sábado, 31 de outubro de 2009

Prova de seleção de fisioterapeuta da Unipampa 2009 - Gabarito e Comentários

"Atendendo a pedidos, deixo hoje publicados os comentários sobres as 10 primeiras questões da prova de fisioterapeuta para a Unipampa, Rio Grande do Sul.
Eu particularmente acho o modelo de prova da CESPE muito difícil... pois para cada questão que acertar, o candidato ganha 1 ponto, e para cada questão que errar é descontado 1 ponto (ponto negativo).
Não sei dizer se este é o melhor jeito ou o mais justo. O importante é saber que em alguns momentos não temos escolha. Se você quiser passar em um concurso público você deve estar preparado para encarar este tipo de prova.
Quem quiser fazer o download da prova, basta acessar: " Fonte no final do post)

http://www.cespe.unb.br/CONCURSOS/_antigos/2008/FUNDAC2008/arquivos/FUNDAC_004_4.pdf

31) A fisioterapia respiratória pode ser utilizada em pacientes críticos ou não, com o objetivo de prevenir e(ou) tratar complicações respiratórias. Assinale a opção correta quanto aos procedimentos utilizados nessa modalidade terapêutica.
A) A hiperoxigenação deve ser utilizada previamente ao procedimento de aspiração endotraqueal para minimizar a hipoxemia induzida pela aspiração traqueal.
B) Entre os sistemas de aspiração aberto e fechado, o sistema aberto determina menor risco de hipoxemia, de arritmias e de contaminação e deve ser o preferido.
C) Uma vantagem da liberação do paciente do ventilador mecânico é o treinamento dos músculos respiratórios por meio da redução da sensibilidade de disparo dos ventiladores.
D) Os umidificadores aquecidos e os trocadores de umidade não determinam bons resultados clínicos para umidificação dos gases durante a ventilação invasiva



COMENTÁRIO.
Olha, gostei desta questão, pois foi bem elaborada e abrange um tema relevante e sem decorebas inúteis. Mas deixa eu parar de rasgar seda e ir logo ao que interessa.
Em relação à alternativa "A", os métodos mais comumente utilizados na prevenção da hipoxemia, durante a aspiração endotraqueal de pacientes críticos e em ventilação artificial, são: hiperoxigenação, hiperinflação, hiperoxigenação com hiperinflação e o sistema fechado de aspiração endotraqueal.
Para quem quiser saber mais, encontrei um artigo de revisão enfermagem cuja leitura ajudará bastante a quem tiver dúvidas sobre o tema. PREVENÇÃO DA HIPOXEMIA DURANTE A ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL
Na alternativa B, o candidato que tivesse a mínima idéia do que é um sistema aberto e fechado conseguiria facilmente identificá-la como falsa. Pois o sistema fechado de aspiração foi elaborado especialmente para minimizar contaminação e hipoxemia. Mas aqui cabe uma informação interessante: Alguns trabalhos recentes sobre o tema identificaram que, na prática, este sistema não é todas essas coisas que os livros afirmam ser: Em uma revisão sistemática publicada em 2008, os autores concluem que o sistema fechado parece aumentar o risco de colonizacao, mas traz as vantagens de nao diminuir os volumes pulmonares e nao acarretar queda de saturacao especialmente em pacientes com insuficiencia respiratoria grave e em uso de niveis altos de PEEP. Opinião corroborada por um outro trabalho de revisão de 2009
disponível no site http://www.scielo.br/pdf/rbti/v21n1/v21n1a12.pdf. Esta observação não torna a alternativa verdadeira, pois o sistema fechado determina realmente uma menor queda na saturação e consequentemente menor risco de arritmia para o paciente. Alternativa "B": FALSA.
Em relação a alternativa "C", se você libera o paciente da ventilação mecânica (eu entendo isso como desmame), Não é necessário e nem possível influenciar a musculatura respiratória por meio de mudanças da sensibilidade. Porém, ao estudar o assunto desta alternativa, encontrei um artigo de revisão no Jornal Brasileiro de Pneumologia que investigou o único artigo publicado sobre o fortalecimento utilizando a sensibilidade do ventilador e concluiu que: "O treinamento dos músculos respiratórios por meio da redução da sensibilidade de disparo dos ventiladores não é fisiológico e parece não representar vantagem na liberação do paciente do ventilador, não sendo recomendada por este Consenso", com um grau de recomendação: B.
Acho que a alternativa "D" não merece sequer comentários.
GABARITO: Alternativa A
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32) Entre as técnicas de crioterapia utilizadas para o tratamento de entorse de tornozelo de Grau I, após o décimo dia da lesão, a mais indicada é a de
A) bolsa de gelo com degravitação, compressão, repouso e estabilização.
B) criocinética.
C) spray frio.
D) bolsa química.

Quando li esta questão, me pareceu moleza encontrar a resposta, afinal aprendemos na faculdade que as entorses de tornozelo são classificadas da seguinte maneira:
Grau I - ligamento preservado, processo álgico ligamentar e edema local.
Grau II - frouxidão ligamentar, dor intensa, edema difuso + hematoma.
Grau III - ruptura ligamentar parcial ou total, provável fratura por avulsão, dor intensa, instabilidade, edema difuso e hematoma.
E que o tratamento seria:
Grau I - Crioterapia + compressão + elevação + fortalecimento muscular + propriocepção.
Grau II - imobilização de 3 a 4 semanas. Após 20 dias faz-se: crioterapia + fortalecimento muscular + propriocepção.
Grau III - cirúrgico.
Fonte: http://br.geocities.com/fisioterapiabsb/artigos/e009.html

Confesso que nunca tinha ouvido falar em criocinética, se eu estivesse fazendo a prova, com certeza ee marcaria a alternativa "A". Porém, ao pesquisar sobre o assunto realmente fiquei em dúvidsa quanto ao gabarito correto pois na minha opinião as alternativas "A" e "B" estariam corretas. Neste pono, aparentemente não há consenso quanto a qual técnica de crioterapia é mais indicada na fase crônica de entorse de tornozelo. O Gabarito oficial é alternativa "A". Mas de qualquer modo, deixo a seguir os links para quem quiser saber mais sobre o assunto.
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/crioterapia2.htm
http://www.findyourself.com.br/site_antigo/boletins/fisioterapia/032crioterp.html
http://www.efdeportes.com/efd81/criot.htm
http://fisio100.blogs.sapo.pt/4269.html
http://fisioterapeutasplugadas.zip.net/arch2008-02-03_2008-02-09.html

GABARITO: Alternativa "A"

Um leitor do blog chamado Vitor deixou um comentário que vale a pena ser lido sobre a questão acima:

Gostaria de comentar a questao 32 (sobre a crioterapia). Ao meu ver, a resposta correta seria a B. O motivo pelo qual penso isso e que analisando o fato de que ja se foram 10 dias, a fase aguda da inflamacao ja cedeu. Por tanto, seria inutil combater um edema (compressao e elevacao) que provavelmente jah nao esta mais em evolucao. Acho que a criocinetica seria muito mais indicada, ja que na fases de reparo e remodelamento seria interessante o movimento (pela questao nutritiva) e a tensao causada pelo mesmo nas fibras colagenas (no sentindo de realinhamento). A criocinetica, ao meu ver, seria a mais indicada, por promover o movimento precoce livre de dor. Vi que vocë disse que nao havia ouvido falar muito de criocinetica. Gostaria de indicar o livro CRIOTERAPIA, do Knight! Vale a pena ler. Espero ter colaborado mais um pouquinho com esse trabalho legal que voce faz por aqui.
PS - desculpe a falta de pontuacao e acentuacao... meu windows ta maluco.

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33) Um paciente que apresente sinal positivo para o teste especial de Ely deve ser tratado com exercício terapêutico visando ao alongamento do(s)
A) músculo retofemoral.
B) adutores de quadril.
C) músculo tensor da fáscia lata.
D) músculos isquiotibiais.



Essa pergunta avalia se o candidato conhece o teste ortopédico de Ely. Infelizmente não tem jeito. Se o sujeito pretende passar em um concurso público, uma das etapas é decorar o maior número possível de nomes exóticos de testes ortopédicos. Eu particularmente considero isso uma tremenda crueldade com o candidato, mas . . . fazer o quê? Voltando ao assunto: O teste de Ely avalia se o reto femoral está encurtado. O paciente deita-se em prono e o examinador flexiona passivamente o joelho do paciente. Se durante a flexão ocorrer flexão de quadil na mesma perna, isso indca que o reto femoral está encurtado, como na foto abaixo:



Portanto, se o teste de Ely é posito, significa que o reto femoral está encurtado e que precisa ser alongado.

GABARITO: Alternativa "A"

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34) Acerca dos procedimentos de fisioterapia utilizados durante a ventilação mecânica, assinale a opção correta.
A) A expansão e a reexpansão pulmonar diminuem a pressão alveolar, promovendo a expansão de unidades alveolares colabadas.
B) A terapia com PEEP promove a expansão alveolar ao final da inspiração.
C) A percussão e a vibração transmitem, através da parede torácica, uma onda de energia à broncodilatação.
D) A hiperinsuflação, em que se desconecta o paciente do ventilador, seguida de insuflação pulmonar com ressuscitador manual, ocorre com aplicação de volume de ar maior que o correntemente utilizado.


Em relação à alternativa "A": Para a expansão pulmonar é necessário que ocorra aumento da pressão alveolar (igualzinho uma bexiga de aniversário) se você diminuir a pressão, conforme o enunciado, você estará diminuindo também o volume alveolar e causando um colabamento deste alvéolo. Portanto a alternativa "A" é Falsa.
Quanto ao enunciado da alternativa "B", a sigla PEEP significa Pressão Positiva Expiratória Final (Positive End Expiratory Pressure). Portanto a alternativa "B" também é falsa pois indica que a pressão é inspiratória.
A alternativa "C" também é falsa, pois as ondas de energia produzidas pela percussão e vibração torácica tem como objetivo a mobilização e a modificação das características reológicas das secreções. Sendo que, em alguns casos, podem até causar broncoespasmo. POrtanto a alternativa "C" também é falsa.
OK galera, agora ficou fácil né? alternativa "D" é verdadeira por simples exclusão. É um enunciado até óbvio, pois se você deseja hiper-insuflar, então você precisa insuflar mais do que o normal. Sendo que o normal é o Volume Corrente.
GABARITO: Alternativa "D"
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35) Um paciente com diagnóstico médico de neurotmese apresentou, no exame de estesiometria, perda da sua esteriognosia e da sua iliognosia na área do dermátomo do nervo ulnar. Considerando o caso clínico acima, assinale a opção correspondente aos estímulos sensoriais que devem ser recuperados no tratamento fisioterapêutico.
A) temperatura e forma de objetos
B) discriminação de dois pontos e textura
C) forma de objetos e textura
D) discriminação de dois pontos e temperatura
Entendeu alguma coisa? sabe o que é esteriognosia? iliognosia? nem eu. Vamos conferir cada um desses nomes estranhos:
Neurotmese: As lesões traumáticas dos nervos periféricos foram classificadas por Seddon em neuropraxia, axonotmese e neurotmese. A neurotmese é transsecção total do nervo. Para quem quiser estudar os outros termos tem um bom resumo no site: http://www.emglab.com.br/html/trauma_de_nervos.html e também no fisioweb
Estesiometria: A estesiometria é um teste de sensibilidade tátil. Geralmente se utiliza os monofilamentos de Semmes-Weinstein. O teste é baseado no princípio de que a força necessária para curvar um determinado fio é a mesma em todas as tentativas, o que permite uma boa reprodutibilidade do método. Fontes: O diabetes melito e a desnervação dos membros inferiores: a visão do diabetólogo e A IMPORTÂNCIA DO USO DOS MONOFILAMENTOS DE SEMMES-WEINSTEIN NO EXAME DE SENSIBILIDADE DO PACIENTE PORTADOR DE HANSENÍASE
Esteriognosia: Gnosia é o reconhecimento de objetos através dos órgãos dos sentidos. O exame da gnosia é realizado através da visão, da audição, do olfato e do tato. A gnosia tátil (estereognosia) é avaliada com os dedos do paciente fechados. Estereognosia é capacidade de reconhecer um objeto com a mão sem o auxílio da visão. Fonte: Portal da Fisioterapia
Iliognosia: Essa eu fico devendo pois não encontrei o significado desta disfunção.
Muito bem, fico devendo uma explicação racional para esta pergunta. Pelo enunciado dá pra saber que o paciente tem um comprometimento da transmissão das informações táteis, mas as alternativas são muito parecidas. Se excluirmos as alternativas relaciondas à estímulação térmica, eliminamos metade das alternativas, sobrando 50% de chance de acerto pelo "chute".
O Gabarito oficial indica a alternativa "C" como verdadeira, De onde se conclui que iliognosia é a perda do reconhecimento de texturas.
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36) Na utilização da terapia por ondas curtas, é importante o fisioterapeuta reconhecer as implicações biofísicas no corpo humano, para que a terapia possa alcançar seus resultados de
forma segura e eficaz. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.
A) O aquecimento produzido pela diatermia de ondas curtas independe das propriedades elétricas do tecido dentro do campo eletromagnético.
B) A diatermia por ondas curtas não é capaz de aquecer tecidos mais profundos tanto quanto os agentes que aquecem os tecidos por condução.
C) Na aplicação da diatermia por ondas curtas do tipo contraplanar, ambos os eletrodos são aplicados no mesmo lado do membro.
D) As alterações que ocorrem no fluxo sanguíneo, em resposta ao tratamento pela diatermia por ondas curtas, são proporcionais à potência média fornecida aos tecidos do paciente.
Na alternativa "A" é afirmado que o aquecimento por Ondas Curtas independe das propriedades elétricas dos tecidos. Entenda-se por propriedades elétricas a condutividade elétrica (que rege o fluxo da corrente elétrica) e a permissividade (que rege a amplitude dos efeitos de polarização). A condutividade elétrica e a permissividade variam com o tipo do tecido do corpo e também dependem da freqüência do campo aplicado. Fonte: http://www.nuclear.radiologia.nom.br/diversos/diretrad.pdf Sabemos que a distribuição das temperaturas teciduais durante o uso de Ondas Curtas depende das propriedades dos tecidos, como calor específico, sendo que a distribuição da temperatura é também modificada pela condutividade térmica dos tecidos. Assim, a alternativa "A" é falsa.
A Alternativa "B" inverte as propriedades das Ondas Curtas (aquecimento de tecidos profundos) com o de aquecimento por condução (calor superficial). Para saber mais sobre calor superficial acesse o link:
A Alternativa "C" pode ser excluída por simples dedução. Se é contraplanar, deduz-se que seja contra planos, ou seja: em dois planos contrários. Assim não poderiam ser do mesmo lado do membro.
A alternativa "D", indica que quanto maior a potência maior a alteração no fluxo sanguíneo. Esta alternativa está de acordo com os efeitos fisiológicos da diatermia por Ondas Curtas.
GABARITO: Alternativa "D"
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37) Considerando que a LER/DORT é resultante de uma relação social patológica, além de uma forma determinada de organização do trabalho e da utilização do corpo, assinale a opção correta acerca de fatores causais dessa afecção.
A) Atitude negativa em relação à vida é fator causal fisiológico da LER/DORT.
B) Atividades domésticas que exigem o uso de membros superiores são fatores causais biomecânicos.
C) Pausas curtas, ou inexistentes, entre os ciclos de trabalho são fatores causais de organização do trabalho.
D) O estilo de vida é fator causal psicológico dessa afecção
Vamos lá: Uma atitude negativa em relação à vida pode até ser um fator associado à LER/DORT, mas definitivamente não é reconhecido como fator causal. Alternativa "A" Falsa.
Em relação à "B", se o enunciado falasse em atividades domésticas que exigem o uso de membros superiores acima da linha do ombro, poderia ser verdadeira, mas a amior parte das atividades domésticas (assim como as laborais e recreativas) envolvem o uso de MMSS. Considero a alternativa "B" também como falsa
Se você trabalha ininterruptamente seja digitando, como empacotador, caixa de supermercado, taxista, ou mesmo fisioterapeuta, você estará sujeito à um stress biomecânico considerável, e a culpa é do processo de organização do trabalho, pois pequenas pausas durante a jornada de trabalho são necessárias. Portanto a Alternativa "C" é verdadeira.
A alternativa "D" não faz muito sentido, pois como eu disse na alternativa "A", o estilo de vida pode até ser umfator associado, mas creio que não um fator causal.
GABARITO: Alternativa "C"
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38) Uma criança com diagnóstico de atraso no desenvolvimento motor, estando em decúbito ventral e segurada pelo tronco, ao ser levada em direção ao solo, de cabeça para baixo, não apresenta a resposta de extensão dos braços e das mãos em direção ao solo. Nesse caso, essa criança terá a classificação de ausência do reflexo de
A) Landau.
B) pára-quedista.
C) Moro.
D) retificação.
Para responder esta questão vamos rever as alternativas:
Reação de Landau: Quando se levanta uma criança de bruços da mesa, apoiada apenas com a mão do examinador sob o tórax, a criança primeiro erguerá a cabeça, de maneira que a face esteja numa posição vertical, após esta elevação da cabeça ocorre uma extensão tônica da coluna e membros inferiores, que pode ser tão forte que todo o corpo da criança torna-se curvado para trás.
Reação de paraquedas: Também conhecida como Reação de Extensão Protetora. Esta reação consiste em duas fases. Na primeira fase ocorre a extensão do braço, punho e dedos, para atingir o solo ou, outro apoio. Na segunda fase a criança coloca o peso sobre o braço e a mão levada para o apoio.
Reflexo de Moro: Testa-se deslocando-se o centro de gravidade da criança, ou dando um estímulo visual ou sonoro. Como resposta vai haver uma abdução e extensão dos membros. Em seguida ocorre a adução e flexão dos membros.
Quanto a reação de retificação, existe a reação óptica, labiríntica e cervical de retificação. Para inmaiores detalhes sobre os reflexos e reações consulte o site http://www.geocities.com/bia_franco/reflexos.html
Pela descrição, dá pra perceber que a alternativa "B" é a que se encaixa melhor na descrição.
GABARITO: Alternativa "B"
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39) Um paciente idoso, atendido em seu domicílio, onde não é possível dispor de exames computadorizados específicos, necessitando ter seu equilíbrio examinado para posterior prescrição terapêutica de treinamento funcional, deve ser avaliado pelo teste de
A) Romberg.
B) Oxford.
C) caminhada de 6 minutos.
D) Kat’z.
Em relação à alternativa "A", O teste de Romberg é realizado com o paciente em pé, com os pés juntos e os olhos fechados. Se o paciente cair, pode indicar uma disfunção cerebelar. Se cair sempre para o mesmo lado, pode indicar uma disfunção vestibular. Portanto é um teste que avalia o equilíbrio.
O teste de Oxford é aquele de força muscular graduado de 0 a 5, portasnto alternativa "B" é falsa.
O teste de caminhada de 6 minutos também não é um teste de equilíbrio
A alternativa D relaciona-se ao índice de Katz, o qual serve para avaliar a capacidade funcional do indivíduo idoso. Trata-se de uma lista de seis itens hierarquicamente relacionados e refletem os padrões de desenvolvimento infantil, ou seja, que a perda da função no idoso começa pelas atividades mais complexas, como vestir-se, banhar-se, até chegar as de auto regulação como alimentar-se e as de eliminação ou excreção.
GABARITO: Alternativa "A"
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40) Segundo a escala de graduação manual da força de contração muscular do assoalho pélvico, sugerida pela Sociedade Internacional de Continência, a força muscular classificada em grau 3 significa uma função perineal
A) ausente, reconhecida somente à palpação.
B) débil, reconhecida à palpação.
C) totalmente ausente.
D) objetiva e resistência opositora, que não é mantida à palpação
Tudo bem, eu confesso, não sei absolutamente nada de avaliação ginecológica. Mas não me envergonho disso, pois graças a Deus existe a internet. A avaliação funcional do assoalho pélvico proporciona a noção da capacidade de contração do assoalho pélvico, bem como a manutenção dessa contração na vigência de exercício físico. Tem importância clínica no tratamento conservador da incontinência urinária, por facilitar o manejo terapêutico. Entre as técnicas de avaliação do assoalho pélvico, aquela descrita por Ortiz mostra-se simples e de fácil execução durante o exame ginecológico: ao exame vaginal, solicita-se à paciente que contraia e mantenha a contração dos músculos perineais ao redor do dedo do examinador. Assim, gradua-se a capacidade de contração dessa musculatura, avaliando-se de modo mais objetivo a função muscular do assoalho pélvico:
grau 0: sem função perineal objetiva, nem mesmo à palpação;
grau 1: função perineal objetiva ausente, reconhecida somente à palpação;
grau 2: função perineal objetiva débil, reconhecida à palpação;
grau 3: função perineal objetiva e resistência opositora, não mantida à palpação;
grau 4: função perineal objetiva e resistência opositora mantida à palpação por mais de 5 segundos.
Portanto
GABARITO: Alternativa "D"


41) Acerca da mielomeningocele, assinale a opção correta.
A) Não provoca atraso no desenvolvimento do controle sobre a cabeça e do tórax, independentemente das complicações comumente associadas a essa doença.
B) Na mielomeningocele lombossacra, o paciente apresenta paralisia espástica e atrofia muscular.
C) Deve-se retardar o máximo possível a prescrição e o uso de órteses de membros inferiores para não atrasar ainda mais o desenvolvimento motor da criança acometida dessa doença.
D) O carrinho de Chailey é uma adaptação de locomoção a ser indicada assim que a idade do paciente permitir.

Acho que a melhor forma de responder esta questão é com um mini resumo sobre mielomeningocele.
A mielomeningocele é um tipo de disrafismo espinhal, ocasionado por uma falha de fusão dos arcos vertebrais posteriores e displasia (crescimento anormal) da medula espinhal e das membranas que a envolvem. Este disrafismo espinhal pode gerar paralisias (principalmente flácidas) e hipoestesias dos membros inferiores.É importante sabermos que apesar de ser mais comum em coluna lombar, a mielomeningocele pode ocorrer em qualquer nível da medula. Assim, nos casos de mielomeningocele em região torácica ou lombar alta, a paralisia flácida irá comprometer o controle de tronco desta criança. Além disso, a hidrocefalia é uma complicação comum na mielomeningocele. Em alguns casos, o aumento do perímetro cefálico (e conseqüentemente aumento do peso da cabeça) causado pela hidrocefalia atrasa a aquisição do controle de cabeça. Portanto a alternativa “A” é falsa.A alternativa “B” também é falsa, pois se deduz que na mielomeningocele lombosacra teremos o comprometimento da cauda eqüina e conseqüentemente paralisia flácida (não ocorre espasticidade quando a lesão acomete a cauda eqüina).A alternativa “C” está errada, pois as órteses de membros inferiores devem ser indicadas o mais precocemente possível, para favorecer a aquisição da marcha além de todos os benefícios do ortostatismo sobre as funções pulmonar, renal, digestiva e ossos. ... Quanto ao carrinho de Chailey, este é um recurso clássico para locomoção d epacientes com mielo.
Gabarito: alternativa “D”


Para saber mais: http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/neuro/mielo_brena/mielomeningocele.htm


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42) Para o fisioterapeuta que trabalha com paciente idoso, o sistema cardiovascular desse paciente deve receber atenção especial no que diz respeito a exercícios, técnicas e métodos terapêuticos aplicados. Considerando a fisioterapia para esses pacientes assinale a opção correta.
A) A fisiopatologia cardíaca pode ser demonstrada, entre outras formas, por diminuição no volume diastólico.
B) Os digitálicos e os bloqueadores de cálcio são reconhecidos inibidores do risco de quedas.
C) O tratamento com piscina aquecida pode ser sinérgico com os medicamentos anti-hipertensivos.
D) O terapeuta deve estar atento para a presença de tontura e síncope, que podem ocorrer devido a pressão arterial alta, principalmente ao se passar rapidamente da posição sentadapara a de pé.

Agora baixou o professor Pasquale! Sinergia deriva do grego synergía, cooperação sýn, juntamente com érgon, trabalho. Em relação a uma abordagem terapêutica, podemos interpretar sinergia como a combinação dos efeitos de duas ou mais condutas, nas quais o efeito final é superior à soma dos efeitos de cada uma delas isoladamente.
Muito bem galera, não sou especialista em reabilitação cardíaca. Por isso mesmo não tenho certeza se a alternativa “A” está certa ou não Principalmente porque a pergunta não especifica a qual cardiopatia a diminuição do volume diastólico está associada. Portanto, por ignorância minha e por uma questão pouco específica, eu marcaria esta alternativa com uma interrogação bem grande e seguiria com atenção redobrada para as alternativas seguintes.
Em relação a alternativa “B”, concluo que é falsa, pois estes medicamentos não são fatores de prevenção de quedas em idosos. No caso da alternativa “C”, ela está correta, pois a imersão em piscinas aquecidas causa vasodilatação periférica, diminuindo a Pressão Arterial.
A alternativa “D” também está errada pois a hipertensão geralmente é silenciosa, Embora alguns pacientes relatem cefaléia quando estão com a pressão arterial alta geralmente esta condição não gera sinais ou sintomas até que seja tarde demais (um AVC por exemplo). Além disso, ao passar rapidamente de sentado para de pé, a tendência é de queda brusca da pressão arterial, a qual pode gerar tontura e síncope.
Mais uma vez, por exclusão conclui-se que o gabarito é a alternativa “C”


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43) Um paciente que apresente um pé cavo deve receber como indicação ortótica terapêutica palmilha com
A) cunha externa em calcâneo.
B) barra retrometatarsiana.
C) cunha interna de calcâneo.
D) apoio retrocapital do primeiro metatarso.

Gabarito: Alternativa "A”.... Eu assumo minha ignorância no tema, alguém se candidata a responder???

Uma alma caridosa atendeu a meus pedidos !!!
A Dra Manuele Jardim complementa a resposta com a seguinte informação:
" Em casos de pé cavos, é necessário que exista uma elevação (cunha) na região lateral do pé e de preferência um pouco mais posterior como uma cunha externa em calcâneo. Pois desta forma o peso do corpo é deslocado medialmente na região cava diminuindo este ângulo e alongando um pouco. "
Pois bem... agradeço a gentileza da colega em compartilhar seus conhecimentos.

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44) Para um paciente que apresente o teste especial de Bunnel Littler positivo, a mecanoterapia mais adequada deve ser feita com a utilização de
A) prancha de propriocepção de tornozelo.
B) tábua de quadríceps.
C) digiflex – exercitador de dedos.
D) cama elástica.

OK, lá vamos nós para mais um capítulo de “memorizando nomes estranhos de testes ortopédicos”.
O teste Bunnel-Littler diferencia o encurtamento dos interósseos da contratura capsular em pacientes com dificuldades para flexão da articulação interfalangenana proximal (AIP). A articulação metacarpofalangenana (AMF) é mantida em alguns graus de extensão. Se o paciente é incapaz de fletir a AIP, a AMF é então mantida em flexão e uma nova tentativa de fletir a AIP é realizada. No caso de encurtamento dos músculos interósseos, o paciente será capaz de fletir a AIP na segunda manobra. Porém se houver contratura capsular o paciente não conseguirá fletir a AMF em nenhuma das duas posições.
Portanto, depois desta explicação fica claro que estamos falando da mão. A única alternativa aceitável como Gabarito é a Alternativa “C”.


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45) Um paciente com 64 anos de idade, amputado em um terço superior de coxa por causa vascular, cardiopata, hipertenso e diabético, realiza treinamento inicial cardiorrespiratório e de
equilíbrio pré-protetização. Com referência a esse caso clínico hipotético, assinale a opção
correspondente à modalidade ou técnica terapêutica contra-indicada para esse paciente.
A) exercícios de flexão de membros superiores com bastão, associados a respiração
B) exercícios de fortalecimento de musculatura residual em piscina terapêutica aquecida
C) treino de ortostatismo sem prótese, em barras paralelasD) treino de equilíbrio de tronco sentado, em bola suíça

Muito bem, temos aqui um caso clínico de um senhor diabético com complicações importantes. Deixe-me fazer algumas considerações sobre o caso. Em relação à cardiopatia, o enunciado não especifica a gravidade, porém analisando as alternativas percebemos que todas incluem atividades de pequeno a moderado esforço, com exceção das alternativas “B” (não especifica a intensidade do fortalecimento e a “D” (algumas atividades na bola suíça podem ser bastante intensas). O fato do paciente ser hipertenso (embora mais uma vez o enunciado não especifique a gravidade da hipertensão e nem se está controlada) também me deixaria tentado a considerar as alternativas “B” e “D” como incorretas. Porém, o “X” da questão está no fato do paciente ser diabético, com um insuficiência vascular a ponto de causar uma amputação. Ora bolas! Nem pensar em botar um cara desses em uma piscina aquecida! Se ele já tem insuficiência venosa, isto é: Se as válvulas que existem dentro das veias não estão conseguindo conduzir o sangue venoso para o centro do corpo, seria muito perigoso botá-lo em uma piscina aquecida (causa vasodilatação periférica, agravando ainda mais o retorno venoso insuficiente.
Gabarito: Alternativa “B”



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46) Em um paciente que apresenta marcha parkinsoniana, observou-se a diminuição do tamanho de seu passo, característico desse padrão de marcha. Assinale a opção correspondente à distância que deverá ser aumentada durante a marcha para melhorar o padrão apresentado por esse paciente.
A) de um calcanhar até o calcanhar do pé oposto
B) de um calcanhar até o toque do calcanhar do mesmo lado
C) de um calcanhar até a ponta do pé do lado oposto
D) da ponta de um pé até a ponta do pé do lado oposto


Putz! Na minha opinião essa questão merecia ser anulada. Ela foi aparentemente formulada para cobrar do candidato se ele(a) sabe a diferença entre passo e passada. “O passo é definido como a distância entre o ponto onde o calcanhar de um membro toca o solo, e o ponto em que o calcanhar do membro contralateral toca o solo”. Enquanto que passada é “a distância entre o ponto onde o calcanhar de um membro contacta o solo e o ponto em que este mesmo calcanhar volta a tocar o solo”.
Aqui vai uma pequena observação que justificaria a anulação: A distância entre o toque de um calcanhar até o calcanhar do pé oposto (alternativa “A”) é a mesma distância que existe entre a ponta de um pé até a ponta do pé do lado oposto (naturalmente assumindo que o paciente, assim como boa parte dos seres humanos, tem os pés aproximadamente do mesmo tamanho)
Gabarito: Alternativa “A” (sob protestos)



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47) Um paciente com doença de Legg-Calvé-Perthes deve receber prioridade no alongamento dos músculos:
A) abdutores de quadril.
B) flexores de quadril.
C) adutores de quadril.
D) extensores de quadril.


A Doença de Legg-Calvé-Perthes é caracterizada basicamente por necrose avascular da cabeça do fêmur e o quadro clínico é manifestado por dor, limitação da amplitude articular de movimento e claudicação, sendo esses sintomas variáveis em intensidade para cada paciente.
Em linhas gerais, o tratamento conservador consiste em obter e manter a mobilidade do quadril e prover a manutenção da cabeça do femural dentro do acetábulo. Para identificar a alternativa correta, o candidato precisa não só conhecer a definição e etiologia da Doença de Legg-Calvé-Perth, mas principalmente saber que uma complicação possível é a subluxação de quadril devido ao remodelamento e perda do contorno da cabeça do fêmur. Para que isso não ocorra é preciso que a cabeça do fêmur se mantenha em uma posição ideal dentro do acetábulo, e neste caso, a posição é a de abdução do quadril.Assim, para alongarmos os abdutores, é preciso realizar uma adução de quadril (movimento que favorece a luxação de quadril) Portanto a Alternativa “A” é falsa.O alongamento dos flexores e extensores não atua diretamente sobre o plano ideal para manter a cabeça do fêmur dentro do acetábulo. Assim eu também desconsidero as alternativas “B” e “D”.
A alternativa correta é a letra “C”, pois o alongamento dos adutores impede a contratura em adução (a qual facilitaria a luxação) além de que durante o próprio procedimento de alongamento estaríamos favorecendo o posicionamento ideal da cabeça do fêmur no acetábulo.
Gabarito: Alternativa “C”

Para saber mais
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-13072006-091428/
http://www.crefito3.com.br/revista/usp/05_05_08/pdf/51_57_legg_calve.pdf
http://www.interfisio.com.br/index.asp?fid=84&ac=1&id=6


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48) Para paciente com quadro de artrite reumatóide é contra-indicado o tratamento com
A) alongamento passivo.
B) ultra-som contínuo.
C) crioterapia.
D) exercício de fortalecimento muscular isométrico


A Artrite Reumatóide é uma doença caracterizada por um quadro inflamatório crônico com sinovite poliarticular persistente. É uma doença que apresenta fase aguda (inflamatória) e fase latente. Embora não seja explicitado na questão, acredito que se refira ao tratamento na fase aguda, na qual o calor profundo proporcionado pelo Ultra som é inquestionavelmente contra indicado. Se não em engano, mesmo na fase latente o calor profundo não é indicado. Gabarito: Alternativa “B”


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49) Exercício terapêutico de contração excêntrica é aquele em que durante a contração muscular, ocorre
A) aproximação da origem e inserção muscular.
B) controle da relação velocidade × força.
C) manutenção do comprimento muscular.
D) afastamento da origem e inserção muscular.

Relembrando os tipos de contrações musculares:Isométrica (Estática) – ausência de movimento articular observável, manutenção do mesmo comprimento muscular.Isotônica- Contração em que o esforço muscular é constante através de toda a excursão muscular.Concêntrica - Contração em que ocorre um encurtamento muscular (aproximação de origem e inserção)Excêntrica- Contração em que se observa um alongamento muscular (afastamento da origem e inserção) Portanto, Gabarito: Alternativa “D”


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50) De acordo com o Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Resolução COFFITO n.º 10), não é proibido ao fisioterapeuta
A) negar assistência, em caso de indubitável urgência.
B) colocar seus serviços profissionais à disposição da comunidade em caso de guerra, catástrofe, epidemia ou crise social, sem pleitear vantagem pessoal.
C) delegar suas atribuições, salvo por motivo irrelevante.
D) dar consulta ou prescrever tratamento, mesmo que seja por meio de correspondência, jornal, revista, rádio, televisão ou telefone.

Galera, não tem como explicar. È preciso ler a RESOLUÇÃO COFFITO-10
http://www.crefito4.com.br/cof10.htm

Considerando que, em uma criança com paralisia cerebral do tipo diplégica espástica, o padrão de posicionamento dos membros inferiores influencia o desempenho da marcha, julgue os itens que se seguem.
51) Uma das marchas características em crianças com esse tipo de paralisia cerebral é a chamada marcha em agachamento.
Resposta: Na diplegia espástica é possível observar dois padrões de marcha: um padrão denominado de “marcha em agachamento” (também chamada marcha agachada, ou “crouch gait”), caracterizada pela flexão excessiva do quadril e joelho, flexão plantar excessiva do tornozelo e inclinação pélvica superior.
Somente a título de curiosidade: o outro tipo de alteração da marcha encontrada é a denominada “marcha em tesoura”.
Portanto, questão 51 está certa
fonte:http://www2.rc.unesp.br/eventos/educacao_fisica/biomecanica2007/upload/115-11-B-PARALISIA%20NAO%20IDENTIFICADO.pdf


52) A órtese tornozelo-pé (AFO) de reação ao solo está contra-indicada para o uso em crianças com esse tipo de paralisia cerebral.
As órteses AFO de reação ao solo são indicadas justamente para tentar evitar a marcha em agachamento.
Portanto, a questão 52 está errada.
Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1807-59322007000100010&script=sci_arttext&tlng=en
http://comunidadeaacd.ning.com/photo/photo/show?id=2406047%3APhoto%3A801


53) Em crianças com este tipo de paralisia cerebral, os dois membros inferiores podem apresentar posturas que variam em termos de gravidade.
Não encontrei referências para justificar minha resposta. Apenas me baseio em minha experiência clínica. De fato, o diplégico (assim como crianças com quadriplegia espástica), pode apresentar um dimídio mais acometido do que o outro, fazendo com que haja variação do ^^onus e postura entre as pernas.
Portanto, a questão 53 está certa.


Com relação às órteses de membros inferiores, julgue os itens abaixo:
54)
A órtese Parawalker é indicada para pacientes portadores de traumatismo raquimedular e mielodisplasias com lesões compreendidas entre os níveis T1 e L2.
O Parawalker é uma órtese longa desenvolvida com finalidade de promover o treinamento e assistência à marcha. Esta órtese possibilita marcha de quatro apoios (recíproca) com baixo gasto energético, sendo necessário o uso de bengala canadense ou andador.
Este equipamento está indicado para pacientes com lesão entre T4 e L1, que não possuam contraturas musculares. Estes pacientes devem ter um bom controle de tronco e extremidade superior forte e com boa mobilidade, pois o tutor não faz a sustentação de tronco sendo necessária a utilização de muletas canadenses ou andadores para realizar a marcha.
Estas informações são relevantes, e merecem algumas considerações. Mas antes devo informar que não tenho experiência com este tipo de órteses, sendo que baseio minhas reflexões nos conhecimentos teóricos de anatomia e fisiologia. Além disso, em termos práticos, uma lesão medular nunca é “como descrita nos livros”, existem níveis de preservação parcial da função motora e sensitiva as quais devem ser considerados em um paciente real. Dito isto, vamos ao que interessa.
Pois bem, como próprio nome diz, trata-se de um dispositivo para paraplégicos (se fosse para tetra se chamaria “tetrawalker” ou algo do gênero) Assim, logo de cara percebe-se que o paciente DEVE ter no mínimo função preservada em T1. Pacientes com lesão a partir de L2 poderão utilizar órteses menos complexas, uma vez que o equilíbrio de tronco está preservado (IMPORTANTE: Quanto mais baixo o nível de lesão lombar melhor a marcha e menor a necessidade de órteses)
Já que falamos em equilíbrio de tronco, é justamente aqui onde esta questão pode enrolar o candidato: Pacientes com lesão em T1 não tem o equilíbrio de tronco preservado. Este fato não inviabilizaria o uso da órtese parawalker, mas com certeza dificultaria muito seu uso.
O que quero dizer é: Na teoria, o principal pré-requisito para o parawalker é ter braços (força e motricidade em MMSS preservadas).
No mundo real, um pouco mais de tronco seria uma indicação para o uso adequado e funcional, entenda funcional como a capacidade de deambulação com um gasto energético aceitável. Afinal, não adianta nada o cara vestir o parawalker no quarto, se deslocar até a sala e ter de interromper o treino de marcha por estar exausto.
Então, se você se guiar pelos livros o gabario oficial é certa.
Fontes:http://www.portadeacesso.com/artigos_leis/proteses/parawalker.htm
http://portaldafisioterapia.com.br/index.php?pg=noticia&id=958


55) Presença de lesões em maléolo lateral, com o uso da órtese tornozelo-pé (AFO) podem ser causadas por desabamento do pé em eversão do tornozelo na fase de apoio da marcha.
Para solucionar esta questão o candidato deve simplesmente usar a lógica. Porém, esta lógica só poderá ser usada se você souber duas coisas:

(1) O que é uma AFO
(2) O que é um tornozelo evertido.

Não vou explicar o que vem a ser uma AFO, vou apenas chamar a atenção para o fato de comumente as AFOs envolverem o tornozelo e o pé. Normalmente elas são moldadas de forma a manter o tornozelo em posição neutra (isto é: nem invertido e nem evertido). Quem não conhece a AFO, dê uma olhadinha na figura abaixo, perceba como a órtese envolve os maléolos.

OK, agora vamos para uma definição breve e simples sobre eversão de tornozelo: Movimento no qual se vira a planta do pé em direção a parte lateral da perna. Ou em outras palavra: vira o pé "pra fora". Imagino que você esteja neste exato momento virando os pés pra dentro e pra fora. Caso não esteja fazendo isso, inicie imediatamente!
Perceba que ao virar o pé pra fora, o seu maléolo medial é "projetado" ainda mais em direção medial. Pois bem, agora ficou simples. Se eu tenho uma órtese envolvendo meu tornozelo, e esta órtese foi especialmente desenhada para mantê-lo em posição neutra, no momento em que eu faço uma eversão eu "projeto" meu maléolo de forma a empurrá-lo contra a órtese. veja na imagem abaixo como os maléolos mediais tendem a se projetar medialmente. Assim, pés evertidos causam lesões no maléolo medial e não no lateral.
Portanto questão 55 etá errada.


56) Encurtamentos de membros inferiores de 0,8 cm a 2,5 cm devem ser compensados com palmilhas três quartos, utilizadas dentro dos calçados convencionais.
Essa eu não sei responder. Peço ajuda aos universitários.
O gabarito oficial é errada.
Um colega colaborou com a resposta a esta questão deixando a seguinte informação:
"Palmilha 3/4 é indicada para pés com metatarsalgia, fascite plantar, hiperqueratose metatársica, alívio de dores nas cabeças dos metatarsos subluxados, tratamento das patologias do ante pé e absorção de impacto. Portanto não é indicada para discrepância de membros."
Valeu Marco Antônio.

57) O compressor dinâmico de tórax toracoesternal é indicado para pacientes com pectus excavatum.

Confesso que nunca tinha ouvido falar em "compressor dinâmico de tórax toracoesternal". Pesquisei o assunto e aprendi alguma coisa sobre o assunto. Infelizmente não posso acrescentar muito além do fato dele ser utilizado em pacientes com deformidade tipo "pectus carinatum" e não "pectus excavatum".
Acima a imagem do compressor dinâmico de tórax
Portanto questão 56 também está errada.
Para saber mais acesse os linkls abaixo
http://www.rbo.org.br/pdf/1999_nov_05a.pdf
http://www.orthopectus.com.br/fmetodo.htm
http://www.marloscoelho.com.br/conteudo.php?acao=deformidade&area=deformidade_pectuscarinatum&idioma=1



No paciente idoso, a presença de incontinência urinária e o comprometimento do assoalho pélvico acaba por gerar importantes limitações funcionais e queda na sua qualidade de vida. Com relação a esse tema, julgue os próximos itens.

58) Um dos sinais e sintomas do quadro de incontinência urinária de urgência, por hiperatividade do detrusor, com comprometimento da contratilidade da bexiga, é o elevado volume residual pós-miccional.

Incontinência urinária é a perda involuntária de urina. A síndrome da bexiga hiperativa ou síndrome de urgência é um diagnóstico clínico caracterizado por urgência miccional, com ou sem urge-incontinência, usualmente acompanhada de noctúria e de aumento da freqüência urinária. A hiperatividade do detrusor, por sua vez, refere-se a um diagnóstico urodinâmico que se caracteriza por contrações involuntárias do detrusor durante a cistometria.
A hiperatividade detrusora associada à hipocontractilidade vesical pode levar à urge-incontinência. Em outras palavras: a contração hiperreflexa do detrusor chega ate um nível suficiente para abrir o esfíncter, isto é, para ultrapassar a pressão intra-uretral, mas não para esvaziar totalmente a bexiga. Desse jeito temos uma situação paradoxal: incontinência urinaria com retenção residual.
Portanto , o gabarito é certa.
Fontes
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032007000900003&lng=pt&nrm=iso
http://www.projetodiretrizes.org.br/6_volume/30-IncontiUrinProp.pdf
http://www.uroginecologia.com.br/index/?q=node/6
http://www.misodor.com/INCONTINURIA.html


59) No controle da incontinência urinária por treino funcional, a intervenção por treinamento vesical tem como população-alvo os pacientes cognitivamente comprometidos.

Segundo o projeto diretrizes, a técnica de Micção Comandada é a técnica utilizada em pacientes com problemas cognitivos. Além disso, acredito que o termo "treino funcional" desta questão esteja relacionado ao fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e reeducação vesical. Atividades que necessitam de cooperação e uma certa dose de percepção corporal. Neste sentido, está disponível na web uma monografia que contém a seguinte observação:

"O ensino das contrações do assoalho pélvico, para a paciente praticar de modo regular sem auxílio, é uma das tarefas mais difíceis exigidas do fisioterapeuta, porque os músculos não estão diretamente visíveis, tanto para a paciente como para o fisioterapeuta, e não pode ser usada uma demonstração"
POLDEN, M.; MANTLE, J. Fisioterapia em obstetrícia e ginecologia. São Paulo: Santos, 2002.

Portanto questão 59 está errada.


60) O uso de eletroterapia na incontinência urinária tem como um dos seus objetivos estimular o armazenamento de urina pela alteração da sensação da bexiga, por meio da estimulação das fibras aferentes.

Por meio da eletroterapia, a musculatura pode ser estimulada involuntariamente, até que as fibras musculares recuperem o trofismo suficiente para restabelecer a continência. Assim, a eletroterapia mantém a contração e o trofismo muscular, favorece e estimula a propriocepção da musculatura perineal da paciente, conscientizando-a de como utilizá-la quando for necessário.
Fonte: http://www.fag.edu.br/tcc/2006/Fisioterapia/eletroterapia_no_tratamento_de_mulheres_com_incontinencia_urinaria_de_esforco.pdf A citação acima refere que a eletroterapia é capaz de estimular a sensação da bexiga (propriocepção) e se é um tratamento para incontinência, naturalmente tem como objetivo estimular o armazenamento de urina. Eu só não entendi direito o lance com as fibras aferentes...
Mas mesmo assim, a questão 60 está certa.

Fonte: http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2009/10/prova-de-fisioterapia-da-unipampa-2009.html

Resposta de um fisioterapeuta ao ATO MÉDICO!

"Caros senhores favoráveis ao Ato Médico,

Se o grande problema é "prescrever", por favor, preciso que me prescrevam um tratamento fisioterapêutico para um paciente de 45 anos com uma tendinopatia crônica do tendão do músculo supra-espinhoso, apresentando calcificação no tendão. Ele apresenta história ocupacional de trabalho com elevação dos membros superiores acima do nível da cabeça (é vendedor de loja de roupas).

Como é ex-jogador de voleibol, desenvolveu lesão do nervo supra-escapular, que culminou numa atrofia do músculo infra-espinhoso. Devido a distúrbios hormonais, desenvolveu osteoporose. Na avaliação, apresentou restrição da mobilidade da cápsula posterior do ombro, fraqueza dos músculos rotadores internos do úmero (grau 3), além de fraqueza de serrátil anterior e trapézio
fibras inferiores (graus 4 para os dois músculos). A articulação esterno-clavicular também tem sua mobilidade diminuída.

O que devo fazer, Dr.? Como posso fazer para restaurar a mobilidade da articulação? O que é mais indicado: mobilização articular ou alongamento? No caso de ser mobilização, que grau devo utilizar? No caso de ser alongamento, é preferível o alongamento ser estático ou balístico? Ou seria melhor utilizar de contração-relaxamento? Qual o tempo adequado de manutenção do
alongamento? Ou será que é tudo contra-inidcado, devido à osteoporose?

Com relação ao fortalecimento dos rotadores internos do úmero, qual exercício seria mais indicado para fortalecer o músculo sub-escapular, importante na estabilização dinâmica da articulação gleno-umeral? Devo usar thera-band, halteres, resistência manual ou simplesmente realizar exercícios ativos livres?

Com relação ao serrátil anterior qual exercício seria mais indicado? Push-ups? Protração resistida? Exercícios ativos apenas, simulando atividades funcionais e procurando evitar movimentos escapulares anormais?
Tudo isso? Nada disso? E se ele utilizar de compensações para a realização dos exercícios, como devo proceder?

Com relação ao trapézio inferior, é melhor fazer o exercício contra ou a favor da gravidade? Devo ou não utilizar de movimentos ativo-assistidos?
Qual o melhor exercício? Existe tal exercício?

No caso da restrição da articulação esterno-clavicular, é necessário corrigir essa alteração de mobilidade? Se for, é possível corrigí-la? Como proceder. Tem contra-indicações ou precauções?

Não podemos esquecer de tratar também o tecido lesado (tendão do supra-espinhoso). Ele apresenta dor moderada ao elevar o membro superior D acima de 90 graus, que diminui a praticamente zero ao abaixar o braço. É necessára analgesia? Se for, que forma TENS? Qual a modulação (frequência, comprimento de onda, duração e intensidade)? Ou será que crioterapia é melhor? Em qual forma de aplicação? Por quanto tempo? Ou será que nenhuma analgesia é necessária?

O que posso fazer para estimular o reparo do tendão? US q(uantos MHz? Quantos W/cm2? Por quanto tempo? Onde aplicar?), Laser (qual a intensidade? duração? tem contra-indicações?), exercícios (excêntricos, concêntricos, isométricos, resisitidos, livres? quantas séries e repetições? Qual o intervalo entre séries? Quantos RM? Devo fazer todos os dias ou não? É contra-indicado exercício?). Como posso fazer um exercício para supra-espinhoso?

Por favor, repassem essa mensagem com urgência para todos os médicos com competência para me ajudar, pois estou com o paciente afastado do trabalho por invalidez e continuo aguardando a "prescrição médica da fisioterapia", já que sem a "prescrição médica", segundo o ato médico, não posso fazer nada $e nós todos os brasileiros, inclusive os médicos estamos pagando para ele não trabalhar. Não deixemos esse afastametno virar aposentadoria!

Concluindo: Sim ao ato médico, desde que os médicos estudem na faculdade todo o conteúdo que outras 13 profissões da área de saúde têm em seu currículo.

Marco Tulio Saldanha dos Anjos
Fisioterapeuta
CREFITO-4 51246-F

Jerusa Campos Criminácio
Fisioterapeuta do Trabalho
CREFITO 67290-F
tel.: (41) 9602 1319
jerusa@fisioelabor.com.br
Fisio e Labor Serviços de Fisioterapia Ltda.

NOTA DE REPÚDIO E ADVERTÊNCIA PÚBLICA

Publicado/Atualizado em 27/10/2009 19:46:00


NOTA DE REPÚDIO E ADVERTÊNCIA PÚBLICA
SISTEMA COFFITO-CREFITOS


O Sistema COFFITO-CREFITOS, Autarquias Federais competentes para a normatização e fiscalização do exercício profissional da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional no Brasil, de acordo com a Lei Federal nº 6.316/75, REPUDIA, com veemência, qualquer tentativa pública ou privada de cerceamento do pleno exercício profissional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, em razão de interpretações corporativistas, desprovidas de qualquer embasamento jurídico, tendenciosas à indução ao erro, do projeto de lei 7703/06, aprovado pela Câmara Federal que disciplina o exercício da medicina.

O Sistema COFFITO-CREFITOS ADVERTE que todas as prerrogativas e competências específicas desses profissionais estão garantidas pela Constituição da República, bem como, por terem sido expressamente resguardadas pela norma do parágrafo 7º do artigo 4º do referido projeto de lei (PL 7703/06), conforme se lê:

“São resguardadas as competências específicas das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia e das demais profissões da área da saúde.”


O sistema COFFITO-CREFITOS NOTIFICA toda a sociedade brasileira para que continue valendo-se dos serviços de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional a partir da científica e legal elaboração do diagnóstico cinesiológico-funcional e terapêutico ocupacional e das respectivas prescrições fisioterapêuticas e terapêuticas ocupacionais, por FISIOTERAPEUTAS e por TERAPEUTAS OCUPACIONAIS, sendo certo que adotará todas as medidas políticas, administrativas e judiciais que visam à garantia da dignidade plena das referidas profissões e a proteção da saúde integral da população brasileira. Notificamos ainda, que o referido projeto de lei será encaminhado para o senado federal e para a presidência da república, momento em que o atual PL poderá ser acolhido, rejeitado ou sofrer supressões de algumas partes do texto.

Brasília, 26 de Outubro de 2.009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

SÍNDROME DO TÚNEL DO TARSO


INTRODUÇÃO

A Síndrome do Túnel do Tarso é uma neuropatia do nervo do túnel do tarso, cujo sintoma fundamental é a dor na planta do pé.O presente trabalho tem como principal objetivo mostrar além do conceito, a anatomia do nervo tibial, os sinais e sintomas, a etiologia, a epidemiologia, os fatores de risco, os testes e exames, o diagnóstico, o diagnóstico diferencial, as complicações e o tratamento da síndrome do túnel do tarso, como iremos ver no desenvolvimento.

SÍNDROME DO TÚNEL DO TARSO

A Síndrome do Túnel do Tarso é a condição resultante da compressão do nervo tibial posterior pelo ligamento do tornozelo, sendo freqüente história de fratura ou luxação antiga do tornozelo. Por isso seria incoerente falarmos dessa síndrome sem conhecer a anatomia do nervo tibial que é a continuação direta do nervo isquiático. O nervo tibial corre profundamente pela face posterior da perna, logo abaixo do músculo solear, acompanhando a artéria tibial posterior e dirige-se para o calcâneo, depois de contornar o maléolo tibial, dividindo-se em dois ramos:

* Nervo plantar medial;

* Nervo plantar lateral;
As lesões do plexo sacral e nervo isquiático freqüentemente comprometem fibras do nervo tibial. A paralisia tibial isolada e geralmente devido à lesão no ou embaixo do pescoço poplíteo, como por exemplo decorrente de ferimentos por armas de fogo ou brancas, acidentes automobilísticos ou fraturas da perna. A lesão do nervo tibial é menos comum do que a lesão no nervo fibular devido à sua localização mais profunda e curso mais protegido. As lesões que afetam o nervo tibial apresentam características clínicas, como:

* Sinais motores - incapacidade para se obter a flexão plantar, a adução ou inversão do pé, a elevação do pé que freqüentemente resulta em contratura do tibial anterior, incapacidade para se flexionar, abduzir ou aduzir os dedos. A deambulação é difícil, fatigante e dolorosa. O pé pode tornar-se deformado devido à fibrose da articulação tíbio-tarsica, e a ação sem oposição dos flexores dorsais pode produzir "pé em garra". O reflexo aquileu encontra-se ausente.

* Movimentos suplementares - flexão plantar débil pelo fibular longo.

* Distúrbios sensitivos - a sensibilidade é perdida na planta do pé (exceto na borda interna), nas superfícies laterais do calcanhar e nas superfícies plantares dos dedos e falanges distais.

* Lesões atróficas - ocorre atrofia da região posterior da perna e dos músculos do pé. Pode ser mascarada por edema.

* Alterações vasomotoras e tróficas - estas são comuns. O pé torna-se edemaciado, descolorido e frio. São freqüentemente vistas alterações ungueais e hipotricose. Úlceras tróficas podem ocorrer sobre os maléolos, calcanhares e dedos.

* Lesões parciais - podem ocorrer paralisias dissociadas. As lesões da região posterior da perna poupam a inervação dos músculos desta região, de tal maneira que a perda motora acha-se limitada aos músculos do pé. Freqüência de dor.


SINAIS E SINTOMAS

Síndrome do túnel do tarso que caracteriza-se por dor em queimação, formigamento e fraqueza dos dedos dos pés e na região plantar. Sensação de peso nos pés, às vezes perda de sensibilidade. Os sintomas pioram a noite e pela manhã. Rigidez matinal no (s) pé (s). Dificuldade em andar.

ETIOLOGIA

A compressão do nervo tibial posterior e o retináculo flexor, entre as causas que se encontram:
* Linfomas, gânglios, neoplasias dentro do túnel do tarso;
* Músculo flexor comum dos dedos;
* Exocitose dentro do túnel;
* Deformidade em valgo do retropé. Se há histórico de tensão do nervo tibial aumentada com a inversão e a dorsoflexão do pé;
* Gravidez;
* Trauma direto e até mesmo calçados apertados.

EPIDEMIOLOGIA


A presença de problemas do pé tem uma proporção geral de 10%, e em idosos esta varia de 53 à 95%. A face plantar proximal é o local mais freqüente de dor no pé, clinicamente falando, é mais comum em mulheres do que em homens. A metatarsalgia é o problema mais comum que causa dor no pé.

A síndrome do túnel do tarso é relativamente pouco freqüente dentro das causas de dor no pé. É observado principalmente nas mulheres entre 45 e 50 anos.


FATORES DE RISCO


Trabalho excessivo, trauma, exercício repetitivo, fratura ou presença de outra doença reumática primária (artrite reumatóide, por exemplo). Cistos, tumores, tenossinovites, varizes, deformações congênitas, gota, Diabetes Mellitus e obesidade.


EXAMES


Exame clínico de palpação, percussão e dobramento do pé, eletroneuromiografia, ressonância magnética, radiografias, exames de sangue básicos de reumatologia.

- Testes:

* Sinal de Tinel do pé: percutir a área em cima do nervo tibial posterior com um martelo de reflexos neurológico. Parestesias irradiando-se para o pé são indicadores de uma irritação do nervo tibial posterior que pode ser causada por uma constrição do túnel do tarso.

* Teste do Torniquete: enrolar um manguito de esfigmomanômetro em torno do tornozelo afetado e inflá-lo até imediatamente acima da pressão arterial sistólica do paciente. Manter por 1 a 2 minutos. A compressão da região pelo manguito acentua o estreitamento do túnel, aumentando, assim, a dor do paciente. Se for provocada dor ou se a dor existente for exacerbada, então haverá suspeita de um comprometimento do túnel társico.

* Teste da dorsiflexão-eversão: reproduzir a compressão do nervo tibial pelo retináculo flexos que se localiza atrás do maléolo tibial. Reproduz a sintomatologia da Síndrome do túnel do tarso.

* Pulso vascular: verificar o comportamento das pulsações do pé patológico e comparar com o sadio.
DIAGNÓSTICO

Os antecedentes e a clínica conformam a entidade sindromática. Que poderia ajudar no diagnóstico da eletromiografia (EMG) e na velocidade da condução nervosa (VCN) quando o examinador tem experiência com esta patologia.

Na EMG se observam fibrilações no adutor do hálux, 81% das respostas de síndrome do túnel do tarso com a EMG são positivos.

As modalidades mais corretas de diagnóstico da síndrome do túnel do tarso sugerem um exame atroscópico do seio do tarso e EMG dos músculos peroniais os quais mostram mudanças características. Borrelli e Arenson (1987) afirmaram que essa anormalidade ocorria em 75% dos ciclos de passos durante a caminhada. Bernstein, Bartolomei e McCarthy (1985) por outro lado, mostraram que um EMG anormal do músculo peronial desaparecia após uma anestesia local do seio do tarso e reaparecia após a metabolização do anestésico. Estes exames apenas usados para exame pré-operatório.

A injeção de anestésico local no seio társico é o diagnóstico mais comum na clínica. Se a dor e a sensação de instabilidade forem aliviadas após uma anestesia local é um sinal característico de síndrome do túnel do tarso. No entanto, radiografias do seio do tarso não mostram nenhuns sinais significativos de patologia. (Giorgini e Bernard, 1990)

Liboratore e Lemont (1987) sugeriram que a palpação direta não era correta porque o ligamento astragalo-peronial anterior seria comprimido simultaneamente devido à sua proximidade. Ainda foi sugerida a utilização da ponta não aguçada de um lápis para localização da dor, mas devido à sua característica de ser macio ao toque a palpação bilateral deveria ser utilizada para obter melhores resultados.

Na VCN se observa latência motora distal, latências terminais nos músculos adutores dos quinto dedo (nervo plantar lateral) maiores a 7ms são anormais, latência terminal do adutor do hálux (inervado pelo nervo plantar médio) maiores de 6,2ms se consideram anormais.

Eventualmente, a ressonância nuclear magnética seria usada para identificar gânglios ou massa extrínsecas e o sítio específico da compressão.

Em um estudo e viu que 32 pés submetidos à descompressão do túnel do tarso, só 2 teriam estudo do eletrodiagnóstico e 18 eram positivos para compressão no túnel do tarso. Portanto em 31 meses de seguimento, não se encontrou correlação entre a clínica e os resultados destes estudos. Isto sugere que é na clínica que deve predominar o momento de tomar a decisão terapêutica.


DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

- Causas de Tarsalgias

* Fascite plantar: sensibilidade aumentada na origem da fascia plantar (tubérculo medial do calcâneo);

* Apofisites do calcâneo;

* Síndrome de tarsalgia idiopática;

* Síndromes sistêmicas: metabólicas (Gota e Pseudogota), Diabetes Mellitus, Síndrome de Paget, Artrite inflamatória (Artrite Reumatóide, Síndrome de Reiter, Espondilite Anquilosante, Artrite Psoriásica, etc.);

* Neoplasias benignas e malignas;

* Traumáticas: em tecido adiposo plantar (os sintomas duram por 6 meses), fraturas por stress, fraturas agudas, contusões de tecidos moles, trauma repetitivo, feridas abertas;

* Pouca quantidade de tecido adiposo plantar: a disposição no talo tem uma anatomia especializada com pequenas camadas de tecido adiposo dividido por septos fibrosos;

* Compressão do nervo plantar lateral: os ramos motores inervam o músculo adutor do quinto dedo (e possivelmente o quadrado lombar plantar e flexor curto dos dedos) e os ramos sensitivos as regiões profundas. O nervo corre profundamente através da fascia profunda do adutor do hálux e dali vai lateral e transversalmente desde a superfície até o quadrado ( e profundamente com respectivo flexor curto dos dedos) em seu trajeto para inervar o adutor do quinto dedo. O nervo se comprimirá na borda superior da fascia do adutor do hálux e na borda mais medial da fascia plantar. As demais poderia comprimir a borda medial do quadrado. A compressão ocorre na direção vertical e horizontal aproximadamente na face medial plantar do talo. A tuberosidade do calcâneo fica justo na planta do nervo e poderia contribuir para sua compressão ou irritação. Pensa-se que os pacientes com pés planos possuem uma maior possibilidade de apresentar esta compressão;

* Compressão do ramo calcâneo: os ramos nervosos que inervam a porção medial do talo passam medialmente (superficial) com relação o músculo adutor do hálux e usualmente não estão envolvidos com a compressão do nervo plantar lateral. Alguns autores sugerem que o valgo do pé pré-dispõe os trotadores à compressão do ramo. Latências terminais do adutor do hálux (o crural é inervado pelo nervo plantar medial) maior 6,2ms é normal;

* Hérnia de disco;

* Neuropatia periférica: podem ser de agudas (Síndrome de Guillian Barre) à crônicas (Porfiria Aguda Intermitente, Charcot Marie Tooth), deficiência de vitaminas, carcinomas, enfermidades de células plasmáticas, entre outros.


COMPLICAÇÕES


Poderia produzir uma compressão iatrogênica ao realizar liberação do túnel do tarso com o pé plano concomitante, o que provocaria uma tensão do nervo tibial posterior, explicando assim o mau resultado cirúrgico. Se reportando para estes casos a realização de uma prótese no calcâneo que reduzirá a tensão do nervo. Outras complicações que não diferem de qualquer outra cirurgia, compreendem em infecções e retardo na cura das incisões operatórias.


TRATAMENTO


O tratamento pode ser feito de 4 formas:

1. Clínico: antiinflamatórios, corticóides na crise e infiltrações.

2. Ortopédico: suporte de tornozelo externo para manter o pé em uma posição correta. Usa-se para evitar que as forças continuem comprimindo o nervo.

3. Cirúrgico: a descompressão está indicada para aqueles casos confirmados com lesões que ocupam espaço.

4. Fisioterápico: o tratamento fisioterápico será utilizado para diminuir o edema ou não deixar que ele ocorra.

- Pré-cinético: TENS, Ultra-som, laser, criomassagem, ou seja, as modalidades analgésicas e anti-inflamatórias, exceto calor profundo;

- Cinético: A princípio, alongamento completo, mobilização acessória, exercícios passivos; Quando houver melhora da dor, deve-se continuar com o alongamento e com a mobilização, acrescentando exercícios ativos e propriocepção para fortalecimento dos músculos e estabilização da articulação. O tratamento deve ser feito tanto no pós-cirúrgico, quanto nos casos em que o paciente não faça a cirurgia.

CONCLUSÃO

Ao término do presente trabalho conclui-se que esta síndrome é a condição resultante da compressão do nervo tibial posterior pelo ligamento do tornozelo, sendo freqüente história de fratura ou luxação antiga do tornozelo, caracterizando-se por dor e formigamento nos dedos dos pés e na região plantar, principalmente à noite, sendo mais comum em mulheres entre 45 e 50 anos.Pode ser confirmada através de testes e exames complementares.Uma das complicações é o risco de infecções e seu tratamento é feito de uma forma multidisciplinar (clínico, ortopédico, cirúrgico e/ou fisioterápico) como vimos no desenvolvimento.

BIBLIOGRAFIA

Rodríguez;C.P.;Estebanbásaes; M.Marines;B.J.RMS -Revista Médica de Santiago, V.3, n 12, julho, 2000.



Escrito por: Ana Cláudia Lisbôa
Andréa Silva
Beatriz Moreira
Franciane Xavier
Priscila de Macêdo
Renata Miranda

Orientado por:
Blair José Rosa Filho.









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Bandagem para Esporão de Calcâneo e Fascite Plantar

A dor no calcanhar é uma queixa relativamente comum na população geral, e mais comum ainda nos consultórios de fisioterapia. A fascite plantar é uma síndrome degenerativa da fáscia plantar geralmente resultante de microtraumatismos de repetição na sua inserção.
A etiologia aparentemente é multifatorial, sendo o componente mecânico frequentemente relacionado à origem dos sintomas. Acredita-se que as forças de tração durante a fase de apoio na marcha levam ao processo inflamatório, conseqüente periostite de baixo grau resultando em calcificação periosteal ou a formação do esporão. No entanto, a fascite plantar pode também estar associada a doenças sistêmicas, principalmente as de origem inflamatória.
O pé plano valgo pode favorecer o aparecimento da fasciíte plantar, pois aumenta a solicitação mecânica nessa estrutura. Porém, o pé cavo aumenta a pressão na tuberosidade inferior do calcâneo, podendo também favorecer esta ocorrência.

Aproximadamente 50% dos paciente com diagnóstico de fasciíte plantar tem também esporão de calcâneo.
[DeMaio M, Paine R, Mangaine RE, Drez D Jr. Plantar fasciitis. Orthopedics 1993;16:1153-1163]
pé varo
O termo bandagem funcional refere-se à aplicação de algum tipo de fita protetora que adere à pele de determinada articulação. A bandagem quando aplicada corretamente, proporciona proteção e compressão. Neste post, irei ensinar a fazer uma bandagem extremamente simples que ajuda e muito no alívio dos sintomas causados por uma fascite plantar/esporão de calcâneo.
O que vamos precisar:
#1- Um rolo de esparadrapo impermeável Cremer (não ganho jabá da cremer, acontece que as outras marcas tem uma cola muito da vagabunda) pode ser branco ou cor de pele, tanto faz.
#2- Um rolo de esparadrapo antialérgico da mesma marca.
#3- Em alguns casos um barbeador pode ser útil.
OBS: quem tiver rolo de tape gringo específico para bandagem funcional pode usar também ;P

Muito bem, antes de iniciar a bandagem sugiro avaliar alguns movimentos do paciente que reproduzam a queixa ou que causem dores no tornozelo. Desta forma você terá um parâmetro de comparação antes/depois da bandagem e assim saber se o procedimento foi bem sucedido. Eu aconselho alguns movimentos bem simpes como andar na ponta dos dedos ou sobre os calcanhares e em casos um pouco mais leves saltar e aterrisar sobre os calcanhares (somente nos casos leves onde é difícil reproduzir a dor do paciente!!!!!!!!!)

Importante:
Esta bandagem é um recurso para alívio da dor, e deve ser sempre utilizada em conjunto com o atendimento de fisioterapia e nunca em substituição a este!

INDICAÇÕES DA BANDAGEM:
=> Dor no aspecto medial ou lateral do tendão de Aquiles, dor na planta do pé. Principalmente em casos de dor mais intensa quando a aplicação do método Mulligan tenha gerado alívio dos sintomas

FUNÇÃO
=> Pacientes com é varo ou valgo causam um desvio no tendão de aquiles, fazendo com que ele tenha um aspecto encurvado, e portanto, mais vulnerável à lesões.
A bandagem reduz a sobrecarga mecânica sobre o aspecto medial ou lateral do tendão (depende se o pé é varo ou valgo), alterando a transmissão das forças de tensão sobre o tendão.

POSIÇÃO DO PACIENTE
=> em prono, com os pés relaxados para fora da maca.

APLICAÇÃO (como exemplo usaremos um paciente com pé varo)
1-Aplique o esparadrapo antialérgico (uma tira de mais ou menos 3 dedos de largura e 15 cm de comprimento) no aspecto lateral do tendão e tracione-o medialmente.
2-Ajude com seu dedo, desviando ainda mais o tendão medialmente de forma a tentar posicioná-lo em uma posição neutra, corrigindo a convexidade.
3-Após aplicar esta primeira tira, aplique sobre ela uma segunda tira agora utilizando o espoaradrapo impermeável, repetindo o mesmo porcedimento do item "2".

CHEQUE A FUNÇÃO
Lembra daqueles testes que eu pedi pra você fazer com seu paciente? Pois bem, hora de repetí-los. Se a bandagem foi aplicada corretamente o paciente deverá sentir alívio dos sintomas, algumas vezes alívio total, mas fique contente com uma melhora de 50%.

CONTRA INDICAÇÕES
Se o esparadrapo aumentar a dor retire-o imediatamente.
O esparadrapo deve ser retirado em 48hs (normalmente ele sai antes disso) ou a qualquer sinal de irritação da pele (alergia)

DICA
Por ser um procedimento extremamente fácil, é útil treinar alguém da família do paciente para que seja feita bandagem em sua própria casa.

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