama), face interna do arco zigomático
Inserção: Processo coronoide e face anterior do ramo da mandíbula
Inervação: Nervo temporal (ramo mandibular do nervo trigêmio - 5º par craniano)
Ação:
Contração Unilateral - Lateralização contralateral
Contração Bilateral - Oclusão e retrusão

2- Masseter:
É o músculo mais potente da mastigação.
Origem: Borda externa do arco do zigomático
Inserção: Face externa do ângulo da mandíbula
Inervação: Nervo masseteriano (ramo do mandibular do nervo trigêmio - 5º par craniano)
Ação: Oclusão e protrusão
3- Pterigóideo Medial (Interno):
Origem: Face medial da lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide
Inserção: Face interna do ângulo da mandíbula
Inervação: Nervo do pterigoideo interno (ramo do nervo facial - 7º par craniano)
Ação: Oclusão e protrusão
4- Pterigóideo Lateral (Externo):
Origem:
Cabeça Inferior - Face lateral da lâmina lateral do processo pterigóide do osso esfenóide
Cabeça Superior - Asa maior do esfenóide
Inserção: Cabeça do côndilo da mandíbula e face anterior do disco articular
Inervação: Nervo do pterigoideo externo (ramo do mandibular do nervo trigêmio - 5º par craniano)
Ação:
Contração Unilateral - Lateralização da mandíbula contralateral
Contração Bilateral - Abertura e protrusão da mandíbula

FIGURAS

Músculos da ATM - Masseter e Temporal


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos da ATM - Pterigóideos Lateral e Medial

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Os músculos do pescoço tem como função principal mover a cabeça e o osso hióide. Os que se encontram por detrás da coluna vertebral são chamados músculos da nuca e os demais são ditos músculos do pescoço propriamente dito e dividem-se em quatro regiões:

Região Anterior do Pescoço



1 - Platisma ou Cutâneo do Pescoço:

Inserção Superior: Camada profunda da derme da região mentoniana, borda inferior do corpo da mandíbula, comissura labial e linha oblíqua externa da mandíbula
Inserção Inferior: Camada profunda da derme da região subclavicular e acromial
Inervação: Nervo Facial (7º par craniano)
Ação:
Fixo Superior - Eleva a pele do tronco superior e forma rugas transversais do pescoço
Fixo Inferior - Baixa a pele da região mandibular



Região do Osso Hióide




Músculos Supra-Hióideos

2- Digástrico:

Esse músculo possui dois ventres que estão ligados por um tendão intermediário que é preso ao osso hióide.

Inserção Superior do Ventre Anterior: Fossa digástrica da mandíbula
Inserção Inferior do Ventre Anterior: Tendão intermediário

Inserção Superior do Ventre Posterior: Processo mastóide do osso temporal
Inserção Inferior do Ventre Posterior: Tendão Intermediário

Inervação:
Nervo Facial (7º par craniano) - Ventre Posterior
Nervo Mandibular (Ramo do nervo trigêmeo - 5 par craniano) - Ventre Anterior
Ação: Eleva o osso hióide puxando-o para trás e baixa a mandíbula

3 - Estiloióideo:

Paralelo ao ventre posterior do músculo digástrico

Inserção Superior: Processo estilóide (temporal)
Inserção Inferior: Osso hióide
Inervação: Nervo Facial (7º par craniano)
Ação: Eleva o osso hióide puxando-o para trás

4 - Miloióideo:

Forma o assoalho da boca.

Inserção Superior: Linha miloióidea (mandíbula) e rafe tendinosa
Inserção Inferior: Osso hióide
Inervação: Nervo Mandibular (5º par craniano - Ramo do nervo trigêmeo)
Ação: Eleva o osso hióide, eleva a língua forçando-a para trás

5 - Genioióideo:

Inserção Superior: Espinha mentoniana (mandíbula)
Inserção Inferior: Osso hióide
Inervação: Nervo do Hipoglosso (12º par craniano)
Ação: Traciona o osso hióide para frente e para cima


Músculos Infra-Hióideos

6 - Esternocleidoióideo (Esternohióideo):

Inserção Superior: Borda inferior do corpo do osso hióide
Inserção Inferior: Face posterior do manúbrio do esterno e 1/4 medial da clavícula
Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação: Baixa o osso hióide

7 - Esternotireóideo:

Inserção Superior: Lamina da cartilagem tireóide da laringe
Inserção Inferior: Face posterior do manúbrio do esterno e 1ª cartilagem costal
Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação: Baixa o osso hióide e a cartilagem tireóide

8 - Tireoióideo:

Inserção Superior: Osso hióide
Inserção Inferior: Lâmina da cartilagem tireóide
Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação: Baixa o osso hióide

9 - Omoióideo:

Possui dois ventres e um tendão intermediário:

Inserção Superior do Ventre Superior: Borda inferior do corpo do osso hióide
Inserção Inferior do Ventre Superior: Tendão intermediário

Inserção Medial do Ventre Inferior: Tendão intermediário
Inserção Lateral do Ventre Inferior: Borda superior da escápula

Os músculos supra e infra-hióideos juntos mantém o osso hióide, propiciando base firme para os movimentos da língua

Inervação: Alça Cervical (C1, C2 e C3)
Ação: Baixa o osso hióide e puxa-o levemente para trás


Região Lateral do Pescoço



1 - Esternocleidomastóideo:

Inserção Superior: Processo mastóide e linha nucal superior
Inserção Inferior: Face anterior do manúbrio do esterno, junto a borda superior e anterior do 1/3 medial da clavícula
Inervação: Nervo Acessório (11º par craniano) e 2º e 3º nervos cervicais (plexo cervical)
Ação:
Fixo Superior - Ação inspiratória
Fixo Inferior
Contração Unilateral: Inclinação lateral e rotação com a face virada para o lado oposto
Contração Bilateral: Flexão da cabeça

2 - Escaleno Anterior:

Inserção Superior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da C3 a C6
Inserção Inferior: Face superior da 1ª costela (tubérculo escaleno anterior)
Inervação: Ramos anteriores de 3º a 6º nervos cervicais

3 - Escaleno Médio:

Inserção Superior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da C1 a C7
Inserção Inferior: Face superior da 1ª costela (podendo ser na 2ª costela)
Inervação: Ramos anteriores de 3º a 4º nervos cervicais e o nervo do rombóide

4 - Escaleno Posterior:

Inserção Superior: Tubérculos posteriores dos processos transversos da C4 a C6
Inserção Inferior: Borda superior da 2ª costela
Inervação: Ramos anteriores de 3º a 4º nervos cervicais e o nervo do rombóide

Ação dos Escalenos:
Fixo no Tórax
Contração Unilateral: Inclinação lateral da coluna
Contração Bilateral: Rigidez no pescoço
Fixo na Coluna - Eleva as costelas (ação inspiratória)


Região Pré-Vertebral do Pescoço



1 - Reto Anterior Maior da Cabeça (Longo da Cabeça):

Inserção Superior: Processo basilar (occipital)
Inserção Inferior: Tubérculos anteriores dos processos transversos da C3 a C6
Inervação: Plexo Cervical
Ação:
Contração Unilateral: Rotação da cabeça com a face virada para o lado oposto
Contração Bilateral: Flexão da cabeça e da coluna cervical

2 - Reto Anterior Menor da Cabeça (Reto Anterior da Cabeça):

Inserção Superior: Processo basilar (occipital)
Inserção Inferior: Massas laterais e processo transverso de atlas
Inervação: 1º nervo cervical
Ação: Aproxima a cabeça do atlas

3 - Longo do Pescoço:

* Porção Oblíquo Superior (Descendente)
Inserção Superior: Tubérculo anterior do atlas
Inserção Inferior: Tubérculo anterior dos processos transversos da C3 e C5
* Porção Oblíquo Inferior (Ascendente)
Inserção Superior: Tubérculo anterior dos processos transversos da C5 e C6
Inserção Inferior: Corpos vertebrais da T1 e T3
* Porção Vertical (Longitudinal)
Inserção Superior: Corpos vertebrais de C2 a C4
Inserção Inferior: Corpos vertebrais de C5 até T3

Inervação: Ramos anteriores dos 4 primeiros nervos cervicais
Ação:
Contração Unilateral: Flexiona a coluna cervical
Contração Bilateral: Inclinação lateral

4 - Reto Lateral da Cabeça:

Inserção Superior: Processo jugular (occipital)
Inserção Inferior: Processo transverso do atlas
Inervação: 1º ramo cervical
Ação:
Contração Unilateral: Inclinação Lateral
Contração Bilateral: Rigidez da Coluna


Região Posterior do Pescoço



1 - Esplênio da Cabeça:

Origem: Ligamento nucal (ligamento cervical) e processos espinhosos da 7ª vértebra cervical e das três primeiras torácicas
Inserção: Linha nucal superior e processo mastóide do osso temporal
Inervação: Ramos cervicais posteriores dos nervos espinhais (nervos raquídios cervicais)
Ação: Extensão, inclinação lateral e rotação da cabeça para o lado oposto

2 - Esplênio do Pescoço:

Origem: Processos espinhosos da 3ª a 5ª vértebras toracicas
Inserção: Processos transversos das 3 primeiras vértebras cervicais
Inervação: Ramos cervicais posteriores dos nervos espinhais (nervos raquídios cervicais)
Ação: Extensão, inclinação lateral e rotação da cabeça para o lado oposto

3 - Semi-Espinhal da Cabeça (Extensor da Cabeça):

Origem: Processos transversos da 1ª vértebra cervical até a 7ª torácica
Inserção: Superfície óssea entre as linhas nucais superior e inferior
Inervação: Ramos dos nervos espinhais cervicais
Ação: Extensão da Cabeça e rotação para o lado oposto (contração unilateral)

4 - Semi-Espinhal do Pescoço (Extensor do Pescoço):

Origem: Processos transversos da 2ª a 7ª vértebras torácicas
Inserção: Processos espinhosos da 2ª a 5ª vértebras cervicais
Inervação: Ramos dos nervos espinhais cervicais
Ação: Extensão do pescoço


Suboccipitais - Formam o trígono suboccipital.


5 - Reto Posterior Maior da Cabeça:

Origem: Processo espinhoso do áxis
Inserção: Linha nucal inferior
Inervação: Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais
Ação: Extensão da cabeça

6 - Reto Posterior Menor da Cabeça:

Origem: Tuberosidade posterior do atlas
Inserção: Linha nucal inferior
Inervação: Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais
Ação: Extensão da cabeça

7 - Oblíquo Superior da Cabeça:

Origem: Massa lateral e processo transverso do atlas
Inserção: Linha nucal inferior
Inervação: Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais
Ação:
Contração Unilateral - Rotação da cabeça
Contração Bilateral - Extensão da cabeça

8 - Oblíquo Inferior da Cabeça:

Origem: Processo espinhoso do áxis
Inserção: Massa lateral e processo transverso do atlas
Inervação: Ramos posteriores dos nervos espinhais (raquídios) cervicais
Ação:
Contração Unilateral - Rotação da cabeça
Contração Bilateral - Extensão da cabeça

FIGURAS

Músculos do Pescoço - Vista Anterior


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Pescoço - Vista Lateral

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Pescoço - Supra e Infra-Hióideos

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Pescoço - Escalenos e Pré-Vertebrais

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.




O tórax se localiza na região superior do tronco, é definido anteriormente pelo osso esterno, lateralmente pelas costelas e posteriormente pela coluna vertebral.



Região Ântero-Lateral



1 - Peitoral Maior:

Inserção Medial: 2/3 mediais da borda anterior da clavícula, face anterior do esterno, face externa da 1ª a 6ª cartilagens costais, 6ª a 7ª costelas e aponeurose abdominal
Inserção Lateral: Tubérculo maior do úmero (porção superior do lábio anterior do sulco intertubercular)
Inervação: Nervo peitoral lateral e medial (C5, C6, C7, C8 e T1)
Ação:
Fixo no Tórax: Adução, rotação medial do braço, auxilia na abdução e flexão do braço até 90°. A porção esternal faz extensão e a porção clavicular faz flexão horizontal
Fixo no Braço: Eleva tronco

2 - Peitoral Menor:

Inserção Medial: Face externa da 2ª a 5ª costelas
Inserção Lateral: Processo coracóide
Inervação: Nervo do peitoral medial (C8 e T1)
Ação:
Fixo no Tórax: Deprime o ombro. Na escápula realiza rotação inferior, abdução e depressão
Fixo na Escápula: Eleva costelas (ação inspiratória)

3 - Subclávio:

Inserção Superior: Face inferior da clavícula
Inserção Inferior: Face superior da 1ª cartilagem costal
Inervação: Nervo do subclávio
Ação: Deprime e fixa a clavícula na articulação esternoclavicular, auxilia na depressão do ombro e eleva a 1ª costela

4 - Serrátil Anterior (Maior):

Passa por baixo da escápula
* Porção Superior
Inserção Posterior: Ângulo superior da escápula
Inserção Anterior: Face externa da 1ª e 2ª costelas
* Porção Média
Inserção Posterior: Borda medial da escápula
Inserção Anterior: Face externa da 2ª a 4ª costelas
* Porção Inferior
Inserção Posterior: Ângulo inferior da escápula
Inserção Anterior: Face externa da 5ª a 8ª costelas

Inervação: 5º e 6º nervos cervicais e 8º e 9º intercostais
Ação:
Fixo na escápula: Ação inspiratória
Fixo nas costelas: Abdução e rotação superior da escápula


Região Costal



Estes músculos estão localizados nos espaços intercostais (entre as costelas).

1 - Intercostais Externos (11 Pares):

Inserção Superior: Borda inferior da costela suprajacente (superior)
Inserção Inferior: Borda superior da costela infrajacente (inferior)
Inervação: Nervos intercostais
Ação: Eleva as costelas (Ação inspiratória)

2 - Intercostais Internos (11 Pares):

Inserção Superior: Borda inferior da costela suprajacente (superior)
Inserção Inferior: Borda superior da costela infrajacente (inferior)
Inervação: Nervos intercostais
Ação: Deprime as costelas (Ação expiratória)

Os músculos intercostais internos e externos se cruzam em "X". As fibras dos intercostais externos se dirigem de superior para inferior e de posterior para anterior. Já as fibras dos intercostais internos se dirigem de superior para inferior e de anterior para posterior.

3 - Supracostais (Levantadores das Costelas):

Inserção Superior: Processo transverso da C7 a T11
Inserção Inferior: Face externa da 1ª a 12ª costela
Inervação: Nervos intercostais
Ação: Eleva as costelas (inspiratório)

4 - Infracostais (Subcostais):

Inserção Superior: Face interna da costela suprajacente
Inserção Inferior: Face interna da costela infrajacente
Inervação: Nervos intercostais
Ação: Abaixa as costelas, contribuindo para a expiração

5 - Transverso do Tórax:

Inserção Medial: Face interna do esterno e processo xifóide
Inserção Lateral: Face interna da 2ª à 6ª costela
Inervação: Nervos intercostais
Ação: Reforço da parede torácica e auxiliar da expiração

FIGURAS

Músculos do Tórax - Vista Anterior (Dissecação Superficial)


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Tórax - Vista Anterior (Dissecação Profunda)

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Tórax - Vista Interna

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos Posteriores do Tórax (Dorso)



1 - Trapézio:

Inserção Medial: Linha nucal superior, ligamento nucal, protuberância occipital externa até os processos espinhosos da C6 e processos espinhosos da C7 a T12
Inserção Lateral: 1/3 lateral da borda posterior da clavícula, acrômio e espinha da escápula
Inervação: Nervo acessório (11º par craniano) e Plexo Cervical (C3 e C4)
Ação:
Fixo na Coluna: Eleva o ombro e aduz as escápulas
Fixo na Escápula:
* Contração Unilateral: Inclina a cabeça para o mesmo lado, rodando o campo de visão para o lado oposto. Na escápula faz rotação superior, adução, elevação e depressão
* Contração Bilateral: Extenção da cabeça

2 - Grande Dorsal:

Inserção Medial: Processos espinhosos das 7 últimas vértebras dorsais e todas as lombares, crista do sacro, crista ilíaca e face externa das 4 últimas costelas
Inserção Lateral: Sulco intertubercular do úmero
Inervação: Nervo Toracodorsal (C6, C7 e C8)
Ação: Adução, extenção e rotação medial do braço, baixa o ombro e auxilia na inspiração forçada

3 - Rombóide:

Inserção Medial: Processos espinhosos da C7 à T5
Inserção Lateral: Borda medial e ângulo inferior da escápula
Inervação: Nervo escapular dorsal (C4 e C5)
Ação: Adução e rotação inferior da escápula e deprime o ombro

O músculo rombóide pode ser subdividido em rombóide maior (processos espinhosos de T1 à T4 até a 2/3 inferiores da borda medial da escápula e ângulo inferior da escápula) e rombóide menor (processos espinhosos de C7 e T1 à 1/3 superior da borda medial da escápula)

4 - Levantador da Escápula (Angular da Escápula):

Inserção Superior: Processo transverso do atlas até C4
Inserção Inferior: Ângulo superior da escápula
Inervação: Nervo do elevador
Ação: Eleva a escápula e inclina a coluna para o mesmo lado da contração

5 - Serrátil Postero-Superior:

Inserção Medial: Processos espinhosos de C7 à T3 e ligamento nucal
Inserção Lateral: Borda superior e face externa da 2ª à 5ª costelas
Inervação: Ramos dos 4 primeiros nervos costais
Ação: Eleva as costelas (atua na inspiração forçada)

6 - Serrátil Postero-Inferior:

Inserção Medial: Processos espinhosos da T11 à L3
Inserção Lateral: Borda inferior e face externa das 4 últimas costelas
Inervação: 9º ao 11º nervos intercostais
Ação: Atrai para baixo e para trás as últimas costelas (ação expiratória)


Músculos da Goteira Vertebral


Paravertebrais



1 - Eretores da Espinha:

* Espinhal (+ Medial):

Origem: Processos Espinhosos de T10 a L2
Inserção: Processos Espinhosos de T1 a T8
Inervação: Nervos espinhais
Ação: Extensão do tronco e rotação para o lado oposto

* Dorsal Longo (Longuíssemos):

Cabeça:
Origem: Processos transversos de C4 a T4
Inserção: Face posterior do processo mastóide
Pescoço:
Origem: Processos transversos de T1 a T4
Inserção: Processos transversos de C2 a C6
Tórax:
Origem: Face dorsal do sacro
Inserção: Processos transversos das vértebras lombares, torácicas e todas as costelas

Inervação: Nervos espinhais
Ação:
Contração Unilateral - Lateralização do tronco
Contração Bilateral - Extensão de tronco e traciona as costelas caudalmente

* Ileocostal (+ Lateral):

Cervical:
Origem: Ângulo da 3ª à 6ª costelas
Inserção: Processos transversos de C4 a C6
Torácico:
Origem: Ângulo das 6 últimas costelas
Inserção: Ângulo das 6 primeiras costelas
Lombar:
Origem: Face dorsal do sacro
Inserção: Próximo ângulo das 6 últimas costelas

Inervação: Ramos das divisões primárias dorsais dos nervos espinhais
Ação:
Contração Unilateral - Inclinação lateral do tronco
Contração Bilateral - Extensão de tronco e traciona as costelas caudalmente

2 - Transverso-Espinhal (Multífido):

Se estende do sacro até a 2ª vértebra cervical. Ligam o processo transverso de uma vértebra com o processo espinhoso da vértebra suprajacente.

Origem: Processos transversos de todas as vértebras
Inserção: Processo espinhoso de 1 ou 2 vértebras acima
Inervação: Ramos das divisões primárias dorsais dos nervos espinhais
Ação:
Contração Unilateral - Rotação do tronco para o lado oposto
Contração Bilateral - Extensão do tronco

3 - Intertransversais:

Origem: Borda inferior do processo transverso da vértebra superior
Inserção: Borda superior do processo transverso da vértebra inferior
Inervação: Os anteriores, os posteriores e os laterais, pelos ramos das divisões primárias ventrais dos nervos espinhais; os mediais, pelos ramos das divisões primárias dorsais
Ação: Inclina o tronco para o mesmo lado

4 - Interespinhais:

Origem: Processos espinhosos da vértebra superior
Inserção: Processos espinhosos da vértebra inferior
Inervação: Ramos das divisões primárias dorsais dos nervos espinhais
Ação: Extensão de tronco

FIGURAS

Músculos do Dorso - Vista Posterior (Camada Superficial)


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Dorso - Vista Posterior (Camada Intermédia)

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Dorso - Vista Posterior (Camada Profunda)

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



Os músculos dessa região têm por função a proteção visceral, expiração, além de colaborar com os músculos do dorso nos movimentos do tronco e na manutenção da postura ereta.

Região Ântero-Lateral do Abdômen


1 - Reto Anterior do Abdômen:

O Reto Anterior do Abdômen é um músculo poligástrico, ou seja, possui vários ventres, pois em seu trajeto apresenta três ou mais intersecções tendíneas. O músculo Reto Anterior do Abdômen está alojado num estojo aponeurótico formado pelos músculos Oblíquo Externo, Interno e Transverso do Abdômen. A aponeurose dirige-se até a região média.

Inserção Superior: Face externa e borda inferior da 5ª à 7ª cartilagem costais e processo xifóide
Inserção Inferior: Corpo do púbis e sínfise púbica
Inervação: Ramos vantrais dos 6 últimos espinhais torácicos
Ação:

Fixo no tórax: Realiza retroversão (extensão) da pelve

Fixo na pelve: Flete o tronco

Aumento da pressão intra-abdominal (Expiração, Vômito, Defecação, Micção e no Parto).

2 - Piramidal do Abdômen:

Inserção Superior: Linha alba
Inserção Inferior: Corpo do púbis
Inervação: 12º intercostal e nervo ilioipogástrico (L1)
Ação: Mantém a linha alba tensionada (melhor perceptível em gestantes)

3 - Oblíquo Externo do Abdômen:

Suas fibras se dirigem obliquamente para baixo e para frente.

Inserção Superior: Face externa das 8 últimas costelas e interdigita-se com os músculos Serrátil Anterior e Grande Dorsal
Inserção Inferior: Crista íliaca, Espinha Ilíaca Ântero-Superior, púbis e linha alba
Inervação: Ramos anteriores dos 4 últimos nervos espinhais torácicos e nervo ilioipogástrico (L1)
Ação:

Contração Unilateral: Rotação com tórax girando para o lado oposto

Contração Bilateral: Flete o tronco e aumenta a pressão intra-abdominal

4 - Oblíquo Interno do Abdômen:

Suas fibras se dirigem de baixo para cima e trás para frente.

Inserção Medial: 3 últimas cartilagens costais, linha alba, púbis e eminência íleo-púbica
Inserção Lateral: Espinha Ilíaca Ântero-Superior, 1/4 lateral do ligamento inguinal (arco crural) e crista ilíaca. Posteriormente, ele se insere nos processos espinhosos e transversos das últimas vértebras lombares
Inervação: Ramos anteriores dos 6 últimos nervos espinhais torácicos e nervo ilioipogástrico (L1)
Ação: Idem ao Oblíquo Externo, porém rota o tórax para o mesmo lado

Os músculos Oblíquo Externo e Oblíquo Interno do abdômen trabalham conjuntamente em alguns movimentos. Exemplo: quando realizamos flexão e rotação do tronco para o lado direito, o Oblíquo Externo do lado esquerdo e o Oblíquo Interno do lado direito trabalham em conjunto.

5 - Transverso do Abdômen:

É o músculo mais profundo da região ântero-lateral do abdômen. Suas fibras se dirigem horizontalmente no sentido posterior para anterior.

Inserção Posterior: Face interna e borda inferior das 6 últimas cartilagens costais, processo transverso das vértebras lombares, crista ilíaca e 1/4 lateral do ligamento inguinal
Inserção Anterior: Linha alba e púbis
Inervação: Ramos anteriores dos 6 últimos nervos espinhais torácicos e nervo ilioipogástrico (L1)
Ação: Aumento da pressão intra-abdominal


Região Posterior do Abdômen



1 - Quadrado Lombar:

Inserção Superior: 12ª costela e processo transverso da 1ª a 4ª vértebras lombares
Inserção Inferior: Crista Ilíaca e ligamento íliolombar
Inervação: 12º nervo intercostal
Ação: Inclinação lateral do tronco e baixa a 12ª costela

2 - Iliopsoas:

É um músculo que apresenta duas origens, ou seja, é um bíceps

Inserção Superior:
Psoas Maior: Corpos vertebrais de T12 à L4, discos intervertebrais, processos transversos de L1 à L4
Ilíaco: Fossa ilíaca, crista ilíaca, linha arqueada e sacro.
Inserção Inferior: Os dois ventres se unem formando um único tendão que se insere no trocânter Menor do fêmur
Inervação: Nervo Femural (L1, L2 e L3)
Ação:
Fixo no Tronco: Flexão da coxa, rotação lateral da coxa
Fixo no Fêmur : Flexão de tronco

3 - Psoas Menor:

Inserção Superior: Corpo vertebral de T12 e L1
Inserção Inferior: Eminência iliopúbica
Inervação: Plexo lombar (L2, L3 e L4)
Ação: Auxilia o músculo psoas maior


Região Superior do Abdômen



1 - Diafragma:

O Diafragma separa a cavidade torácica da cavidade abdominal.

No Diafragma encontramos três orifícios: Hiato Aórtico (para a artéria aorta), Hiato Esofágico (para o esôfago) e Forame da veia cava (para a veia cava inferior)

Inserção: Face interna das seis últimas costelas, face interna do processo xifóide e corpos vertebrais da 2ª e 3ª vértebra lombar
Inervação: Nervo Frênico (C3, C4 e C5)
Ação: É o músculo mais importante da respiração (inspiração), pois diminui a pressão interna da caixa torácica permitindo a entrada do ar nos pulmões

FIGURAS

Músculos do Abdômen - Vista Anterior (Dissecação Superficial)


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Abdômen - Vista Anterior (Dissecação Intermédia)

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Abdômen - Vista Anterior (Dissecação Profunda)

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Abdômen - Iliopsoas

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Músculos do Abdômen - Vista Interna da Parede Posterior

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


1 - Deltóide:

Inserção Superior: 2/3 laterais da borda anterior da clavícula, acrômio e espinha da escápula
Inserção Inferior: Tuberosidade deltoidea (1/2 da diáfise do úmero)
Inervação: Nervo axilar (C5 e C6)
Ação: Abdução do braço, auxilia nos movimentos de flexão, extensão, rotação lateral e medial e flexão e extensão horizontal do braço e fixa a articulação do ombro

2 - Redondo Maior (Passa internamente - entre costelas e úmero):

Inserção Medial: Metade inferior da borda lateral da escápula e ângulo inferior da escápula
Inserção Lateral: Sulco intertubercular
Inervação: Nervo subescapular (C5 e C6)
Ação: Rotação medial, adução e extensão do braço e fixação da articulação do ombro

3 - Redondo Menor:

Inserção Medial: Metade superior da borda lateral da escápula
Inserção Lateral: Face inferior do tubérculo maior do úmero
Inervação: Nervo axilar (C5 e C6)
Ação: Rotação lateral do braço e fixação da articulação do ombro

4 - Infra-Espinhoso :

Inserção Medial: Fossa infra-espinhosa
Inserção Lateral: Faceta média do tubérculo maior do úmero
Inervação: Nervo supraescapular (C5 e C6)
Ação: Rotação lateral do braço, fixação da articulação do ombro e auxilia na extensão horizontal do braço

5 - Supra-Espinhoso:

Inserção Medial: Fossa supra-espinhosa
Inserção Lateral: Faceta superior do tubérculo maior do úmero
Inervação: Nervo supraescapular (C5 e C6)
Ação: Auxilia o deltóide na abdução do braço (até aproximadamente 30°), auxilia na rotação lateral e fixa a articulação do ombro

6 - Subescapular:

Inserção Medial: Borda medial e lateral da escápula e fossa subescapular (face anterior da escápula)
Inserção Lateral: Tubérculo menor do úmero
Inervação: Nervo subescapular (C5 e C6)
Ação: Rotação medial e fixação da articulação do ombro e auxilia na extensão e abdução do braço

MANGUITO ROTADOR: A função principal deste grupo é manter a cabeça do úmero contra a cavidade glenóide, reforçar a cápsula articular e resistir ativamente e deslocamentos indesejáveis da cabeça do úmero em direção anterior, posterior e superior
* SUPRA-ESPINHOSO
* INFRA-ESPINHOSO
* REDONDO MENOR
* SUBESCAPULAR

FIGURAS

Músculos do Ombro - Vista Anterior


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Ombro - Vista Posterior

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Ombro - Manguito Rotador

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



Região Anterior

Bíceps Braquial
Coracobraquial
Braquial Anterior


Região Posterior

Tríceps Braquial


Região Anterior



1 - Bíceps Braquial:

Inserção Superior:
Porção Longa (Lateral): Tubérculo supra-glenoidal
Porção Curta (Medial): Processo coracóide (escápula)
Inserção Inferior: Tuberosidade radial
Inervação: Nervo musculocutâneo (C5 e C6)
Ação: Flexão do cotovelo, supinação do antebraço, depressão do ombro e um pequeno movimento de abdução realizada pela porção longa

2 - Coracobraquial:

Inserção Superior: Processo coracóide (escápula)
Inserção Inferior: Face medial de 1/3 médio do úmero
Inervação: Nervo musculocutâneo (C6 e C7)
Ação: Flexão e adução do braço e deprime o ombro

3 - Braquial Anterior:

Inserção Superior: Tuberosidade deltóidea e face anterior da metade inferior do úmero
Inserção Inferior: Processo coronóide da ulna
Inervação: Nervo musculocutâneo (C5 e C6)
Ação: Flexão do cotovelo


Região Posterior



1 - Tríceps Braquial:

Inserção Superior:
Porção Longa: Tubérculo infra-glenoidal (único que fica na escápula)
Porção Lateral: Face posterior do úmero (acima do sulco radial)
Porção Medial: Face posterior do úmero (abaixo do sulco radial)
Inserção Inferior: Olécrano (ulna)
Inervação: Nervo radial (C7 e C8)
Ação: Extensão do cotovelo e a porção longa faz adução do braço

FIGURAS

Músculos do Braço - Vista Anterior
Dissecação Superficial


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Dissecação Profunda

Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Músculos do Braço - Vista Posterior
Dissecação Superficial


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

http://www.sogab.com.br/anatomia/miologiajonas.htm

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Os Estatutos do Homem


Ato Institucional Permanente


A Carlos Heitor Cony



Artigo I.
Fica decretado que agora vale a verdade.

que agora vale a vida,

e que de mãos dadas,

trabalharemos todos pela vida verdadeira.


Artigo II.
Fica decretado que todos os dias da semana,

inclusive as terças-feiras mais cinzentas,

têm direito a converter-se em manhãs de domingo.


Artigo III.
Fica decretado que, a partir deste instante,

haverá girassóis em todas as janelas,

que os girassóis terão direito

a abrir-se dentro da sombra;

e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,

abertas para o verde onde cresce a esperança.


Artigo IV.
Fica decretado que o homem

não precisará nunca mais

duvidar do homem.

Que o homem confiará no homem

como a palmeira confia no vento,

como o vento confia no ar,

como o ar confia no campo azul do céu.


Parágrafo Único:
O homem confiará no homem

como um menino confia em outro menino.


Artigo V.
Fica decretado que os homens

estão livres do jugo da mentira.

Nunca mais será preciso usar

a couraça do silêncio

nem a armadura de palavras.

O homem se sentará à mesa

com seu olhar limpo

porque a verdade passará a ser servida

antes da sobremesa.


Artigo VI.
Fica estabelecida, durante dez séculos,

a prática sonhada pelo profeta Isaías,

e o lobo e o cordeiro pastarão juntos

e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.


Artigo VII.
Por decreto irrevogável fica estabelecido

o reinado permanente da justiça e da claridade,

e a alegria será uma bandeira generosa

para sempre desfraldada na alma do povo.


Artigo VIII.
Fica decretado que a maior dor

sempre foi e será sempre

não poder dar-se amor a quem se ama

e saber que é a água

que dá à planta o milagre da flor.


Artigo IX.
Fica permitido que o pão de cada dia

tenha no homem o sinal de seu suor.

Mas que sobretudo tenha sempre

o quente sabor da ternura.


Artigo X.
Fica permitido a qualquer pessoa,

a qualquer hora da vida,

o uso do traje branco.


Artigo XI.
Fica decretado, por definição,

que o homem é um animal que ama

e que por isso é belo.

muito mais belo que a estrela da manhã.


Artigo XII.
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido.

tudo será permitido,

inclusive brincar com os rinocerontes

e caminhar pelas tardes

com uma imensa begônia na lapela.


Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:

amar sem amor.


Artigo XIII.
Fica decretado que o dinheiro

não poderá nunca mais comprar

o sol das manhãs vindouras.

Expulso do grande baú do medo,

o dinheiro se transformará em uma espada fraternal

para defender o direito de cantar

e a festa do dia que chegou.


Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade.

a qual será suprimida dos dicionários

e do pântano enganoso das bocas.

A partir deste instante

a liberdade será algo vivo e transparente

como um fogo ou um rio,

e a sua morada será sempre

o coração do homem.



Santiago do Chile, abril de 1964


Publicado no livro Faz Escuro Mas Eu Canto: Porque a Manhã Vai Chegar 1965.


In: MELLO, Thiago de. Vento geral, 1951/1981: doze livros de poemas. 2.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 198

Revista Galileu - Fevereiro 2009

Revista Galileu - Fevereiro 2009


Estilo: Ciências/Atualidades
Idioma: Português
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Revista Galileu - Março 2009

Revista Galileu - Março 2009

A nova arma contra o câncer − Para os cientistas, o diagnóstico precoce e os testes genéticos são as novas armas contra o câncer, que somente neste ano deve invadir os corpos de 460 mil brasileiros

Estilo: Ciências/Curiosidades
Edição: Março 2009
Tamanho: 33 Mb
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Revista Galileu - Abril 2009

Revista Galileu - Abril 2009

Questão de fé −A cura de doenças, o sucesso no trabalho, a felicidade no amor, a inspiração, a solução da crise e o sentido da vida dependem de sua fé.

Estilo: Curiosidades
Edição: Abril 2009
Tamanho: 29 Mb
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Apostila Completa Concurso INSS


Apostila Completa Concurso INSS
Começe agora a estudar para esse excelente concurso. O material contém um conteúdo muito vasto, desde as materias do edital a provas comentadas e diversos exercicios para você praticar e ficar fera para conseguir sua vaga.

Estilo:
Cursos
Tamanho: 9,93 Mb
Idioma: Português
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O Caçador de Pipas

O Caçador de Pipas
Caçador de pipas, livro que já vendeu mais de 2 milhões de exemplares só nos EUA, está sendo considerado o maior sucesso da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970.
Estilo: Romance
Tamanho: 1,8 Mb
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Apostilas - Concurso Público da Polícia Federal

Apostilas para quem quer prestar concursos da Polícia Federal.

Estilo: Apostilas
Tamanho: 17 Mb
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Como Vencer o Medo de Falar em Público

Como Vencer o Medo de Falar em Público
Não existe fórmula milagrosa para vencer o medo de falar em público, mas uma série de recomendações que em conjunto o ajudarão neste sentido.
Estilo: E-Book
Idioma: Português
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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Material Estudo Para Vestibular

Material Estudo Para Vestibular

Ótimo conjunto de livros para estudar pro vestibular.

Estilo: Informativo
Idioma: Português
Tamanho: 22 Mb
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Preparatorio pra Prova da OAB

Prova da OAB
Esse pdf contem 3338 Páginas .. com tudo de Direto que voce precisa pra passar na OAB!! voce quer mais o que? Voce Encontra: Direito: Penal Constitucional Administrativo Civil Processual Civil Processual Penal Tributário Comercial Português Etc….

Estilo: Apostila
Idioma: Português
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domingo, 8 de março de 2009

TESTES ORTOPÉDICOS - LESÕES DA CINTURA ESCAPULAR E DO OMBRO

LESÃO

TESTE

DESCRIÇÃO

FIGURA

LESÕES ARTICULARES (E-C e A-C)

Adução horizontal do ombro

Verifica a lesão da E-C e A-C

LUXAÇÃO DA ARTICULAÇÃO GLENO-UMERAL

TESTE DE KIBLER (P/ lesão do labrum glenoidal)

TESTE DE APREENSÃO

DOR NA COMPRESSÃO ASCENDENTE DA G-U?

- ROTAÇÃO EXTERNA COM ABDUÇÃO PASSIVA: DOR? MEDO?

- VERIFICA A TENDÊNCIA DA LUXAÇÃO G-U ANTERIO





SÍNDROME COMPRESSIVA DO MANGUITO ROTADOR

ARCO DE SIMMONDS

TESTE DE PINÇAMENTO DE NEER

ABDUÇÃO/FLEXÃO DOLOROSA ENTRE 60º E 120º

FLEXÃO ANTERIOR DO OMBRO ENTRE 60º E 120º: DOR?

RUPTURA DO SUPRA-ESPINHOSO

QUEDA DE BRAÇO

A ABDUÇÃO ATIVA, A PARTIR DA POSIÇÃO DE REPOUSO, SÓ É POSSÍVEL COM A ROTAÇÃO DA ESCÁPULA

O DELTÓIDE É INCAPAZ DE INICIAR A ABDUÇÃO DO OMBRO SEM AUXÍLIO DO SUPRA-ESPINHOSO

QUANDO O MEMBRO É ELEVADO PASSIVAMENTE, ALÉM DA ABDUÇÃO HORIZONTAL, ESTA PODE SER MANTIDA ATIVAMENTE PELO DELTÓIDE

TENDINITE OU RUPTURA BICIPTAL































TESTE DE YERGASON

TESTE DE SPEED

DOR À FLEXÃO RESISTIDA DO COTOVELO ASSOCIADA A ROTAÇÃO EXTERNA DO OMBRO

DOR NA FLEXÃO ANTERIOR DO OMBRO? (C/ cotovelo em extensão e antebraço em supinação)

DISTENSÃO/RUPTURA DO M. SUBESCAPULAR

TESTE “LIFT-OFF”

INCAPACIDADE DE AFASTAR AS MÃOS DAS COSTAS CONTRA RESISTÊNCIA.

Modelos de Deus (João Justino)

Não é preciso pesar aproximadamente 50 quilos e nem medir, pelo menos, 1,72 metro. Pode ser um corpo imperfeito, estranho, desproporcional, desequilibrado, desengonçado, obeso, pouco ou muito acima do peso. Tudo bem se tiver bem menos de metro e meio, aliás, os menores têm o tamanho de um óvulo fecundado.

Podem ser corpos modelados, esculpidos, sarados; o fundamental é que sirvam de passarela para o amor, a paz, a fé, a caridade, o respeito, o arrependimento, o perdão. Deus não faz distinção de pessoas, faz distinção de coração.
Os modelos de Deus poderão ser coroados mesmo não sabendo falar, ler, escrever ou andar, mas é recomendável que não enterrem os talentos, é aconselhável que desfilem com bom ânimo e é prudente que façam jejum de palavras, de atitudes, de sentimentos. É perigoso alimentar certos sentimentos, é preciso vigiar.

Os modelos de Deus insistem em se despir da ira, da vingança, do pessimismo e procuram se vestir de compaixão, de solidariedade, de amor e têm registrado na alma que não devem se vender à outras agências porque já foram comprados a preço de sangue imaculado.
Modelos recém-nascidos desfilam nus, chorando, trazendo na pele desenhos individuais, manchas, marcas genéticas, tatuagens Divinas, sinais celestiais.
A passarela para o desfile estará no trabalho, na escola, no trânsito, em casa, no clube, na rua; onde o modelo estiver, seja ele jogador ou torcedor, mesmo no intervalo, de férias ou num leito de hospital, cada passo será registrado, até o último suspiro.
Como Deus prefere chamá-los de filhos, as alternativas para que os filhos de Deus adquiram um apartamento, um carro, uma casa, uma fazenda ou mansão, jamais foi, é ou será a corrupção, a degradação. Os filhos sabem disso e sabem que o Pai proporciona salário família, salário filho, filha, neta, neto, bisneta, bisneto...

Muitos filhos de Deus serão tentados, ou melhor, quase todos são e serão. Mas não devem se iludir com tesouros perecíveis, nem se encantar com encantamentos humanamente limitados, pois o fogo ardente pode não queimar, qualquer tempestade pode aquietar e leões famintos aprendem a jejuar e o mais incrédulo dos incrédulos passa a acreditar, se for a vontade do Altíssimo.

O que deve prevalecer para os filhos de Deus não são os holofotes dos homens.
Lógico que os filhos de Deus erram, se enganam, enganam, escorregam, tropeçam, caem, se traem. Deus os orienta, os adverte, converte, liberta, transforma, informa, acolhe e também recolhe, como os pais recolhem seus filhos das ruas sem presente que valha a pena e sem futuro.
Filhos de Deus não barbarizam, só se perderem a sanidade, ou se abandonarem a paternidade perdendo a herança.

Os filhos de Deus ficam inconformados quando alguém diz que o Pai deles não existe, mas foi o Onipotente que deu aos humanos livre arbítrio, e sendo assim cada um pode emitir suas finitas opiniões, sobre a existência, sobre a vida e até sobre o Divino, inclusive tentando ignorá-Lo. Contestadores poderão acabar mal aventurados por si mesmos, só que os filhos do Onisciente não devem julgar porque Deus pode ter misericórdia de quem Ele tiver misericórdia.

Herdeiros do Onipresente utilizam diferentes vestimentas e armaduras, assim como os bombeiros escolhem a roupa e os equipamentos apropriados para cada ocasião. E não são poucos os que reconhecem que a fé é um talento e agradecem por não estarem na incredulidade, por terem sido retirados de lá e pelo renascimento. E agradecem pela vida, porque para desfilar para Deus na Terra tem que ter sangue correndo na veia, tem que haver pulsação, sopro de vida, ainda que em um corpo inerte. Mortos não desfilam mais aos vivos.

Os que desfilam para Deus serão perseguidos pelos inimigos do Todo Poderoso, mas poderão receber cachês Divinos, poderão firmar contratos eternos e podem se alimentar do que de melhor há no planeta, mas é essencial que saibam repartir o pão.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Aparelho prorprioceptivo Rollover (Inventor: João Justino Leite Filho)

Do circo para os hospitais
Inspirado no picadeiro, aparelho ajuda na recuperação de movimentos

Juliane Zaché

André Sarmento
Com o auxílio do equipamento, o jogador Leandro está melhorando da lesão no joelho

Quem não se lembra do palhaço andando sobre um cilindro no circo? Essa cena que encantou e continua hipnotizando milhares de crianças também está despertando a atenção dos fisioterapeutas. O equipamento lúdico usado no circo se sofisticou e ganhou o nome de roll over e uma nova função: tratar pacientes com problemas nos membros inferiores, como torção no pé ou dor no joelho. Para topar esse desafio, basta se equilibrar em cima do aparelho. A idéia foi aprovada pelo Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, centro médico renomado, e o aparelho acaba de aportar por lá. “Quando o paciente opera o joelho, tem receio de andar. Com o roll over, ele treina o equilíbrio e a coordenação motora para voltar a caminhar com segurança”, explica Perola Grinberg Papler, fisiatra do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da instituição.

O próximo passo do HC é fazer testes para saber o grau de melhora proporcionado pelo equipamento. O autor dessa engenhoca ficou surpreso com a repercussão de sua invenção. Preocupado em trabalhar a postura de seus alunos, o ator e professor de canto João Justino Leite Filho estimulava-os a se equilibrarem em cima dos tambores. “A postura ereta mantém o diafragma livre e a voz sai perfeita”, justifica. Porém, como o tambor ocupa muito espaço, ele criou o roll over à base de PVC. Durante as apresentações de seu grupo, o cilindro fisgou os médicos. Vários centros particulares de fisioterapia de São Paulo e do Rio estão adotando o aparelho. O Instituto Cohen de Ortopedia, na capital paulista, usa a criatividade para adaptá-lo às aulas de fisioterapia. O treinamento é feito na piscina. “Dessa forma, evita-se o risco de o paciente cair e se machucar”, explica Maurício Garcia, fisioterapeuta do instituto.

O roll over vem ajudando pacientes como Leandro da Silva, 27 anos, jogador do Juventus, de São Paulo. Há um mês e meio, ele sofreu uma contusão no joelho direito durante um jogo. Precisou fazer uma cirurgia para recuperar a região e logo depois passou a fazer o tratamento. “O equipamento melhora a estabilidade do meu joelho”, conta. As peripécias do roll over não se limitam apenas às salas médicas. As sapatilhas das bailarinas da Escola de Dança Alice Arja, do Rio, também estão dançando no aparelho. “É como se fosse um teste no qual as articulações enfrentam obstáculos para depois se adaptarem com facilidade ao palco”, compara Marcelo Silva Duarte, fisioterapeuta da Universidade do Grande Rio, em Duque de Caxias.

Invenção à gaúcha

Outras técnicas de fisioterapia mais conhecidas também estão dando resultados. Uma das boas notícias vem do Sul do País. Em Curitiba, os irmãos Denise e Percy Nohama aliaram os métodos dessa especialidade com a engenharia biomédica para reabilitar paraplégicos e tetraplégicos.

Dessa união foi construído um aparelho que recupera funções perdidas, como se alimentar sozinho, chamado de estimulador elétrico neuromuscular. Ele permite, por meio de eletrodos colocados na cabeça dos doentes, estimular determinados neurônios e músculos. “Nas duas formas de paralisia, o paciente sofre uma lesão na medula. Porém, é possível reabilitar uma parte das funções”, informa Percy Nohama, engenheiro biomédico da PUC de Curitiba. Depois de quatro anos utilizando o equipamento, eles estão satisfeitos. “Obviamente que depende do estado do paciente, mas quando dá certo é um grande progresso.”

Fonte: http://www.terra.com.br/istoe/1618/medicina/1618circo_hospitais.htm

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Doença de Crohn: O que Você Precisa Saber


Em 1932, o médico americano Burril B. Crohn publicou um artigo com alguns colegas descrevendo uma intrigante doença crônica que manifestava-se, principalmente, por surtos de inflamação intestinal. O distúrbio, mais tarde denominado Doença de Crohn (DC), na verdade trata-se de uma doença complexa que em geral acomete várias partes do corpo e não apenas o intestino.

Classificada no grupo das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), juntamente com a Retocolite Ulcerativa, a DC afeta cerca de 1 milhão de pessoas nos EUA anualmente - a maioria, adultos jovens antes dos 30 anos de idade. No Brasil, não existe estatísticas relacionadas às DII e provavelmente a incidência da DC é bem menor em comparação aos EUA. Entretanto, é possível que médicos pouco familiarizados com as manifestações da doença respondam por uma porcentagem significativa de casos não-diagnosticados, prejudicando o levantamento estatístico da doença no país.

O que sente uma pessoa com Doença de Crohn?

Cólicas intestinais logo após as refeições, em especial em torno do umbigo, é uma das manifestações mais freqüentes. A inflamação causada pela DC é mais comum na parte final do intestino delgado (íleo) e começo do intestino grosso (cólon ascendente), e distúrbios nestes segmentos provocam dor que é referida no meio da barriga ou próxima à virilha direita. Também pode ser observado raias de sangue nas fezes (ou mesmo sangue vivo), náuseas, perda de apetite, febre baixa e persistente, calafrios, fraqueza, desânimo, dores articulares e queda de peso.

Cerca de 1/3 dos pacientes apresentam complicações próximas ao ânus, como fístulas perianais (comunicações anômalas entre o reto e a pele em torno do ânus), fissuras e abscessos. As fístulas perianais recorrentes são tão comuns que a possibilidade de Doença de Crohn deve ser levada em conta em todos os pacientes com este distúrbio. Outro problema grave da DC é a formação de estenoses (estreitamentos) intestinais secundária à inflamação. Estes estreitamentos podem causar obstrução intestinal e necessidade de tratamento cirúrgico de urgência.

O processo inflamatório, contudo, não se restringe ao intestino. A artrite (inflamação das articulações) é a complicação extra-intestinal mais comum da DC. Na maioria dos casos, a dor é mais localizada nas costas e na região lombar - 20% dos pacientes com DC apresentam um distúrbio chamado Espondilite Anquilosante (basicamente, uma inflamação nos locais de inserção ligamentar na coluna lombar).

Os olhos demonstram algum grau de acometimento em 10% dos pacientes com DC (principalmente Uveíte e Irite). O tratamento da doença, à base de corticóides, pode fazer com que o paciente desenvolva osteoporose (diminuição na concentração de cálcio nos ossos). Pacientes com DC apresentam uma incidência maior de cálculos na vesícula biliar e nos rins e vias urinárias, provavelmente devido à problemas de absorção ao longo do trato gastrointestinal. Anemia é comum. A transformação da doença para câncer, apesar de possível, não ocorre em 90% dos pacientes.

O que causa esta doença?

Ainda não se conhece a causa exata da DC. Especula-se sobre interação de bactérias da própria flora intestinal com alterações imunológicas de origem genética, mas nenhuma pesquisa produziu resultados conclusivos.

Como é dado o diagnóstico?

Inicialmente, é preciso que o médico suspeite da ocorrência da doença. Apenas isto já garante boa parte dos diagnósticos. O médico pode solicitar um exame endoscópico do intestino baixo (retossigmoidoscopia ou colonoscopia) para melhor avaliar a presença de lesões. Estenoses e granulomas inflamatórios podem ser observadas e áreas suspeitas devem ser biopsiadas. Fístulas comunicando segmentos intestinais com a vagina, bexiga, rins ou mesmo entre alças intestinais são melhor avaliadas através de estudos radiográficos: uma substância radiopaca (que aparece branca no raio-X) é injetada nas vias urinárias, vagina ou intestino (ou pode, ainda, ser ingerida pelo paciente ou administrada por via endovenosa) e uma série de radiografias é realizada para estudo do trajeto fistuloso.

Inflamações oculares, articulares, renais e outras formas de acometimento em outros sistemas do corpo são avaliadas seguindo protocolos adequados para o órgão ou local afetado.

Não existe um teste sangüíneo ou biópsia que sele o diagnóstico de Doença de Crohn. Esta moléstia é definida por um conjunto de alterações. Caso o médico não tenha a DC em mente, ele pode não relacionar devidamente as dores articulares de um determinado paciente às queixas crônicas de má-digestão do mesmo.

Como a DC é tratada?

A doença de Crohn é uma doença de tratamento difícil, exigindo uma grande harmonia na relação médico-paciente. As recidivas são relativamente comuns e mesmo pacientes fiéis ao tratamento instituído podem apresentar complicações que necessitem de tratamento cirúrgico (isto é esperado em algum momento da evolução da doença em 70% dos indivíduos que sofrem de DC). A cirurgia não significa insucesso ou incapacidade do médico em resolver o problema, mas faz parte do curso esperado da doença. Fístulas e estenoses muito intensas, por exemplo, normalmente precisam ser operadas.

A dieta é uma parte importante do tratamento. Alimentos muito condimentados costumam piorar o desconforto intestinal nas fases de atividade da doença. Uma dieta bem balanceada, com pouca gordura e rica em vitaminas é essencial, uma vez que a DC dificulta a absorção de muitos nutrientes. Suplementos vitamínicos podem ser indicados, mas não faça uso deles sem antes conversar com seu médico.

Vários medicamentos podem ser utilizados no tratamento clínico da DC. As drogas classificadas como Aminossalicilatos (Sulfassalazina e Mesalamina) representaram grande avanço na terapia da DC e têm sido empregadas há bastante tempo e com bom índice de sucesso. Ajudam a diminuir os sintomas e manter a doença em remissão.

Também podem ser empregados corticosteróides (ex: prednisona, hidrocortisona), imunomoduladores (ex: azatioprina, ciclosporina, 6-mercaptopurina, metotrexate) e antibióticos (ex: metronidazol, ciprofloxacin). Todos estes remédios são indicados para casos específicos e só devem ser consumidos sob orientação médica restrita.

Recentemente, foi aprovada uma nova e promissora droga nos EUA para combater a DC. Este medicamento, chamado Infliximab, na verdade é um anticorpo monoclonal produzido por engenharia genética. Ainda não disponível no Brasil, tem mostrado resultados surpreendentes, com excelente resposta na redução dos sinais e sintomas da doença - uma única dose parece produzir benefícios por 8 a 12 meses. Estão sendo realizados vários estudos para avaliar a segurança deste medicamento a longo prazo, bem como possíveis interações medicamentosas perigosas, mas a engenharia genética já abriu uma janela importante para o tratamento da Doença de Crohn, trazendo mais esperança e conforto para milhões de pessoas que sofrem deste distúrbio no mundo todo.

Referências Bibliográficas:

1. Boletins online da Crohn´s & Colitis Foundation of America.
2. Boletim online da Conferência sobre Doença de Crohn promovida pelo National Institutes of Health (NIH) em Bethesda (Maryland, EUA), 14 de dezembro de 1998.

3. Doença de Crohn / parte I. http://www.bibliomed.com.br
4. Doença de Crohn / parte II - Complicações. http://www.bibliomed.com.br
5. Doença de Crohn / parte III - Tratamento. http://www.bibliomed.com.br

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