domingo, 28 de setembro de 2008

Técnicas de Cinesioterapia Respiratória e Manobras de Higiene Brônquica (MHB)

1. Introdução

Tem sido muito discutidos a fundamentação das técnicas manuais ( recursos manuais ) empregados na fisioterapia respiratória bem como as questões relativas a diversidade terminológica que essas técnicas adquirem, com o passar do tempo, para cada profissional da área. Isso provavelmente ocorre pela escassez de bibliografias básicas, assim como pela ausência de estudos científicos que fundamentem o assunto. (Costa, D Fisioterapia respiratória básica, 1999)

Não pretende neste capitulo estabelecer uma nomenclatura única para ser seguida, tampouco esgotar o assunto, mais expressar os conceitos de uma pratica bastante conhecida e há muito utilizada no dia-a-dia da fisioterapia respiratória. Para tal, será empregada uma terminologia que expresse o que de fato encerram os conteúdos e objetivos das técnicas e procedimentos terapêuticos que constituem os recursos manuais da fisioterapia respiratória. (Costa, D Fisioterapia respiratória básica, 1999)

Os recursos manuais da fisioterapia respiratória compõe um grupo de técnicas de exercícios manuais específicos que visam a prevenção, no intuito de evitar a complicação de um quadro de pneumopatia instalado, á melhora ou reabilitação de uma disfunção toracopulmonar e ao treinamento e recondicionamento físico das condições respiratórias de um pneumopata. Visam também ao condicionamento físico e respiratório a educação de um individuo sadio normal, como respirar corretamente, como forma de prevenção no intuito de evitar que uma disfunção respiratória ou uma disfunção se instale. (Costa, D Fisioterapia respiratória básica, 1999)

Estes recursos são chamados por serem empregados sem o uso de equipamentos, podendo também ser enquadrados na cinesioterapia respiratória: por essa razão são chamados de manobras cinesioterapeuticas respiratórias ou manobras manuais da fisioterapia respiratória. (Costa, D)

Tais recursos são geralmente empregados no tórax de indivíduos acometidos de pneumopatias ou após cirurgias de tórax ou de abdômen, especialmente nos casos em que o individuo apresenta dificuldade de auto eliminação de secreção das vias aéreas inferiores, bem como nas dificuldades de uma ventilação pulmonar adequada ou suficiente para suprir o consumo de oxigênio no organismo. (Costa, D Fisioterapia respiratória básica, 1999)

A literatura sobre os recursos manuais da fisioterapia respiratória, ou manobras cinesioterapeuticas respiratórias, além de escassa não os agrupa e nem descreve de maneira satisfatória. Na maioria das vezes, esses recursos são somente citados, talvez por se tratarem de técnicas exclusivamente manuais e exigirem muito mais da experiência pratica de quem se aplica do que de sua própria fundamentação cientifica e bases anatomofisiologicas. (Costa, D. Fisioterapia respiratória básica, 1999)

O tratamento apropriado do paciente com problemas pulmonar requer o conhecimento do distúrbio fisiológico presente e da eficácia de um dado tratamento dentro do contexto daquele problema. Historicamente, os efeitos de diversas medidas terapêuticas não estavam validados por rigorosa avaliação cientifica. Consequentemente os fisioterapeutas devem estar preparados para aperfeiçoar suas idéias com o influxo continuo de novas informações. (Irwin. S, Tecklin. J. Fisioterapia Cardiopulmonar)

A Fisioterapia Respiratória (FR) tem importante papel no tratamento de pneumopatias. Terapias de higiene brônquica (HB) em casos de hipersecreção já são utilizadas há muitas décadas, com algumas técnicas denominadas convencionais e outras novas. Todas objetivam prevenir ou reduzir as conseqüências mecânicas da obstrução, como hiperinsuflação, má distribuição da ventilação pulmonar, entre outras, aumentando a clearance mucociliar da via aérea. Essas técnicas vêm sendo alvo de estudos e revisões, porém, permanecem muitas dúvidas sobre suas relações com as propriedades reológicas do muco brônquico. (Martins, A. L. P., Jamami, M. e Costa, D. Rev. bras. Fisioter, 2004)

A fisioterapia tem um importante papel na manutenção das vias aéreas e pulmões desobstruídos, principalmente, quando patologias de gênese hipersecretiva estão envolvidas ou quando disfunções neuromusculares tornam a tosse ineficaz. As técnicas desobstrutivas também fazem parte dos programas pré e pós - operatórios de cirurgias cardíacas, torácicas e abdominais com objetivo profilático contra pneumonias e atelectasias.

Algumas técnicas desobstrutivas são descritas na literatura entretanto, o estudo torna-se confuso quanto aos tratamentos e assim dificultando sua interpretação. Em muitos casos observa-se que utiliza-se o nome genérico de uma técnica, mas na prática adotam uma técnica diferente.

2. Técnicas de Desobstrução Brônquica

2.1 Tapotagem ou percussões

A percussão, durante a expiração, 5 Hz de freqüência, promovendo ondas de energia cinética, transmitidas através das vias respiratórias, deslocam as secreções da arvore brônquica e as mobilizam das regiões periféricas para as centrais. Há controversa na aplicação das técnicas, segundo a sua freqüência de execução e a sua associação a outras técnicas o tempo estimado é de (240 ciclos/minuto) sendo continuo. (Carvalho. M. Fisioterapia Respiratória 5º edição)

A tapotagem consiste em percutir com as mãos em concha ou em ventosa, as regiões torácicas relacionadas com as áreas pulmonares em que haja secreção, respeitando as regiões dolorosas. (Costa, D. Fisioterapia respiratória básica, 1999)

Contra indicação: Aplicação direto a pele, paciente apresentando ruídos sibilares exacerbados, dispnéia, crise asmática, edema agudo do pulmão, pós cirúrgicos em menos de uma hora de refeição fraturas de costelas, cardiopatas graves.


2.2 Vibração e Vibrocompressão

São contrações isométricas repetidas do ombro e cotovelo realizada sobre a parede do tórax, durante a fase expiratória, em uma freqüência de 12 a 16 Hz, podendo ser associado a compressão. (Carvalho. M. Fisioterapia Respiratória 5º edição)

È realizada com as mãos espalmadas, acopladas e com certa pressão no tórax do paciente, o punho e o cotovelo de quem aplica deverão permanecer imóveis impulsionando os movimentos vibratórios ( tremor energético) com um trabalho mecânico proveniente da musculatura do braço e do ombro, deixando os demais grupos musculares do membro superiores contraídos isometricamente e as articulações do punho e do cotovelo imóveis.



2.3 Percussão Cubital

Com os mesmos objetivos da tapotagem a percussão cubital consiste em percutir o tórax mediante o movimento de desvio ulnar com uma das mãos semifechadas, mais precisamente com o lado hipotênar sobre a outra mão ou os dedos da outra mão, que esta em concha e permanentemente acoplada ao tórax do paciente, neste caso a percussão cubital será indireta, podendo também ser realizada diretamente sobre o tórax do paciente, esta ultima é menos empregada pelo desconforto do paciente.

A principal diferença entre a percussão cubital e a tapotagem é que o movimento de “resvalo torácico” na pressão cubital é menos vibrátil, podendo ser mais bem empregada nos casos em que a tapotagem causa dor. Por outro lado, a percussão cubital embora menos vibrátil, por tratar-se de um movimento brusco proporciona maior estimulo a tosse.

2.4 Drenagem Postural

A drenagem postural pode ser considerada uma técnica respiratória, que tem como objetivo drenar secreção pulmonar da arvore brônquica, por esse motivo, ás vezes recebe a denominação de drenagem brônquica ou drenagem postural broncoseletiva. Sua principal fundamentação é o uso da ação da gravidade. Neste sentido, ao reportamo-nos a anatomia da arvore brônquica, notamos que esta tema configuração de uma arvore em posição invertida. Isto é, com os troncos para cima e os galhos de folhas para baixo.

Considerando que a uma tendência natural de acumular secreções nas áreas mais distais da arvore brônquica, pelo próprio efeito gravitacional o drenagem imprega o posicionamento invertido ( decúbito com o quadril mais elevado que os ombros), no intuito de favorecer o acesso da secreção pulmonar a um trajeto mais superior na arvore brônquica e , consequentemente, sua eliminação.

Embora existam áreas localizadas na região superiores dos pulmões, há maior tendência de acumulo de secreção nas vias aéreas mais inferiores. É por isso q nos procedimentos de drenagem o paciente é posicionado de forma que seu tronco fique mais inferior que o quadril. Drenagem por segmentos do pulmão.







2.5 Drenagem autogênica

Dab e Alexander introduziram a drenagem autogênica da seguinte forma:

  1. O paciente esta sentado ereto

  2. O paciente respira profundamente a um ritmo normal ou relativamente lento.

  3. As secreções nas vias aéreas se deslocaram para proximalmente para como resultado do padrão respiratório.

  4. A medida que as secreções se deslocarem para a traquéia elas são expelidas com uma tosse suave ou expiração levemente forçada.

Objetivos: melhorar a ventilação e deslocação do muco.

2.6 Técnica expiratória forçada ou Huff

A técnica expiratória forçada foi popularizada por fisioterapeutas do Hospital Bromptom em Londres. Pryor et al. Começaram a empregar a TEF ao final da década de 1970 e nos anos de 1980.

A técnica de expiração forçada consiste de um ou dois huffs ( expirações forçadas, de volume pulmonar médio a baixo, seguidas de um período de respiração diafragmatica controlada e relaxada. As secreções brônquicas mobilizadas para as vias aéreas superiores são ,então, expectoradas, e o processo é repetido até que se obtenha limpeza brônquica máxima. O paciente pode reforçar a expiração forçada pela autocompressão da parede torácica com um rápido movimento de adução dos braços.

2.7 Tosse

A tosse reflexa tem quatro fases: irritação, inpiração, compressão e expulsão. A tosse voluntária não requer a primeira fase. Para ser eficaz qualquer uma delas deve gerar força suficiente para mobilizar as secreções da primeira a sétima geração de brônquios.

Tipos de tosse:

  1. Espontânea

  2. Assistida ou auto- assistida

  3. fragmentada

  4. estimulada ( pressão na traquéia – fúrcula)


2.8 Aceleração do fluxo expiratório ou pressão expiratória

A pressão expiratória recebe diferentes nomes, conforme o uso e os hábitos dos profissionais que a empregam no dia-a-dia da fisioterapia expiratória, assim sendo é também denominada tensão expiratória manual ou terapia expiratória por pressão ou terapia manual por pressão , além de outras possíveis denominações não constantes na referencias bibliográficas até então não consultadas.(Costa, D Fisioterapia respiratória básica, 1999)

A expiratória consiste em deprimir passivamente o gradial costal do paciente, além daquilo que ele consegue realizar ativamente, durante uma expiração normal ou forçada, pode ser feita com o paciente me decúbito supino ou decúbito lateral em decúbito supino o terapeuta coloca as mãos sobre as regiões paraesternais do paciente acompanhando o movimento torácico na fase expiratória, aplicando também uma pressão no final da expiração prolongando ainda mais esta fase, aplicando essa pressão nos sentidos para baixo (crânio-caudal) e para fora (latero-lateral). Em decúbito lateral a pressão é feita no mesmo sentido com apenas uma das mãos enquanto a outra devera dar fixação a região torácica posterior auxiliando a compressão e protegendo as articulações costovertebrais.

A pressão expiratória é realizada com as mãos abertas, dedos aduzidos ao maximo, punhos e cotovelos fixos e a pressão exercida é quase todo proveniente do ombro. A pressão deve ser continua, devendo, no fim, haver uma leve vibração para maior relaxamento do tórax do paciente, proporcionando melhor alavanca para quem aplica o que torna a manobra mais eficiente.

O objetivo principal da manobra é desinsuflar o tórax e os pulmões, diminuindo o espaço morte e residual e aumentando o volume de ar corrente. Possibilitando a maior ventilação pulmonar que por sua vez ira oxigenar melhor o sangue. Outro objetivo é melhorar a mobilidade da caixa torácica. Cabe lembrar ainda que a pressão expiratória poderá, na sua fase final, estimular a tosse e, quando a presença de acumulo de secreção nos pulmões do paciente será também estimulada a expectoração.

2.9 Shaking

É uma técnica que é realizada com varias compressões acompanhando a expiração com o objetivo de aumentar o fluxo aéreo para deslocar o muco.

3. Técnicas Cinesioterapeuticas

3.1 Exercícios respiratórios diafragmaticos

O diafragma é o principal músculo da inspiração, Historicamente quando outros músculos que não o diafragma assumiam um papel na inspiração, os esforços terapêuticos eram voltados para a restauração de um padrão respiratório diafragmatico mais normal. O retorno respiratório para respiração diagragmatica era visto como o alivio da dispnéia. (Irwin. S, Tecklin. J. Fisioterapia Cardiopulmonar)

A seguir os passos para ensinar exercícios respiratórios diafragmaticos.

  1. Coloque a mão dominante do paciente sobre a região media do reto abdominal.

  2. Coloque a mão não dominante sobre a região esternal media.

  3. Oriente o paciente a inpirar lentamente pelo nariz.

  4. Oriente o paciente a observar a mão dominante.

  5. Incentive o paciente a direcionar o ar de modo que a mão dominante se leve gradualmente durante a inspiração.

  6. Alerte o paciente a evitar movimentos excessivos sob a mão não-dominante.

  7. Aplique firme pressão sobre a mão sobre a mão dominante do paciente imediatamente antes de orienta-lo a inspirar.

  8. Oriente o paciente a inspirar a media que você diminuir a pressão durante a inspiração.

  9. Pratique os exercícios até que o paciente não necessite mais da assistência manual do terapeuta para realiza-lo corretamente.

  10. Aumente o nível de dificuldade, removendo essencialmente os estímulos auditivos, visuais e táteis, progrida o exercício, praticando o exercício na posição sentado em pé e andando.

Os exercícios diafragmaticos são aplicados para eliminar o uso de musculatura acessória, aumentar a ventilação do individuo, melhora a oxigenação, redução do índice de complicações pulmonares pós – operatórias. (Irwin. S, Tecklin. J. Fisioterapia Cardiopulmonar).


3.2 Exercícios respiratórios com os lábios franzidos ou freno labial

A respiração com lábio franzidos é outro método sugerido para melhorar a ventilação e a oxigenação. Essa estratégia respiratória, usada espontaneamente por pacientes com doença obstrutiva crônica, foi recomendado pela primeira vez para o uso terapêutico nos estados unidos por volta de 1935. (Irwin. S, Tecklin. J. Fisioterapia Cardiopulmonar).

A seguir os passos para o método de respiração com os lábios franzidos.

  1. Posicione o paciente confortavelmente.

  2. Analise os objetivos do exercício: alivio da dispnéia ou aumento da ventilação.

  3. Explique que os benefícios da técnica varia entre os indivíduos.

  4. Explique que a contração abdominal é indesejada.

  5. coloque sua mão sobre o reto abdominal para detectar atividade durante a expiração.

  6. Oriente o paciente a inspirar lentamente.

  7. Oriente o paciente a franzir os lábios antes de expirar.

  8. Instrua os paciente a soltar o ar entre os lábios franzidos e evitar a contração abdominal.

  9. Oriente o paciente a parar de expirar quando for detectada atividade de contração abdominal.

  10. Aumente a intensidade do exercício substituindo sua mão pela do paciente, removendo estímulos táteis e levando o paciente a fazer o exercício em pé e durante outros exercícios.

Objetivos terapêuticos: Aliviar a dispnéia, Reduzir o trabalho da respiração, Reduzir a incidência de complicações pulmonares desinsuflação pulmonar.

Objetivos fisiológicos: Melhorar a ventilação e Melhorar a oxigenação.

Possíveis resultados: Eliminação da atividade da musculatura acessória, diminuição da freqüência respiratória, aumento do volume corrente, melhora da distribuição da ventilação. (Irwin. S, Tecklin. J. Fisioterapia Cardiopulmonar).

Obs: Freno labial ajuda os pacientes DPOCs a desinsuflar, na sua crise pelo fato de abaixar o ponto de igual pressão e o pulmão segura menos ar. (aula Marco César Pneumologia 2005)

3.4 Exercícios respiratórios segmentares

Os exercícios respiratórios segmentares são usados para melhorar a ventilação e a oxigenação. Esse exercício, também é conhecido como respiração localizada, assume que o ar inspirado pode ser direcionado para uma região predeterminada. (Reed JMW, 1953).

Esse tratamento é recomendado para evitar acumulo de liquido pleural, reduzir a probabilidade de atelectasia, evitar o acumulo de secreções traqueobrônquicas, diminuir a respiração paradoxal, melhorar a mobilidade torácica. Cada técnica utiliza pressão manual para encorajar a expansão de uma parte especifica do pulmão.

A seqüência de passos para a técnica de exercícios de respiração segmentar

  1. Identifique a região que delimitam a região afetada.

  2. Coloque a suas mãos na parede torácica sobre o segmento que necessitam de tratamento.

  3. Aplique uma pressão no final na expiração

  4. Instrua o paciente a inspirar profundamente pela boca tentando direcionar o ar inspirado para sua mão dizendo “respire na minha mão”

  5. Reduza a pressão da mão enquanto o paciente inspira ( ao final da inspiração, a mão do instrutor não deve estar aplicando nenhuma pressão sobre o tórax. )

  6. Instrua o paciente a segurar a respiração por dois segundos ou três segundos ao termino da inspiração.

  7. Instrua o paciente a expirar

  8. Repita a seqüência até que o paciente possa executar a manobra respiratória corretamente.

  9. Progrida com os exercícios instruindo o paciente a usar suas próprias mãos ou um cinto para executar os exercícios independentemente.


3.5 Exercícios respiratórios de baixa freqüência

Vários pesquisadores relataram que a respiração lenta e profunda melhora a ventilação e oxigenação alveolar. Entretanto, a melhora relatada parece se manter apenas enquanto o padrão respiratório de baixa freqüência é mantido.


Objetivos: aliviar a dispnéia

Objetivos fisiológicos: Aumentar a ventilação e oxigenação

Possíveis resultados: Diminuição da freqüência respiratórias


3.6 Exercícios de inspiração máxima sustentada

Exercícios respiratórios durante os quais uma inspiração máxima é mantida por cerca de três segundos também foram associados com melhora da oxigenação.

Objetivos: aliviar a dispnéia

Objetivos fisiológicos: Aumentar a ventilação e oxigenação


4. Conclusão

Conclui que as técnicas cinesioterapeuticas são muito escassas em conceitos bibliográficos e mau descrita em relação a sua função anatomofisiologia, porem descritas com ênfase associada com a pratica, e obtendo bons resultados.


5. Referências Bibliográficas

COSTA, D. Fisioterapia respiratória básica. São Paulo: Atheneu. 1999.

IRWIN, Scot. TECKILIN, J. Fisioterapia Cardiopulmonar. São Paulo: Manole. 2003.

AZEREDO Carlos. Fisioterapia Respiratória hospital geral. São Paulo: Manole.2000

CARVALHO Mercedes. Fisioterapia Respiratória. Rio de Janeiro: Revinter. 2001.

MARTINS, A. L. P., JAMAMI, M. e COSTA, D. Estudo das propriedades reológicas do muco brônquico em pacientes submetidos a técnicas de fisioterapia respiratórias. São Carlos: Rev. bras. fisioter. 2004.


Trabalho realizado por:

Bruno Lopes Rossetti
Marcos Alexandre
Alexandre Carneiro Costa
Karla Regina Rocha

E-mail: brunoblr@yahoo.com.br



* Acadêmicos do Curso de Fisioterapia
Universidade Paulista - UNIP


Fonte:http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/respiratoria/cinesio_bruno/cinesio_respiratoria_bruno.html

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Novas regras para o parto humanizado


Anvisa decidiu humanizar os partos na rede pública de saúde. A idéia é reduzir o número de cesarianas e aumentar o contato da mãe com o bebê



Grávida, a dona-de-casa Miriene Silva não agüenta mais esperar. “Agora que está chegando mais perto, meu coração está acelerado! Tenho ansiedade para ver o rosto dela”, conta a mãe, que diz ainda rezar para tudo dar certo. A filha Alice deve nascer de cesárea, o método mais usado nos hospitais de todo o país.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, decidiu tornar o parto mais humanizado: reuniu uma série de normas e vai cobrar que hospitais públicos, particulares e clínicas mudem a rotina da maternidade dentro de seis meses. O primeiro cuidado: ao nascer, o bebê deve ir direto para o colo da mãe. A dona-de-casa Vanessa da Silva passou por isso na época em que teve seu filho. “Quando ele nasceu e colocaram o bebê em cima de mim, eu chorei!”, lembra Vanessa.
Outra recomendação é amamentar logo depois do parto. Para bebês prematuros, o método canguru é indicado: o bebê deve passar dia e noite agarrado à mãe para ganhar peso. É o que acontece com Abel, filho da estudante Carlene Rodrigues, que nasceu de seis meses. “Estou dando muita proteção para o meu filho”, diz a mãe. Se não houver restrições médicas, as mulheres vão poder escolher até a posição do parto: de cócoras, na água ou deitada. A futura mãe também pode convidar quem quiser como acompanhante, para assistir ao nascimento da criança.
A Anvisa também quer mudanças nos leitos: sugere que os quartos sejam planejados para acomodar apenas duas mães. “No meio desses dois leitos deve ser colocada uma cortina ou alguma coisa para garantir a privacidade”, completa Regina Barcellos, gerente de serviço de saúde da Anvisa.

Parto normal ou cesariana?
No Hospital Maternidade de Nova Friburgo nascem em média 150 crianças por mês, 70% do total dos nascimentos do município. A maternidade é ainda referência na região e atende a pacientes de outras 11 cidades. Do total de partos, 65% são naturais e 35% por cesarianas. O Ministério da Saúde definiu que a quantidade de cesáreas não deve ultrapassar 27,5% do total dos nascimentos nos hospitais. Segundo o diretor geral da maternidade, Ostwald dos Santos Filho, enquanto o sistema de pagamentos dos partos por parte dos convênios médicos não for alterado, a quantidade de cesarianas na rede particular não irá diminuir. “Ganha-se hoje por produção. Os planos de saúde pagam R$ 275 ao médico por parto. Em uma evolução normal de parto natural, desde as primeiras contrações o médico espera 8h, 12h, 16h e até 18h para o momento do nascimento. Já em uma cesariana o médico marca a operação e define o momento do parto, não sendo necessária a espera do demorado processo natural”, explica o médico.
“Para resolver isso, tinha que acabar com esse negócio de que o médico que faz o pré-natal tem que ser o mesmo que faz o parto. A mulher tinha que ir para o hospital na hora que começasse a sentir as contrações e ter a criança com o médico que estiver lá. Tirar o médico dos seus outros afazeres para correr para um hospital realizar o parto de uma paciente acaba contribuindo para a prática da marcação das operações cesarianas. Na maternidade, por exemplo, temos médico, obstetra, pediatra e anestesista de plantão 24h. Quando alguém chega sentindo as contrações, vamos esperar todo o processo porque sempre haverá uma equipe pronta para atuar no parto na hora em que for necessário. Mas isso não é de interesse dos convênios, eles preferem marcar para o médico chegar ao local na hora de trabalhar e não pagar o plantão para a equipe ficar lá aguardando o paciente”, conta o diretor geral da maternidade.
Muitas mães também preferem a cesariana por ser um processo menos dolorido e mais rápido, o que evita o desgaste da família na expectativa de conhecer o mais novo membro. Mas também existem aquelas que preferem os benefícios do método natural. É o caso da mãe do recém-nascido Eduardo. Ele é o terceiro filho de Cleuza Justino, que não quis saber de anestesia na hora de escolher a forma como iria ter o filho. “Com o parto normal a gente se recupera mais rápido”, justifica ela.
O Brasil é um dos campeões mundiais em número de cesarianas. O estado do Rio de Janeiro não é exceção. Por isso o Ministério da Saúde está em campanha para incentivar o parto normal. O Hospital Maternidade oferece serviços públicos de orientação para gestantes. Através do curso de gestantes, que acontece duas vezes por semana, as futuras mamães recebem orientações sobre a hora do parto, como relaxar para tornar o parto mais fácil, os cuidados que deve ter com o bebê e até mesmo como fazer o planejamento familiar e evitar outra gravidez no futuro. A maternidade de Nova Friburgo recebeu o título de Hospital Amigo da Criança. Desde então, a primeira amamentação acontece logo na primeira hora do nascimento. Assim que o parto acontece, o bebê é higienizado e já vai para o colo da mãe mamar.
Parto natural dói?
Em três meses a reportagem de A VOZ DA SERRA acompanhou oito grupos, cada um com 12 gestantes. Setenta por cento delas queriam fazer o parto normal, apesar de ainda ser muito cultural o medo da dor na hora do parto. Sete, oito, nove meses de gravidez, e a estudante Thaís Andrade já se sente no limite. O bebê pesa quatro quilos e pode nascer a qualquer momento. “Não estou agüentando mais. Se for possível escolher o parto, ainda não sei pelo que irei optar. O pessoal diz que na cesárea não pode estar andando, não pode estar falando, porque senão a barriga incha e doem mais os pontos, então acho que vou preferir normal”, comenta ela.
Mas essa preferência é minoria entre as mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número de cesarianas. Só perde para o Chile. Do total de partos realizados no país, 43% são cesáreas. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que esse número chegue a 15%. Na maternidade pública de Nova Friburgo os médicos conversam com as gestantes, insistem na importância da amamentação e esclarecem a dúvida que quase toda grávida tem. “Eu queria saber se o parto normal dói muito”, perguntou uma gestante.
O médico Ostwald dos Santos Filho diz que a dor é relativa. “Muitas pessoas dizem que sentem uma dor muito forte, mas isso vai do preparo de cada um. Durante o pré-natal, o profissional pode fazer um preparo para que essa dor seja bem menor ou quase nenhuma”, respondeu ele. Para um parto menos doloroso, são utilizadas algumas técnicas de relaxamento para tranqüilizar as grávidas. E, quando a mãe sente que chegou a hora, ela vai caminhando até a sala de parto. Isso ajuda a reduzir a ansiedade e facilita o nascimento do bebê. “A paciente fica mais tranqüila, o trabalho de parto evolui gradativamente melhor, e ela chega ao parto mais calma, mais relaxada”, destacou Ostwald.
Priscila acabou de ter neném, saiu há poucos minutos da sala de parto onde teve o filho pelo processo natural. “Foi parto normal e correu tudo bem. Já estou amamentando meu filho e não estou sentindo mais nada”, contou a jovem. Entre as dúvidas das gestantes está o parto normal ou a cesariana. Apesar da decisão ser do médico, que leva em conta fatores de risco, as gestantes têm suas preferências. Lílian já passou pela experiência do parto normal. Na época a companheira de quarto dela preferiu fazer cesariana. “O parto por cesariana não tem posição, a alimentação também não pode a qualquer momento. Eu fiquei ajudando ela sempre que podia”, comentou a dona-de-casa Lílian Aguiar.

Lei do acompanhante deve entrar em vigor na maternidade até o fim do ano

A Lei nº 11.108, de 7 de abril de 2005, garante às parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), da rede própria ou conveniada. Para isso, um curso para acompanhantes vai ser oferecido na maternidade. Só vai poder acompanhar todos os passos quem participar do curso, que dará informações de todo o processo. “Espero que a presença dos acompanhantes acabe com a série de reclamações de maus tratos comuns no serviço público de saúde. O problema é que geralmente o processo do parto natural é demorado e dolorido, mas muita gente pensa que por não ter ninguém da família junto, cuidando, é porque a equipe médica está negligenciando o caso e não dando o atendimento necessário”, diz o diretor geral da maternidade.
A maternidade já funciona com esquema de alojamento conjunto onde mãe e filho ficam no mesmo quarto, lado a lado. Um albergue também foi montado para receber as mães e os bebês que nascem prematuros. No local o método canguru é aplicado. Segundo o diretor geral, a questão da mulher poder escolher e convidar alguém para assistir ao parto é complicado. “A Anvisa faz as leis de cima para baixo, sem conhecer as realidades de hospitais de médio e pequeno porte, como o nosso. Aqui temos uma sala de operação com duas mesas, mas não temos espaço para levarmos um acompanhante. Fora que muitas vezes temos que parar o procedimento para dar assistência a quem está assistindo ao parto e passa mal. Da mesma forma que cria normas, a Anvisa também deveria se preocupar em equipar melhor os hospitais públicos”, destacou Ostwald.
A Anvisa também determinou a compra de equipamentos que são utilizados em alguns partos, como, por exemplo, a barra fixa que alivia o peso da barriga e a bola, que serve para massagear as costas. Ostwald dos Santos Filho informou que irá preparar um documento solicitando à Secretaria de Saúde as adaptações necessárias no espaço e os equipamentos que devem ser comprados para a adequação às novas normas da Anvisa.

Comandada pelo diretor geral Ostwald dos Santos Filho, a equipe da maternidade conta com a obstetra Vera Barcelos (esquerda) e com a pediatra Cláudia Duarte


O atual centro cirúrgico tem duas mesas separadas por um biombo. O espaço hoje não comporta a presença de um acompanhante para assistir ao parto

Fonte: http://www.avozdaserra.com.br/noticias.php?noticia=995

sábado, 12 de julho de 2008

Livros classificados por autor (Projeto Livros Para Todos)

Obs.: Alguns autores tem um link em seu nome, que se você clicar poderá ver sua biografia.

O site Projeto Livros Para Todos foi criado com o objetivo de disponibilizar para download livros e ebooks isentos de direito autoral ou que tenham a distribuição autorizada por seus respectivos autores, assim também como informações sobre literatura e biografias dos autores. As obras que não se enquadram na situação acima podem ser encontradas com facilidade através da rede P2P (e-mule). Este site é apenas um indexador dos links para os arquivos já disponíveis nesta rede. Eles não hospedam estes arquivos e não se responsabilizam pelo mau uso dos mesmos.


Adolf Hitler

Adolfo Caminha

Adriana Lisboa

Aghata Christie

Albert Einstein

Alexandre Dumas

Alexandre Herculano

Alexandre Heredia


Allan Massie

Allan e Barbara Pease

Almeida Garret

Alphonsus Guimaraens

Aluísio de Azevedo

Álvares de Azevedo

Alves Redol

Anne Golon e Serge Golon

Anne McAllister

- Sabrina - Série A Cegonha Chegou: Bebê À Vista


Anne Rice

Antônio Costa Neto

Antônio José da Silva

Apolinário Porto-Alegre

Araújo Porto-Alegre

Ariano Suassuna

Aristóteles

Arnaldo Jabor

Arthur C. Clarke

Arthur Hailey

Artur Azevedo

Asne Seierstad

Augusto Comte

Augusto dos Anjos

Augusto Jorge Cury

Basílio da Gama

Bernardinho

Bernardo Carvalho

- Nove Noites


Bernardo Guimarães

Bertolt Brecht


Bruna Surfistinha (Raquel Pacheco)

Bruno Seabra

Caco Barcellos

Camilo Castelo Branco

Capistrano de Abreu

Carl Gustav Jung

Carlos Heitor Cony

Carola Saavedra

Castro Alves

Catherine Clément

Cecily von Ziegesar

Charles Bukowski

Chico Buarque de Holanda


Christie Ridgway

Cícero

Ciro Flamarion Cardoso

Clarice Lispector

Cláudia Banegas

Claudia Matarazzo

Clives Staples Lewis

Cristina Cairo

Cruz e Sousa

Dalton Trevisan


Danielle Steel

David Hume

Day Leclaire

Dean R. Koontz

Diana Hamilton

Domingos Gonçalves de Magalhães

Domingos Olimpo

Donna Clayton

- Sabrina - Série A Cegonha Chegou: Pai Adotivo


Eça de Queiroz

Edir Macedo

Elio Gaspari

Elizabeth Gaskell

Elizabeth Oldfibld

Emma Darcy

Epicuro

Erich von Däniken

Érico Verissimo

Ernest Hemingway

Euclides da Cunha

Ezequiel Freire

Fagundes Varela

Fernando Namora

Fernando Sabino

Fernando Pessoa

Florbela Espanca

França Júnior

Francis Bacon

Francisco Adolfo Vanhargen

Franklin Távora

Franz Kafka

Frei José de Santa Rita Durão

Friedrich Engels

Fritjof Capra



Gene Edwards

Gil Vicente

Gonçalves Dias

Grace Green

Graciliano Ramos

Gregório de Matos e Guerra

Gwen Pemberton

Heather MacAllister

Heidegger

Hunter Davies

Içami Tiba

Idalberto Chiavenato

Immanuel Kant

Inglês de Sousa

Irvin D. Yalom

Irving Wallace

J.C Marinho Silva

Jane Austen

Jean-Christophe Grangé

Jean de La Fontaine

Jessica Mathews

Jô Soares



João do Rio

João Faras

João Guimarães Rosa

João Simões Lopes Neto

João Ubaldo Ribeiro

Joaquim Manuel de Macedo

Joaquim Nabuco

Joaquim Norberto de Souza e Silva

John Dickinson

John Fellinus

John Gray

John Ronald Reuel Tolkien

Jorge Amado

Jorge Luís Vieira Tavares

José de Alencar

José do Patrocínio


José Manuel Maria Barbosa du Bocage

José Veríssimo

Jostein Gaarder

Josué Montello

Júlia Lopes de Almeida

Julianna Morris

Júlio Diniz

Júlio Ribeiro

Júlio Verne

Kara Dalkey

Kate Walker

Khaled Hosseini

Kristin Morgan

Lacerda Coutinho

Laurence Gardner

Laurindo Ribeiro

Leon Tostoi

Lima Barreto

Lindolfo Rocha


Lindsey Longford

Liz Fielding

Luiz Eduardo Soares

Luiz Vaz de Camões

Lya Luft

Lycurco José Henrique de Paiva

Lygia Fagundes Telles

Machado de Assis

Manuel Antônio de Almeida

Manuel Botelho de Oliveira

Manuel de Oliveira Paiva

Manuel J. Pinheiro Chagas

Marc Levy

Márcia Tiburi

Márcio B. Miranda


Márcio Souza

Marie Ferrarella

Marie-Louise von Franz

Mário A. Perini

Mário de Andrade

Mário de Sá-Carneiro

Mário Donato

Mário Prata

Mário Quintana

Mário Zambujal

Marizilda Toledo Silva

Martins Pena

Mathias Gonzales

Max Gunther

Michael Baigent

Michael Moore

Miguel Torga

Moacyr Scliar


Monteiro Lobato

Moyra Tarling

Murilo Araújo

Myrna Mackenzie

Natalie Patrick

Neil Olson

Nenzinha Machado Salles

Nora Roberts

Norberto Bobbio

Olavo Bilac

Oscar Wilde

Oswald de Andrade


Pamela Dalton

Pasquale Cipro Neto

Patricia Knoll

Paulo Cesar de Araújo


Paulo Francis

Paulo Leminski

Paulo Lins

Paulo Nader

Penny Jordan

Pero de Magalhães Gândovo

Pero Vaz de Caminha

Peter Mayle

Philip K. Dick

Philip Pullman

Platão

Qorpo Santo

Rafael B. Correa

Raul Brandão

Raul Pompéia

René Descartes


Ricardo Pinto

Robert Kyiosaki

Roberto Freire

Roberto Freire e Fausto Brito

Roberto Gomes

Rubem Alves

Rubem Fonseca

Sandra Carvalho

Sara Wood

Sidney Sheldon

Sigmund Freud

Stella Alves

Stephen E. Ambrose

Stephen King

Teresa Ann Southwick

Teresa Margarida da Silva e Orta

Thomas Hobbes

Tim Lahaye & Jerry B. Jenkin


Tomás Antônio Gonzaga

Umberto Eco

Val Daniels

Victor Hugo

Vinícius de Moraes

Visconde de Taunay

Vitor Luciano Diniz

Walter Graziano

William Golding

Willian Shakespeare

Woody Allen


Zibia Gasparetto


Fonte: http://www.livrosparatodos.net/livros-autor/paginas/0.html

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