terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Cinesioterapia como método de fortalecimento do VMO, para paciente portador de condromalácia patelar bilateral

Cinesioterapia como método de fortalecimento do VMO, para paciente portador de condromalácia patelar bilateral


INTRODUÇÃO:

Nos dias atuais cresce o número de adolescentes em busca de um corpo "sadio", corpo bonito, procurando chegar até a uma estética perfeita; Sendo capaz de usar-se das drogas "anabolizantes" para um perfil corporal de fisiculturismo ilusório, pondo a vida em risco. A maioria das academias de ginásticas está cada vez mais lucrando com esse mundo contemporâneo, que de um lado pode melhorar a qualidade de vida e contribuir para uma velhice saudável, dando maior longividade ao ser humano. Segundo o CENSO/ 2000, a população brasileira chegará a apresentar cerca de 70% de idosos no ano 2020. Isto demonstra a responsabilidade do governo sobre esta população, pois como ficará a classe economicamente ativa se o governo não investir nas políticas públicas de saúde neste país?

 

Cabe a nós profissionais da saúde pensarmos em trabalhos preventivos e não somente curativo, começando pelas academias de ginásticas, de não pensar apenas em fazer "Aviões", "Homem-Bomba", porém pensar em exercícios que promovam qualidade de vida, ou seja, atividades físicas que retirem o Stress, que não provoquem lesões osteomioarticulares como: tentidinites, artroses, etc. Já existem algumas academias que utilizam recursos materiais de prevenção de lesões nas atividades aeróbicas como o mini-tremp, ao invés do famoso STEP, que é um dos grandes vilões responsáveis pelos desgastes das articulações do joelho e principalmente da articulação patelofemoral.


Com o avanço das pesquisas em Fisioterapia, Ortopedia e Biomecânica do movimento nas últimas décadas, fica cada vez mais evidente o envolvimento da articulação femuropatelar em grande parte dos problemas de joelho, principalmente nos casos relacionados com o mecanismo extensor.


Este trabalho tem como objetivo geral utilizar-se de técnicas capazes de trazer um melhor equilíbrio do mecanismo extensor do joelho e com objetivo específico através da cinesioterapia, em realizar exercícios de fortalecimento do músculo VMO (Vasto Medial Oblíquo) para pacientes portadores de condromalácea patelar bilateral.


ANATOMIA DO JOELHO

Articulação do Joelho

- As estruturas ósseas que formam articulações no joelho são o fêmur, a tíbia e a patela. Essas três estruturas formam duas articulações distintas: a femoropatelar e a tibiofemoral.Todavia essas articulações não podem ser consideradas separadamente, pois existe relação mecânica entre elas. O aspecto proximal do joelho é constituído pelo fêmur distal; Um ângulo valgo normal é formado entre o fêmur orientado medialmente e a tíbia lateralmente, formando assim a junção do joelho. O aspecto distal do fêmur dilata-se em um par de grandes côndilos, apresentando uma articulação tanto com a patela quanto com a tíbia. Os próprios côndilos articulares são grandes e convexos em ambos os planos divididos por um sulco central que forma a superfície da patela. Este sulco é chamado de "cavidade troclear". Posteriormente os côndilos são divididos e separados pelos ligamentos cruzados. Os côndilos são cobertos pela cartilagem hialina que bastante espessa para resistir a forças extremas localizadas sobre as superfícies articulares durante descarga de peso. (GOULD III, 1993, p. 324)
 


Cápsula do joelho

- As superfícies articulares do joelho estão alojadas na mais extensa cápsula do corpo. Essa cápsula obtém suporte tanto estático quanto dinâmico dos ligamentos adjacentes e estruturas musculotentinosas. A inserção da cápsula do joelho segue a superfície articular das articulações femoropatelar e tibiofemoral e insere-se perifericamente nas margens articulares. (GOULD III,1993, p. 326)
 


Ligamentos meniscopatelares e ligamentos patelofemorais

- Quando a cápsula separa-se do tendão patelar no lado medial ou lateral, obtém suporte da expansão aponeurótica do mecanismo do quadríceps. Na expansão aponeurótica, vários espessamentos têm sido denominados de ligamentos meniscopatelares e patelofemorais.(GOULD III, 1993, p.326)


A porção médio-medial da cápsula é reforçada pelo Ligamento colateral tibial, este ligamento se origina no côndilo femoral medial e se inseri no côndilo da tíbia, estabilizando assim a articulação tibiofemoral contra um estresse em valgo. Todavia o maior grau de tensão é observado na posição de extensão. Na porção látero-lateral da cápsula é reforçada pelo Ligamento colateral fibular que se origina no côndilo femoral lateral e se inseri na cabeça da fíbula, este estabiliza o joelho contra estresse em varo. Estes ligamentos são considerados extracapsulares. (Ibid, p.326)


Duas estruturas do joelho que tem recebido grande atenção são os ligamentos cruzados posterior e anterior. Estas estruturas repousam na cavidade intercondilar do fêmur e são revestidas por suas próprias bainhas sinoviais, separando da cápsula da articulação do joelho. O termo "cruzado" é descritivo, pois os ligamentos formam um padrão entrelaçado quando o joelho se move em seu arco de movimento. (GOULD III, 1993 p.327)
 


Bursas

- Existem duas dúzias de bursas localizadas na área do joelho humano. Cada uma dessas funciona para reduzir a fricção entre músculo e tendão, entre tendões, ou tendão osso. Quatro dessas bursas são rotineiramente observadas como estando envolvidas em processo inflamatório: pré-patelar, infrapatelar, infrapatelar e da pata de ganso (anserina). As bursas supra, infra e pré-patelar são geralmente lesadas como resultado de trauma direto. Os esportes principalmente o futebol é comum as lesões destas bursas, pois localizam no aspecto anterior do joelho. A bursa da pata anserina está localizada logo distal e medial ao espaço articular medial, é geralmente lesada como um resultado de trauma mecânico repetitivo, como por exemplo um corredor participa de uma corrida de longa duração. A causa mecânica de inflamação para esta bursa específica pode ser resultado de técnica incorreta e/ou uma disfunção biomecânica, como a pronação do pé. (GOULD III,1993, p. 327)
 


Articulação patelofemoral

- É formada é formada pela superfície anterior do fêmur (cavidade troclear) e as facetas posteriores da patela. A patela é o maior osso sesamóide de forma triangular quando vista no plano frontal e está interposta no mecanismo do quadríceps. Apresenta um vértice superior servindo como sítio de inserção do mecanismo extensor do quadríceps e um vértice posterior, que divide as superfícies articulares nas facetas medial e lateral. A região do vértice inferior da patela à tuberosidade tibial é denominada de tendão patelar ou tendão do quadríceps e/ou ligamento patelar. Posteriormente, a patela é dividida por um sulco vertical em regiões de faceta medial e lateral. Cada lado subdivide em três facetas: superior, medial e inferior, onde essas entram em contato com o fêmur nos diferentes pontos de amplitude do movimento. As facetas patelares são de forma convexa para acomodarem a superfície femoral côncava. A cartilagem articular sobre a superfície posterior da patela é a mais espessa no corpo humano, sendo de aproximadamente 5 mm de densidade. (GOULD III,1993 p.325)
 


Musculatura do joelho


a)Anterior: quadríceps (reto femoral, vasto lateral, vasto medial longo e vasto medial oblíquo, vasto intermédio;


b)Posterior: jarrete> semimembranoso, semitentinoso e bíceps femoral (Ísquios Tibiais )


c)"Pata de ganso: sartório, grácil e semitentinoso e bíceps femoral contribuem dinamicamente para estabilidade da articulação patelofemoral, pois controlam a rotação interna e rotação externa da tíbia, que pode influenciar de maneira significativa no deslocamento da patela".
 


Musculatura lateral e medial:

- Raramente a musculatura lateral e medial é mencionada como sendo importante; Todavia um estudo indica que ambos os grupos têm um importante papel na estabilidade do joelho, afetando-o indiretamente através de sua influência sobre a pélvis. A musculatura lateral fraca pode causar um movimento na direção superior do inominado, resultando em uma diferença funcional no comprimento do membro. O enfraquecimento da musculatura medial pode causar um movimento do púbis que pode gerar dor na extremidade inferior, criando assim um desequilíbrio funcional no comprimento do membro. A musculatura medial também serve para estabilizar o fêmur durante atividade, prevenindo rotação e conseqüentemente a função normal. O encurtamento e tensionamento da banda íliotibial, descritos como síndrome compressiva lateral excessiva, pode estar relacionado com uma subluxação da patela. (BLAIR apud DANIELA et al 2002, p. 328)
 


Biomecânica

- Os movimentos complexos das articulações tibiofemoral e patelofemoral são coordenados e direcionados pela ação da musculatura e das estruturas ligamentares previamente descritas. A articulação tibiofemoral é melhor descrita como uma articulação em dobradiça rodando, deslizando e rolando. A contribuição de cada uma destas ações é requerida para a articulação funcionar em seu estado normal. O movimento desta articulação é descrito como helicoidal ou espiral. Gould apud (Frankel e Nordin, 1980, p.13), realizaram estudos que indicam que a tíbia é o eixo do centróide que permite rotação ou o ponto do eixo para os movimentos durante flexão e extensão. Isso distribui a tensão de superfície, permitindo um desgaste normal das superfícies articulares. (BLAIR apud DANIELA, et al 2002, p.328)


A mecânica da articulação femoropatelar é significantemente influenciada pelo músculo quadríceps, a forma do sulco troclear, a forma patelar, restrições do tecido mole e biomecânicas do quadril e pé. 23 (Kaufer, 1971)


O papel da patela é de aumentar a distância dos eixos articulares, para prover uma superfície articular plana (preferivelmente permitir que o tendão do quadríceps se articule) e proteger o joelho anterior. (Brattstron, 1964). A função normal da patela é deslizar na cavidade troclear em um padrão rítmico, melhorando o sistema de alavanca do músculo quadríceps. Todavia, para realizar essa atividade, a patela deve resistir ao cisalhamento e forças compressivas localizadas sobre as superfícies articulares. (GOULD III, 1993, p.328)

Na posição de extensão, a patela situa-se acima da cavidade troclear, repousando sobre o panículo adiposo e a membrana sinovial suprapatelar. Essa posição é levemente lateral porque no ponto extremo de extensão a tíbia rodou externamente graças ao valgismo fisiológico do joelho. Mesmo na posição de extensão, pode-se sentir a patela deslizando superiormente em aproximadamente 1 cm com a contração do quadríceps. (OUTERBRIDGE, 1961). 44


A Patela é tensionada distalmente durante a flexão na cavidade troclear. Esse movimento distal permite à patela passar sobre o côndilo medial em virtude do destravamento da articulação tibiofemoral enquanto esta roda internamente. (Op.Cit, p.329). De acordo com Outerbridge, desenvolve-se ocasionalmente uma leve hipertrofia da junção osteocondral. O cisalhamento constante da patela sobre o sulco pode induzir uma tensão degenerativa medial-distal precoce. Nos 20 a 30 graus de flexão, a patela está bem fixada no sulco troclear e direciona-se ao aspecto lateral, colocando forças compressivas através das facetas medial e lateral. A Continuação da flexão permite a uma menor porção do aspecto medial da patela ser contactada com uma pressão resultante maior. Enquanto a flexão continua, a patela desliza através da cavidade troclear com aumento na pressão lateral em virtude da tensão das estruturas laterais. Assim, durante a flexão há uma maior pressão na porção lateral do joelho e durante a extensão ocorre maior pressão medial. A observação clínica dos pacientes que realizam exercícios ativos resistidos progressivos de uma posição flexionada a uma estendida demonstra que as facetas mediais são freqüentemente a fonte de crepitação e também observar-se um deslocamento lateral da patela quando o joelho se aproxima da extensão final. (GOULD III, 1993 p. 329)
 


Movimentos cinesiológicos e músculos do joelho (KISNER, 1987 ):

A tabela a seguir demonstra a cinesiologia fisiológica da articulação do joelho com seus respectivos músculos como motores principais dos movimentos:
 

Movimento

Músculos

EXTENSÃO

Quadríceps

FLEXÃO

Isquiotibiais (jarrete)

ROTAÇÃO INTERNA

Poplíteo

ROTAÇÃO EXTERNA

Bíceps femoral

 


CONDROMALÁCIA PATELAR BILATERAL

Fisiopatologia:

É um desgaste na cartilagem articular da rótula, por um desequilíbrio de forças entre o vasto lateral e o vasto medial, desviando-o para a lateral. A musculatura extensora do joelho mantém um papel importante sobre a patela, atuando em quatro forças, 2 forças verticais para cima do reto femoral e vasto intermédio, uma força oblíqua esquerda para cima do vasto lateral e uma força oblíqua direita para cima representada pelo vasto medial oblíquo. A tração conjunta destes músculos possibilita que a patela deslize corretamente sobre a fossa intercondilar ou sulco troclear. A condromalácia secundária evolui de acordo com o tempo por trauma, microtraumas em que provocará um desgaste da cartilagem do osso subcondral da rótula. (XAVIER, 2003)


Observando em uma vista anterior a articulação do joelho apresenta um ângulo lateral em torno de 170º. Este ângulo é formado pela posição aduzida da diáfise do fêmur e a direção compensatória que a tíbia assume, para que o peso do corpo seja transmitido perpendicularmente em relação ao pé e ao solo.


Segundo Xavier (2003, p. 454), nos primeiros 30 a 40° de flexão do joelho, a patela adentra o sulco troclear, podendo-se perceber um trajeto sinuoso com recentragem brusca quando em presença de alteração de sua implantação.


De acordo com esta estrutura oblíqua denomina um efeito em arco de corda, onde o tendão do quadríceps e o ligamento patelar forma um Aº (ângulo) em relação ao centro da patela, denominado Aº Q > que 15º é motivo de diagnóstico da condromalácea. O normal para homens é de 13 a 15º; mulheres são de até 20º.
 


Fatores estruturais:

- Alterações em valgo, varo, recurvato e flexo;
- Tipos de patela e de posicionamento;
- Tipos de troclear femoral (incompatibilidade e displasia);
- Displasia do vasto medial com Aº > que 55º (fibras longitudinais). As fibras oblíquas do vasto medial (VMO), devem se inserir aproximadamente de 50-55º na borda superior da patela para exibir um efeito estabilizador; (XAVIER, p. 481, 2003)
- Aumento da anteversão da cabeça femoral;
- Tipo de pé;

Incidência: mais freqüentes em mulheres, proporção 4:1 (devido as mulheres apresentarem um quadril mais largo, o fêmur roda internamente provocando a lateralização da patela.
 


Grupos musculares envolvidos:

Vários grupos musculares contribuem para dor patelofemoral. A diminuição da flexibilidade do músculo isquiotibiais pode contribuir para a dor femoropatelar por exigir maior força de contração do quadríceps para estender o joelho contra um isquiotibial inflexível. A diminuição da flexibilidade do Reto femoral pode alterar a mecânica da marcha. Durante a fase de marcha um pé pronado ocorre uma rotação interna da tíbia favorecendo assim uma semiflexão do joelho, e conseqüentemente pode aumentar a pressão da patela sobre a troclear. A retração do retináculo lateral (Trato Íliotibial, Vasto lateral e Tensor da fáscia lata) confirmando através do teste de Ober positivo, tem sido associado com dor femoropatelar. A retração do gastrocnêmio não permite a dorsoflexão necessária para uma marcha normal, pois produz um movimento excessivo na subtalar, aumenta a rotação interna da tíbia e aumenta o vetor de força em valgo. (XAVIER, p.478-9, 2003)

Estágios da condromalácia segundo Outerbridge apud TUREK, 2003:
- Estág:io I : amolecimento e inchaço
- Estágio II: fragmentação e fissuras numa área de 0,5 polegada ou menor
- Estágio III: fragmentação e fissuras numa área de 0,5 polegada ou maior
- Estágio IV: Erosão da cartilagem até chegar ao osso

Classificação. Segundo o índice patelar, Wiberg (1941) classifica em três tipos:
Tipo I: faces interna e externa são praticamente iguais (10%)
Tipo II: face externa é maior que a interna, em uma proporção de 3:2 (65%)
Tipo III: a face interna é quase inexistente (25%)

Tipos de patela
-Tilt patelar : inclinação da patela girando um pouco para fora;
-Glide patelar: desliza sobre uma linha horizontal, olha para frente;
-Patela alta: a patela olha para cima em 30º de flexão após um raio x. Índice for superior a 1,2
-Patela baixa: o índice for inferior a 0,8
-Rotações

Fatores funcionais:
- Déficit de flexibilidade musc. (Ísquios, TFL, TIT, Ileopsoas e Reto femoral)
- Comportamento dinâmico do pé
- Déficit isotônico excêntrico do quadríceps;
- Hipotrofia quadricipital;
- Desequilíbrio entre agonista e antagonista (o quadríceps deve ser 2 vezes mais potente do que os ísquios)

Sinais e sintomas (Turek,1994):
- Dor para desacelerar; Está associada a um aumento de estresse patelar e a degeneração basal da cartilagem;
- Derrame articular;
- Falseios (Giving Way);
-"Movie Sign" (sinal do cinema) muito tempo sentado que se levanta;
- Dor de localização anterior e difusa retropatelar;
 


Anamnese:

Neste momento da avaliação que o profissional, terá um diagnóstico clínico da patologia como: na Queixa principal? O paciente relata qual o momento que se refere dor, relatando assim os sintomas; Quando? Em que momento relata a dor; Como? Como senti esta dor por trauma, ou é todo momento; Mecanismo de trauma ou que provoca dor? A dor surgiu após um trauma; Dor espontânea? Sem esforço ou a dor surge após subir e descer escadas; Intensidade e freqüência da dor? Esta dor tem intensidade leve, moderada ou grave, é freqüente; Localização da dor? Em que ponto do joelho apresenta dolorido; Outra dor? Existe uma dor reflexa fora do joelho; Insegurança? O paciente sente sensação de fraqueza quando força o movimento de extensão do joelho na marcha; Movie Sign? È o momento em que o paciente permanece sentado por muito tempo;

1-Queixa Principal
2-Quando?
3-Como? (Trauma, Sintomas progressivos)
4- Mecanismo de trauma ou que provoca dor?
5-Dor espontânea ou provocada após subir /descer escadas; STEP de academia?
6-Intensidade e freqüência da dor (moderada a alta; quando exacerba?)
7- Localização da dor?
8-Outra dor?
9-Insegurança a falseio para desacelerar?
10- "Movie Sign" sinal do cinema
 


Exame Físico:

Avaliação Postural estática do membro inferior (valgo, varo, recurvato e flexo)
1- Análise da marcha
2- Posicionamento patelar
3- Derrame articular
4-Trofismo quadricipital (especialmente o VMO)
5- Flexibilidade muscular (TFL, TIT, Isquiostibiais)
6-Palpação do ápice, faceta medial, retináculo patelar lateral a inserção do Trato íleo tibial (TIT)
7-Teste de Clarck (Sinal de Rabot, consiste na compressão da patela contra a tróclea, com o joelho em extensão, com movimentos de vaivém de alto e baixo. Pode-se sentir a crepitação quando houver alterações cartilaginosas na patela ou na tróclea e o paciente sentir dor). (Xavier, p. 454-5, 2003)
8-Mobilidade fêmuro-patelar passiva acessória e fisiológica
9- Controle quadricipital excêntrico


As forças entre o tendão patelar e o músculo quadríceps não são iguais em toda a ADM (amplitude de movimento articular) do joelho. Essas forças são iguais em aproximadamente 45° de flexão. Durante o movimento de extensão final do joelho, a força desenvolvida no tendão patelar é maior do que a do quadríceps devido à vantagem mecânica do quadríceps; assim, esses exercícios podem causar irritação do tendão patelar. É necessário que o paciente evite exercícios nessa amplitude durante certos estágios da reabilitação femoropatelar. (XAVIER,p.474,2003)
 


TRATAMENTO:

Fase Aguda:


Alongamento do retináculo lateral: ísquios, tensor da fáscia lata, trato íliotibial, íleopsoas e o reto femoral. Exercícios de SLR (Striting Lag Rease) em cochonetes com travesseiro em forma de triângulo de apoio nas costas do paciente, são exercícios de Flexão do quadril com o membro contra-lateral flexionado de apoio no solo, com o paciente em decúbito dorsal (cadeia cinética aberta), com séries iniciais de 1série de 20 repetições; Exercícios isométricos com a mesma posição anterior, sendo 10 repetições de 10s; Exercícios de ABDUÇÃO, ADUÇÃO, EXTENSÃO do quadril; Esses exercícios serão progredidos com caneleiras (cargas de 1kg, 2kg, 3kg, até 6kg, suficientes para o paciente iniciar exercícios nas máquinas de musculação. Nesta fase, pode-se acrescentar o tratamento da crioterapia durante 20 minutos para fins analgésicos e anti-inflamatórios após os exercícios. Trabalhamos também com o uso de tubos elásticos em cadeia cinética fechada, paciente de pé mantendo os mesmos exercícios anteriores;
Para o VMO, propriamente dito realizaremos exercícios da seguinte forma (Xavier, 2003 apud Delgado, 1987)):

Exercícios de flexão do joelho até 20º; Exercícios isométricos de rotação externa do quadril em 10rep. De 10s. Repeti a técnica em 3 séries de 10 repetições
 


Fase Subaguda:

Exercícios de extensão do quadríceps de 20 a 45º;Exercícios de flexão do joelho nos primeiros 30°;Repete a técnica em 3 séries de 10 repetições


Sugestões para o tratamento:

- Palmilhamento adaptativo
- Mobilização passiva patelar e dissociação do aprelho extensor
- Alongamento do retináculo lateral patelar
- Correção patelar transcutânea ("tape patelar" uso de esparadrapo)
- Exercícios de reeducação proprioceptiva
- Hidroterapia
 


Radiologia:

As radiografias patelofemorais na forma de incidências axiais em diferentes graus de extensão mostram que a patela não está deslocada lateralmente. Acredita-se que a dor seja resultante de uma excessiva carga lateral sobre a crista patelar. Uma excessiva tensão ligamentar lateral, também pode contribuir para a síndrome. (TUREK, p. 591, 1994)
 


Ressonância Magnética e Ultra-sonografia:

Exames complementares de essencial importância para visibilidade das partes moles principalmente do VMO (vasto medial oblíquo), antes e após seu fortalecimento específico, pois é de fundamental importância para o acompanhamento da recuperação da condromalácia, uma vez que o trofismo deste músculo trará tanto estabilidade da articulação fêmoropatelar, além de alinhar a patela no sulco troclear, diminuindo seu desgaste, quanto de estabilizar a articulação do joelho como um todo. (TUREK, p.591, 1994)


IMAGENS: Condromalácia patelar
 


De acordo com a figura1 acima podemos observar a imagem de um joelho com incidência oblíqua, apresentando uma rótula com desgaste de sua cartilagem, além do desgaste da cartilagem do fêmur. Diagnóstico visível da condromalácia. Na figura2 abaixo o joelho se encontra em perfil, com imagem de uma patela alta, com sinais de desgaste articular.
 



CONCLUSÃO

A condromalácia patelar atualmente está sendo muito comum, como vimos anteriormente, em jovens adolescentes em busca da boa forma, em que se dedicam nas atividades de musculação com exercícios de agachamento com cargas excessivas, além de atividades aeróbicas de movimentos repetitivos de subida e descida do "step", nas academias de ginásticas, sobrecarregando assim a articulação patelofemoral especialmente a cartilagem da rótula propriamente dita. Nosso trabalho foi baseado nos tipos de exercícios específicos de fortalecimento do VMO (vasto medial oblíquo), utilizando recursos crioterápicos, para fins analgésicos e antiinflamatórios pós-exercícios, além do trabalho de fortalecimento da musculatura da coxa com técnicas de exercícios SLR, de cadeia cinética aberta e fechada com a utilização do tubo elástico para melhor reforço da potência muscular, como também associamos ao trabalho da hidroterapia como meio de melhorar a performance dentro das qualidades físicas, nas quais a água oferece ao indivíduo, além do mecanismo proprioceptivo oferecendo ao paciente maior segurança, equilíbrio e coordenação.


REFERÊNCIAS

DELGADO, Claudionor- Cinesioterapia nos problemas causados nos fatores extrínsecos. Exercícios de Fortalecimento para o Vasto Medial Oblíquo. Ed. 6. V 2. R. de Janeiro, Abril/Junho 1987, p. 106-8.

FRANKEL, VH e NORDIN M. Biomecânica básica do sistema esquelético. Filadélfia, 1980

GOULD, James A. Fisioterapia Ortopedia na Medicina Esportiva. Ed.2. Ed. Manole. São Paulo, 1993, cap.15, p.324-29

KISNER, Carolyn, M.S. Exercício Terapêutico. Fundamentos e Técnicas. Ed. Manole, 1987.

KAUFER H. Mecânica funcional da patela.53:1153, 1971

SIZÍNIO H. & XAVIER R. Ortopedia e Traumatologia. Princípios e Prática.3ªEd. Ed. Artmed. Poto Alegre, cap.18; p.454-5;p. 474,p.478-9, 2003

TUREK. Ortopedia.5ª ed. Ed. Manole. p.591, 1994
 

Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo é de seu autor.
- Publicado em 25/06/2008

 

Alongamentos Para Caminhada ou Corrida

Alongamentos Gerais
Alongamentos Para Caminhada ou Corrida

Objetivo: Tornar a caminhada ou corrida mais segura e eficiente, alongar a musculatura envolvida para o exercício, reduzir o risco de lesões e cãimbras e ainda servir também como aquecimento . 


Obs: Em caso de articulações dolorosas, executar o alongamento com maior delicadeza, embora insistindo sem muito estresse (gradualmente), respeitando seus limites. E se durante a caminhada aparecer dor na musculatura específica, executar novamente.


Material: Parede, árvore, calçada, etc...Use roupas leves e não sintéticas (de preferência claras), chapéu, óculos e filtro solar .
Duração: Conte de 20-60 seg por articulação. De maneira lenta e contínua (evite balançar)
Faixa Etária: Qualquer pessoa pode fazer desde que não tenha dificuldades para executar por si mesma.

Parte Prática ::.

Gastrocnêmio e Sóleo:
1) Apoie suas mãos na parede e flexione o joelho de uma perna a frente do corpo, enquanto a outra fica estendida atrás, tocando o calcanhar no chão com a ponta de ambos os pés voltadas para frente. Manter um alinhamento postural na diagonal. Repita com a outra.
2) opcional: Coloque a ponta do pé na beirada da calçada, de um ou ambos os pés e deixe que o(os) calcanhar(es) se abaixe(m), alongando os músculos da "batata da perna" (panturrilha).

Ísquiotibiais:
Apoie uma perna na parede (árvore, carro, cerca, etc) em frente a seu corpo com ambos os pés voltados para a mesma direção, apoiando as mãos na perna da parede . Mantenha o corpo ereto para cima, e não como está na foto (pessoas portadoras de Hérnias de Disco para trás podem agravar o problema) . Repita com a outra perna.

Adutores:
1) Assente-se com os pés juntos deixando que seus joelhos caiam para os lados. Mantenha o corpo ereto, alinhando a coluna.
2) Opcional: De pé apoiar a perna o lado, completamente de lado. Evite hiperestender a perna de apoio. Obs: mantenha o corpo ereto e não como está na foto. É desnecessário inclinar-se (a inclinação alongará a lateral do corpo). O pé de apoio deve estar apontando para a frente e não é necessário elevar muito a perna ao lado, respeite seus limites. Repita o outro lado.

Quadríceps:
1) Apóie uma das mãos na parede e a outra segure a ponta do pé oposto Joelhos bem juntos. Repita com a outra perna.
2) Opcional: Poderá executar este alongamento, também, em decúbito lateral no chão, segurando o pé por trás (joelho fletido, unido ao outro estendido, e não como está na foto). Evite rodar a perna apontando a ponta do pé para fora da perna.

(O Reto Femoral é um músculo bi-articular e se origina na espinha ilíaca anterior e inferior e borda do acetábulo se inserindo na patela, bordas proximais, laterais e tuberosidade na tíbia (Anatomia Humana Sistemica e Segmentar, Dângelo e Fatini). E para executar um alongamento afastando as duas extremidades, basta fletir o joelho.

A partir de 30 º de flexão de joelho, há um aumento gradual na pressão da patela contra o fêmur. Por isso, não somente as pessoas com problema na articulação no joelho, mas todos nós, devemos evitar a execução do alongamento do quadríceps dessa maneira, para evitar que ocorra desgaste dessa articulação. Para alongar, ficar em posição antero-posterior, sendo que o MI que está atrás fique apoiado em uma superficie alta, por exemplo, um banco, então apoiar a parte do dorso do pé e estará alongando o MI da perna que esta atrás.)

Coluna e Glúteos:
Separe as pernas e desça com as mãos em direção ao chão (não é necessário tocá-lo). Deixe seu corpo relaxado por completo, inclusive os joelhos, deixando que a gravidade te puxe para baixo. Se estender os joelhos irá favorecer os ísquio-tibiais também.

 

Geral:
Entrelace os dedos e eleve as palmas das mãos juntas para cima, elevando os calcanhares.


Fonte das fotos: Alongue-se - Bob Anderson, 1983


Observação: evite exceder no alongamento estressando a (as) articulação (ões). Nunca vá além da dor e mantenha a regularidade nos alongamentos. Eles só têm a contribuir para sua saúde postural. Estejam Ativos !

Alongamento no Espelho

Objetivo: Aumento amplitude articular
Duração: 45 minutos
Material: step, colchonete, música calma
Faixa Etária: Todas as idades
Parte Prática:

Seqüência muscular trabalhada:
Serão trabalhados todos os músculos e articulação corporal . Manter a posição em 10 segundos ou mais, manter postura da coluna e respiração controlada. A volta ou troca dos movimentos são sempre lentos e com a articulação descomprometida para não ocasionar lesões ou rompimentos.

  • Começando pelo pescoço, fazer movimento de rotação semi-circular (frente e trás);
  • Com o braço esquerdo estendido para o lado e o direito segura a cabeça para o lado, sempre mantendo a postura da coluna, repetir com o outro lado;
  • Alongamento do pescoço diagonal;
  • Com o braço direito para trás descer com o braço esquerdo lateral, manter os joelhos semi-flexionados, repetir o movimento como outro lado.
  • Sentado no step, com as pernas em posição de borboleta ( manter os pés 2 palmos de distância) e relaxar o tronco á frente;
  • Estender a perna direita à frente e a esquerda flexionada e aberta lateralmente, relaxar à frente com as mãos no pé estendido. Posicionar em seguida a perna esquerda em cima da direita (acima do joelho para não forçar), relaxar à frente, sem sair desta posição flexionar a direita e manter a esquerda em cima fazer a rotação do quadril para a direita e apoiar as duas mãos no solo. Repetir tudo com a outra perna.
  • Estender as duas pernas à frente e alcançar as duas mãos nos pés; flexionar uma das pernas para trás e deitar até onde conseguir no step sem elevar o joelho flexionado, repetir com a outra perna. Atenção para não esquecer de apoiar as mãos no solo antes de voltar o joelho flertido.
  • Sentado no colchonete atrás do step, com as pernas afastadas elevar os braços inspirar e ir soltando o ar quando for descer à frente; passando pela frente vai com as duas mãos para lateral em um dos pés; o mesmo procedimento para o outro lado; repete para frente mais uma vez; voltar a posição deitada, abraçar as duas pernas para relaxar a coluna, em seguida as pernas para um lado e o tronco para o outro com os braços abertos ( repetir para outro lado);
  • Em pé posicionar na ponta do step o pé direito, perna esquerda semi-flexionada à frente com as mãos apoiadas mantendo a postura da coluna alongar a panturrilha. Repetir com a outra perna.
  • Em cima do step estender o corpo todo inspirando e expirando para relaxar;
  • Trabalho de respiração com elevação do ombro (inspiração e expiração) 4x.

Observação Final: Aula completa de alongamento de fácil execução que proporcionou momentos tanto de aumento de amplitude como de relaxamento.


Leandro - 18 anos, balarini@onda.com.br,
Apucarana - Pr - Brasil


Fonte: http://www.cdof.com.br/along2.htm

sábado, 23 de janeiro de 2010

Guia de Medicina e Saúde [CD-ROM] - baixe

Uma ótima fonte de atualização e aprendizagem para profissionais e estudantes das ciências da saúde.

O guia desvenda o funcionamento do nosso corpo. É ricamente ilustrado, com imagens obtidas por microscópio, ressonância magnética, tomografia computadorizada e 3D. Também contem pequenas animações mostrando batimento cardiaco por exemplo.

Conteúdo:

Corpo Integrado
Sistema Muscular
Sistema Esquelético
Sistema Nervoso
Sistema Endócrino
Sistema Cardiovascular
Linfa e Imunidade
Sistema Digestório
Sistema Respiratório
Pele, Cabelos e Unhas
Sistema Urinário
Reprodução e Ciclo da Vida


Servidor: EasyShare / Megaupload
Idioma: Português
Tamanho: 174 mb

Formato: .Rar





Parte 1
EasyShare MegaUpload



Parte 2
EasyShare

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

MECANOTERAPIA - APARELHOS E MUSCULATURA TRABALHADA

O exercício resistido com equipamentos que permitem a graduação da amplitude é indicado para as pessoas saudáveis na prevenção de doenças e para aquelas com doenças crônicas no tratamento e na reabilitação delas.

O uso dos exercícios com pesos na prevenção de doenças e na reabilitação de pessoas debilitadas é recomendado por entidades como o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), pela Associação Americana do Coração (AHA) e pela Associação Americana de Reabilitação Cardiovascular e Pulmonar (AACPR), podendo ser utilizada com segurança e com conforto.

Prevenção, tratamento e reabilitação de:

  • Diabetes Mellitus;
  • Hipertensão Arterial Sistêmica;
  • Obesidade;
  • Doenças das mãos, dos pés, dos joelhos, do quadril, dos ombros,
    dos cotovelos e da coluna vertebral como: Osteoartrose, artrites crônicas,
    dores crônicas, tendinites, bursites, LER/DORT;
  • Osteoporose;
  • Bronquite Crônica;
  • Enfisema Pulmonar;
  • Asma;
  • Aterosclerose;
  • Doença Vascular Periférica;
  • Insuficiência Coronariana;
  • Síndromes Flácidas e Espásticas;
  • Doença de Parkinson;
  • Síndromes Miofasciais;
  • Reabilitação Músculo-Esquelética;
  • Limitações Decorrentes do Envelhecimento.



Press Peitoral Graduado

Peitoral básico: desenvolvimento para frente sentado.

Exercício conhecido como “chest press" é clássico para fortalecer e alongar os músculos peitorais, com o auxílio dos ombros e dos braços. Semelhante ao desenvolvimento supino, com maior alongamento e maior contração dos peitorais, maior segurança, maior praticidade, ativação de maior número de fibras e maior conforto para a coluna e para os ombros.

Movimentos articulares: flexão horizontal da articulação escápulo-umeral e extensão do cotovelo.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo peitoral maior, feixe anterior do deltóide, tríceps braquial, grande denteado e subescapular.

Graduado: sistema de graduação que permite rápidas e suaves mudanças nas posições iniciais das alavancas por meio do acionamento de um simples pino com mola. Com isso as amplitudes dos exercícios podem ser adaptadas para cada situação individual.


Remada Graduada

Costas básico: movimento de remo sentado. Exercício semelhante à remada com barra, com ativação mais completa dos músculos das costas, maior alongamento e maior contração dos músculos dorsais e redondos, maior segurança, maior praticidade e maior conforto para a coluna vertebral.

Movimentos articulares: extensão da articulação escápulo-umeral, extensão da coluna lombar, extensão de quadril e flexão de cotovelo.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo grande dorsal, redondo maior e menor, feixe posterior do deltóide, infra-espinhal, fibras médias e inferiores do trapézio, rombóides, para-vertebrais lombares, glúteos, posteriores da coxa, flexores do cotovelo, do punho e dos dedos.

Graduada: sistema de graduação que permite rápidas e suaves mudanças nas posições iniciais das alavancas por meio do acionamento de um simples pino com mola. Com isso as amplitudes dos exercícios podem ser adaptadas para cada situação individual.


Puxada Alta Graduada

Puxada do alto unilateral sentada: exercício semelhante ao puxador ou barra fixa pela frente, com maior alongamento e maior contração dos dorsais e redondos, maior segurança e maior conforto nos ombros.

Movimentos articulares: adução da escápulo-umeral.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo grande dorsal, redondo maior e menor, infra-espinhal, bíceps braquial, braquial, braquioradial, e flexores do punho e dos dedos.

Terapêutico: Possibilidade de graduar a posição inicial do exercício, de acordo com restrições físicas ou situações terapêuticas.

Graduada: sistema de graduação que permite rápidas e suaves mudanças nas posições iniciais das alavancas por meio do acionamento de um simples pino com mola. Assim permite optar pela melhor e mais confortável amplitude de movimento, de acordo com restrições físicas ou situações terapêuticas.


Rosca Apoiada

Exercício semelhante à rosca apoiada com barra, halteres e máquinas (rosca Scott); ativação mais completa do braquial e do bíceps braquial, com maior alongamento e maior contração desses músculos; maior segurança, maior praticidade e maior conforto nos cotovelos, ombros e coluna vertebral.

Movimentos articulares: flexão de cotovelo.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo braquial e do bíceps braquial; braquioradial, flexores do punho e dos dedos.


Extensões Laterais

Extensão de tríceps para baixo: exercício semelhante ao pulley tríceps, com apoio do braço; ativação mais completa do tríceps braquial, com maior alongamento e maior contração desse músculo; maior segurança, maior praticidade e maior conforto nos cotovelos, ombros e coluna vertebral.

Movimentos articulares: extensão de cotovelo.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo tríceps braquial.


Extensor Lombar Graduado

Movimento de estender o tronco para trás, sentado.

Exercício semelhante ao levantamento da terra com flexão variada de joelhos, com maior alongamento e maior contração dos músculos envolvidos; maior praticidade, maior segurança e maior conforto para a coluna vertebral.

Movimentos articulares: extensão da coluna lombar e dos quadris.

Principais músculos ativados: para-vertebrais lombares, glúteos, posteriores da coxa.

Terapêutico: Possibilidade de graduar a posição inicial do exercício, de acordo com restrições físicas ou situações terapêuticas.

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Extensor Paravertebral

Movimento de estender o tronco para trás, sentado, com restrição do movimento lombar; exercício semelhante às hiperextensões em banco, com maior alongamento e maior contração dos músculos envolvidos; maior praticidade, maior segurança e maior conforto na coluna vertebral.

Movimentos articulares: extensão da coluna torácica com isometria cervical.

Principais músculos ativados: para-vertebrais torácicos e cervicais.


Flexor Abdominal Sentado

Movimento de flexionar o tronco para frente, sentado.

Ativação muscular completa, isolada e confortável, com segurança e praticidade.

Movimentos articulares: flexão da coluna lombar.

Principais músculos ativados: abdominais retos, oblíquos e transversos.


Leg Press

Coxas básico: desenvolvimento com as pernas, sentado.

Exercício semelhante ao agachamento com barra; maior alongamento e ativação mais completa dos músculos envolvidos; alívio importante das sobrecargas em ligamentos cruzados dos joelhos; maior segurança, maior praticidade e maior conforto para a coluna vertebral e para os joelhos.

Movimentos articulares: extensão dos joelhos e extensão dos quadris.

Principais músculos ativados: todas as fibras do músculo quadríceps; posteriores da coxa, adutores, glúteos; ativação isométrica de para-vertebrais lombares e abdominais.


Flexor de Gêmeos

Panturrilha básico: movimento de empurrar com a ponta dos pés, sentado, com os joelhos em extensão.

Ativação muscular completa e confortável, segurança e praticidade.

Movimentos articulares: flexão plantar dos tornozelos.

Principais músculos ativados: gastrocnêmios e solear.



Cadeira Abdutora e Adutora

O aparelho permite adução ou abdução dos quadris com mudança das posições iniciais das alavancas por meio do acionamento de um simples de pino com mola; ativação muscular completa e confortável, segurança e praticidade.

Movimentos articulares: Abdução e adução dos quadris.


Principais músculos ativados: adutores e abdutores dos quadris.


Cadeira Flexo-extensora

Aparelho que permite opção em realizar extensões e flexões dos joelhos de maneira individual, de acordo com a graduação do braço de alavanca.

Exercícios completos para músculos das coxas (anterior e posterior) em um único aparelho, podendo ser realizados uni ou bi lateralmente.

Sistema de graduação que permite rápidas e suaves mudanças nas posições iniciais das alavancas com dois pontos de fixação, um para extensão e outro para flexão, sempre acionando um simples pino com mola.

Terapêutia: possui o mesmo mecanismo de graduação nas alavancas, porém com mais pontos para fixação, podendo realizar extensões e flexões com maior ou menor amplitudes de movimento de acordo com restrições físicas ou situações terapêuticas.

Movimentos articulares: extensão dos joelhos e flexão dos joelhos.

Principais músculos ativados: Na extensão, todas as fibras do músculo quadríceps.
Na flexão, bíceps femoral, semitendinoso e semimembranoso, ativação parcial dos gastrocnêmios.


Fonte: http://www.iafs.med.br/site/equipamentos.html

domingo, 29 de novembro de 2009

CONCURSO DE FISIOTERAPIA - Material gratuito!

Esses links estão no blog Concurso e Fisioterapia

É um excelente material separado por categorias. Vale a pena conferir!


Arquivos para download

VENTILAÇÃO MECÂNICA


Associação entre índice de ventilação e tempo de ventilação em bronquiolite


Ventilação mecanica no DPOC


Falha na extubação de crianças em ventilação mecânica


Novas estratégias de ventilação mecânica SARA


Tipos de ventilação mecânica


Ventilação Mecânica


Ventilação mecânica no trauma


Ventilação mecânica em pediatria


Ventilação mecânica em pediatria II


Ventilação mecânica domiciliar


Ventilação mecânica em neurologia


Ventilação Não-Invasiva


****


ANATOMIA


Atlas Sobotta


Atlas de anatomia de bolso


Anatomia humana básica - Dangelo e Fattini


Atlas Netter


Anatomia dos músculos


Anatomia sistema circulatório


Anatomia sistema digestivo


Anatomia palpatória - osteopatia


Anatomia ossos e artic. MMSS


Anatomia do sistema nervoso central


Anatomia cariovascular


Dicionário de anatomia


Apostila de anatomia


Atlas de oftalmologia


****


CARDIOLOGIA


Conceito de pré e pós-carga


Fisioterapia em cardiologia


Mini manual de cardiologia


****


PNEUMOLOGIA


Laboratório de pneumologia


Tratamento em fisioterapia respiratória


Fisioterapia respiratória


Fisiologia pulmonar


Mecânica respiratória após aspiração


Intubação


****


REUMATOLOGIA


Mini manual de reumatologia


Fisioterapia em reumatologia


Reumatologia pediátrica


Fisioterapia na osteoartrose do joelho I


Fisioterapia na osteoartrose do joelho II


Fibromialgia


****


GERIATRIA


Manual de geriatria


Fisioterapia e geriatria


Merck Geriatria


Geriatria e demências


****


CINESIOTERAPIA


Apostila de cinesioterapia


Exercícios com bola


Alongamento e flexibilidade


Mobilização articular


****


CINESIOLOGIA


Cinesiologia


Cinesiologia do ombro e biomecânica


Cinesiologia da coluna lombar


Apostila cinesiologia


****


ORTOPEDIA


Deslocamento patelar


Fisioterapia em traumatologia


Desvios da coluna - José Knoplich


Joelho, perna e pé


****


NEUROLOGIA


Fisioterapia na paralisia cerebral


Fisioterapia no TRM -treino funcional


Fisioterapia no AVE agudo


Fisioterapia nas lesões do plexo braquial


Fisioterapia em Parkinson


Fisioterapia na lesão nervosa periférica completa


Fisioterapia no TCE


Fisioterapia na disfunção cerebelar


****


PEDIATRIA


Desenvolvimento psicomotor da criança


Shantala


Emergências pediátricas


****


GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA


Urgências maternas


Manual de clínica ginecológica


Manual da clínica obstétrica


Ginecologia


Condutas em obstetrícia


****


DIVERSOS


Diagnóstico clínico postural


Abordagem da fisioterapia na terceira idade


Anatomia palpatória


Fisioterapia proprioceptiva


Fisioterapia em queimados


Como fazer bandagens


Fisioterapia nas doença ocupacionais


Fisioterapia e ergonomia


Livro - Guyton


Eletroterapia baseada em evidências


Fisioterapia desportiva


Fisioterapia em oncologia


Noções de hematopoese

domingo, 22 de novembro de 2009

ROTINAS DE CONDUTA - STI-HSPE - DOWNLOAD


ROTINAS DE CONDUTA - STI-HSPE

O Serviço de Terapia Intensiva do Hospital do Servidor Público Estadual Francisco Morato de Oliveira - HSPE FMO está disponibilizando on line uma revisão das rotinas de condutas do Serviço de Terapia Intensiva do HSPE.

O aspecto principal das rotinas baseia-se em um algoritmo prático e objetivo. Nesta oportunidade uma atualizada revisão bibliográfica acompanha as rotinas, destacando-se o principal artigo relacionado ao assunto como sugestão de leitura. As rotinas são classificadas com Graus de Recomendação, preferencialmente, ou com nível de evidência, conforme tabela abaixo:


GRAUS DE RECOMENDAÇÃO e Níveis de evidência

Abaixo a atual recomendação de Níveis de Evidência e Graus de Recomendação:

GRAUS DE RECOMENDAÇÃO


1

FORTE: Recomenda-se fazer (ou não fazer) determinada conduta

Benefício claramente superior a riscos (ou vice versa) para a maioria dos pacientes (se não todos)
2

FRACA: Sugere-se fazer (ou não fazer) determinada conduta

Benefícios e Riscos equilibrados ou incertos.
NÍVEIS DE EVIDÊNCIA
A ALTA Evidência consistente de trials randomizados
B MODERADA Evidência forte vinda de trials randomizados, com limitações
C BAIXA Evidência vinda de estudos observacionais, observações clínicas assistemáticas ou estudos randomizados com falhas
D MUITO BAIXA Evidência vinda de opinião de especialistas / relatos de caso

FONTE: Guyatt et al. Evid Based Med.2006; 11: 2-4

Guyatt GS, et al. Users' Guides to the Medical Literature. Chicago, Ilinois: AMA Press, 2002

Clique aqui para entrar e baixar as rotinas



Revisão: Dr. Ederlon Alves de Carvalho Rezende

Dr. Alexandre Marini Ísola


Escolha abaixo a Rotina de Conduta que deseja ler (29)

Médico brasileiro desenvolve tratamento para combater doenças degenerativas nos EUA uma grande esperança para quem tem ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica)

O médico brasileiro Dr. Marc Abreu desenvolveu um tratamento para doenças degenerativas que impede seu avanço e reverte seus efeitos por mei...