segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Cirurgião Dentista e o DORT


O Cirurgião Dentista e o DORT
conhecer para prevenir



Autor: Mariana de Figueiredo Lopes
Nº de páginas: 56

Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho na Odontologia. Apresentam-se os riscos de doenças ocupacionais que atingem membros superiores, espádua e pescoço do cirurgião-dentista. Abordam-se as lesões, suas causas e sintomatologia, bem como meios de prevenção e formas de tratamento.


Postagem retirada do Site LIVRO DE GRAÇA

segunda-feira, 13 de julho de 2009

[Direito] Direito Penal - Professor Damásio de Jesus

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Curso de direito penal bastante completo, com mais de 300 páginas de legisção, perguntas e respostas.

Direito Penal - Professor Damásio de Jesus

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Dicionário Médico

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Este dicionário continua a ser uma referência fundamental para médicos e estudantes sendo também um excelente auxiliar para todos os profissionais da área saúde – enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, paramédicos, técnicos de laboratório, técnicos de serviço social, gestores e administrativos. Está em português.

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[Vídeo-Curso] Guia Como Falar Bem - Volume 01

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Guia de como Falar Bem, edição 01. Impulsione sua carreira. Estruture bem suas idéias, fale com desembaraço e obtenha excelentes resultados.

Dicas práticas para você: conquistar o público, expressar-se com eficiência, relacionar-se melhor com as pessoas, vencer o medo e a ansiedade, elevar o desempenho profissional, causar uma boa impressão, persuadir e atingir metas. Quem se expressa com qualidade, conquista mais sucesso na vida profissional e pessoal. Comprove! Neste vídeo você irá conferir na prática a comunicar-se com máxima eficácia. Vídeo-aula passo a passo para otimizar sua capacidade comunicativa. Confira!Exemplos práticos e interativos, como construir discurso, o que usar e o que evitar no vocabulário, exercícios para dar a ênfase certa e treinamento para melhorar a voz.

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Exercícios de Ênfase e Entonação
Estruturação do Discurso
Estratégias para Superar o Medo de Falar em Público
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Manual de Massagem Terapeutica

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domingo, 12 de julho de 2009

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EBOOK: ELETROTERAPIA EM ESTÉTICA CORPORAL (Ilustrado)

Autor: Marizilda Toledo Silva
Gênero: Estética - Didático
Editora: Robe Editorial

Massagem Luminotécnica
Aromaterapia
Música Ambiente
Reflexologia
Métodos de Limpeza, Técnicas da Desinfecção e Esterilização de Materiais
Ficha de Anamnese
Corrente Farádica ou Alternada
Corrente Farádica Sequencial para Drenagem Linfática
Corrente Galvânica
Eletrolipoforese ou Eletrolipólise
Ultra-som
Diatermia Capacitativa por Ondas Longas Endotermia
Hidromassagem
Termoterapia
Crioterapia ou Hipotermia
Laser
Sequência de Tratamentos Estéticos

Versão doc
Versão pdf
Outras obras do autor

terça-feira, 9 de junho de 2009

PIS/PASEP: Veja o calendário 2008/2009 e tire dúvidas

É mesmo sempre bom receber um dinheirinho por pouco que seja, ainda mais quando é o governo que paga, mas afinal é o nosso dinheiro mesmo! A gente passa o ano inteiro pagando imposto disso, tarifa daquilo, taxa do não sei o que, mas felizmente, pelo menos muitos de nós tem direito ao PIS/PASEP.

Pois bem, o governo federal divulgou o calendário para recebimento dos rendimentos do PIS/PASEP para quem trabalhou em 2007. Leiam atenta e completamente o artigo a seguir, pois creio que certamente uma boa parte das dúvidas mais comuns poderão ser esclarecidas.
A menos de 15 dias do fim do prazo de recebimento do PIS-Pasep do calendário 2007/08, o Ministério do Trabalho divulgou nesta terça-feira (17) que 15,5 milhões de trabalhadores brasileiros vão ter direito ao mesmo abono no exercício 2008/09, cujo calendário de pagamento, que se refere ao exercício de 2007, começa em agosto.

A data de pagamento, como tradicionalmente acontece, varia de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. No caso do PIS, o pagamento começa em agosto, quando recebem os trabalhadores nascidos em julho. Os últimos a terem os benefícios liberados são os nascidos em junho, que terão o dinheiro disponível a partir de 18 de novembro.
Para o Pasep, o que importa é o fim do número de inscrição do trabalhador no programa. Os pagamentos serão liberados entre agosto e setembro, para todos os trabalhadores. A exemplo do que ocorre no PIS, o prazo final para o resgate do dinheiro será 30 de junho de 2009.

Mais beneficiários
De acordo com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o número de trabalhadores beneficiados é quase 10% maior do que no ano-base anterior. Os recursos para pagamento do abono são do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que deve injetar R$ 6,4 bilhões na economia brasileira.
Para os trabalhadores com carteira assinada (PIS), os pagamentos acontecem na Caixa Econômica Federal. Os servidores públicos (Pasep) recebem pelo Banco do Brasil.
Fonte: G1
Vejam aqui as respostas paras as dúvidas mais freqüentes a respeito do PIS:
Trabalhadores que estão inscritos no PIS ou Pasep há mais de cinco anos e trabalharam pelo menos 30 dias do ano anterior com registro em carteira têm direito a sacar o abono correspondente a um salário mínimo.

Consulte se você tem direito ao abono salarial

Com o cartão cidadão e senha, o trabalhador pode efetuar o saque do PIS em qualquer lotérica ou nos correspondentes bancários. Caso contrário, o dinheiro deverá ser retirado numa agência da Caixa.
Já o Pasep é pago nas agências do Banco do Brasil.


Quem tem direito a receber as quotas do PIS/Pasep?
Quem foi cadastrado no PIS até 4 de outubro de 1988, recebeu quotas de participação, e encontra-se nas situações abaixo, pode ter saldo a receber. O saque das quotas pode ser solicitado a qualquer momento, somente nas agências da Caixa, pelos seguintes motivos:
Aposentadoria;
Reforma militar;
Invalidez permanente;
Transferência de militar para a reserva remunerada;
Portador do vírus HIV(AIDS/SIDA);
Neoplasia maligna (câncer) do titular ou de seus dependentes;
Morte do trabalhador;
Benefício assistencial a idosos e deficientes.
O pagamento pode ser realizado, em casos excepcionais, em até cinco dias úteis após a solicitação. A pessoa cadastrada receberá a atualização monetária e a parcela de rendimentos do PIS não retirada no correspondente período de pagamento.
A atualização do saldo de quotas é efetuada anualmente, ao término do exercício financeiro (1 de julho a 30 de junho do ano seguinte), com base nos índices estabelecidos pelo Conselho Diretor do Fundo de Participação PIS/Pasep.

Quem começou a trabalhar depois de 1989 tem direito a receber as quotas?
Não. Só os trabalhadores cadastrados até 04/10/1988.

Existe prazo para a retirada da quota do PIS?
Não. O saque é feito a qualquer tempo, desde que comprovado o direito.


Quem tem direito a receber os rendimentos das quotas do PIS/Pasep?
Todo trabalhador cadastrado no PIS, e que tem saldo de quotas, tem direito aos rendimentos anuais do PIS. Esses rendimentos correspondem aos juros de 3% ao ano, mais o resultado líquido adicional (RLA).
O dinheiro pode ser retirado em qualquer agência da Caixa. Quem possui o cartão do cidadão, com senha cadastrada, tem ainda as opções: terminais de auto-atendimento da Caixa, casas lotéricas e terminais Caixa Aqui. Os rendimentos não retirados são incorporados automaticamente ao saldo da conta de participação PIS/Pasep. É possível saber, pelo telefone, o valor dos rendimentos das quotas do PIS. Basta ligar para 0800-55-01-01. Tenha em mãos o número do PIS.
Como pedir nova senha do PIS em caso de perda?
O documento que comprova o cadastramento é o cartão com o número de inscrição no PIS, entregue pelo empregador na contratação para o primeiro emprego. Caso o trabalhador não possua o cartão do PIS, é necessário procurar uma agência da Caixa para verificar se já foi cadastrado. Em caso positivo, é só solicitar a 2ª via do cartão com a carteira de trabalho ou de identidade. Em caso negativo, é necessário solicitar o cadastramento na empresa onde trabalha.
E se o trabalhador perder o seu cartão do PIS?
A segunda via pode ser solicitada a qualquer tempo, nas agências da Caixa, apresentando a carteira de trabalho com anotação do código do PIS, ou outro documento que identifique o titular.

É possível consultar o saldo do PIS pela internet?
Sim, a tela de consulta PIS exibirá o saldo de quotas, valor dos rendimentos ou abono salarial para o número de inscrição PIS/PASEP informado, contendo os seguintes dados:Número do PIS;
Nome do trabalhador;
Data e hora em que foi efetuada a consulta;
Saldo de quotas, se houver;
Tipo do benefício: rendimento ou abono salarial;
Valor do benefício;
Situação
Pago: quando o trabalhador já houver recebido o benefício, ou
A pagar: quando o trabalhador não houver recebido o benefício.
Data em que foi efetuado o pagamento;
Meio de pagamento - informação sobre qual das quatro maneiras abaixo o trabalhador recebeu o benefício

Quem está desempregado há mais de um ano pode sacar o PIS?
Não, somente nos seguintes casos:
Aposentadoria;
Reforma militar;
Invalidez permanente;
Transferência de militar para a reserva remunerada;
Portador do vírus HIV(AIDS/SIDA);
Neoplasia maligna (câncer) do titular ou de seus dependentes;
Morte do trabalhador;
Benefício assistencial a idosos e deficientes.

É possível saber o número do meu PIS com o RG ou o CPF?
O documento que comprova o cadastramento é o cartão com o número de inscrição no PIS, entregue pelo empregador no ato da primeira contratação com carteira assinada. Caso o trabalhador não possua o cartão do PIS, é necessário procurar uma agência da Caixa para verificar se já foi cadastrado. Em caso positivo, basta solicitar a 2ª via do cartão com a carteira de trabalho ou de identidade. Em caso negativo, solicite o cadastramento na empresa onde trabalha.
Estou cadastrado no PIS com número errado, pois não consigo consultar meu saldo e nem o FGTS. O que devo fazer?
Vá a uma agência da Caixa e leve a sua carteira de trabalho, documento de identidade e o número que lhe passaram do PIS. Com essas informações, a Caixa deverá regularizar a sua situação.
Acesse o site da Caixa Econômica Federal aqui
Fonte: Poupaclique
Para os trabalhadores cadastrados no PASEP

Para os que estão cadastrados no PASEP, o site do Banco do Brasil oferece muitas informações e poderá esclarecer suas dúvidas:. Veja aqui

Fonte: http://olharglobal.net/2008/09/04/pispasep-veja-o-calendrio-20082009-e-tire-dvidas/

terça-feira, 2 de junho de 2009

Fisioterapia Respiratória - Glossário (1ª. edição) Download


Elaborado pelo Grupo Internacional de Fisioterapia para Fibrose Cística
Este glossário define termos usados na fisioterapia para distúrbios respiratórios. Fisioterapia Respiratória é definida como o controle físico de problemas ou possíveis problemas em pacientes com distúrbios respiratórios, com o objetivo de obter e manter função máxima e minimizar a progressão da doença.

A fisioterapia para distúrbios respiratórios pode incluir inaloterapia, técnicas de depuração das vias respiratórias e terapia física. Os termos e expressões usados neste glossário estão presentes no livreto do Grupo Internacional de Fisioterapia para Fibrose Cística (IPG/CF, pelas iniciais em inglês) "Fisioterapia no tratamento da Fibrose Cística" (tradução livre), disponível online no site www.cfww.org/IPG-CF/. Os termos e expressões fisiológicos comuns, definidos nos livros de fisiologia respiratória, não estão incluídos. Novas edições do glossário serão lançadas à medida que forem introduzidos novos termos e palavras e aumentem os grupos de usuários. O glossário está disponível no website do IPG/CF mencionado acima.

A equipe do IPG/CF:

L. Lannefors, Departamento de Medicina Respiratória, Lund University Hospital, Suécia
B. Button, Departamento de Alergia, Imunologia e Medicina Respiratória, The Alfred Hospital, Melbourne, Austrália
J. Chevaillier, IPG/CF, Bélgica
S. Gursli, Centro Nacional para a Fibrose Cística, Ullevål University Hospital, Oslo, Noruega
M. McIlwaine, Departamento de Fisioterapia, BC Children`s Hospital, Vancouver, Canadá
B. Oberwaldner, Divisão de Doenças Respiratórias e Alérgicas, Departamento de Pediatria, University of Graz, Áustria
J. Pryor, Departamento de Fibrose Cística, Royal Brompton Hospital, Londres, Inglaterra

Palavra/Termo/Expressão
Definição
Ciclo Ativo das Técnicas de Respiração (ou ACBT, pelas iniciais em inglês) Técnica de depuração das vias aéreas. Um ciclo das técnicas de Controle Respiratório (BC), Exercícios de Expansão Torácica (TEE) e da Técnica de Expiração Forçada (FET).
Fluxo Aéreo Expresso em volume/tempo, (l/min.)
Velocidade do Fluxo Aéreo Expressa em distância/tempo, (m/min.), rapidez
Técnica de Depuração das Vias Aéreas
(ACT, pelas iniciais em inglês)
Estratégia para a desobstrução das vias aéreas (com ou sem aparelho) usada para auxiliar a remoção do muco pelo descolamento, deslocamento, transporte e expectoração de secreção das vias aéreas.
Drenagem Autógena Assistida
(AAD)
É a Drenagem Autógena (AD) realizada com assistência em bebês, crianças pequenas ou indivíduos incapazes de seguir instruções ou de participar ativamente do tratamento.
Drenagem Autógena
(AD)
Técnica de depuração das vias aéreas utilizando a pressão ótima do fluxo expiratório em diferentes níveis de volume pulmonar.
Pressão Positiva de Duplo Nível nas Vias Aéreas
(BiPAP)
Ventilação assistida com calibração independente das pressões positivas inspiratória e expiratória.
Controle Respiratório
(BC)
Respiração cíclica normal encorajando o uso da parte inferior do peito e o relaxamento da parte superior e dos ombros.
Percussão/Tapotagem Torácica Percussão (tapotagem) rítmica na parede do tórax usando a(s) mão(s) com uma flexão/extensão do pulso ou um aparelho mecânico.
Compressão Torácica Compressão manual ou mecânica do tórax na direção do movimento normal das costelas na expiração.
Exercício(s) de Mobilidade Torácica Exercícios físicos para manter ou aumentar a mobilidade da parede torácica.
Fisioterapia Torácica Termo ambíguo usado no passado para definir a terapia de depuração/desobstrução das vias aéreas.
Vibração/Agitação Torácica Agitação ou vibração da parede torácica na direção do movimento normal das costelas, durante a expiração.
Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP, pelas iniciais em inglês) Ventilação assistida com a mesma calibração de pressão positiva durante todo o ciclo da respiração.
Técnica da Tosse Uso da tosse de forma controlada, a volumes pulmonares específicos, para verificar a existência e/ou auxiliar a remoção de secreções brônquicas.
Controle da Tosse Ser capaz de controlar a tosse para prevenir a ocorrência de paroxismos ou ataques de tosse improdutiva.
Respiração com Resistência Expiratória (ERB) Expiração contra uma resistência ao fluxo. A seleção do tipo e do tamanho da resistência depende da estratégia fisiológica, dos objetivos imediatos e das necessidades individuais.
Técnica da Expiração Forçada
(FET, pelas iniciais em inglês)
Expirações forçadas (exalações ou huffs) intercaladas por períodos de controle respiratório (BC).
Alta Pressão Expiratória Positiva
(Hi-PEP)
Técnica de depuração das vias aéreas combinando a Pressão Expiratória Positiva (PEP) com a Expiração Forçada contra um aparelho que provoca resistência ao fluxo de ar.
Exalar, exalação Exalação é a expiração forçada com a glote aberta.
Aparelho de Inalação (Inalador) Um aparelho através do qual os medicamentos em pó ou em aerossol podem ser inalados.
Inaloterapia Aplicação de medicamentos em pó ou em aerossol nas vias aéreas através da inalação.
Terapia Manual O tratamento das juntas e dos músculos por mobilização, manipulação e alongamento específicos.
Drenagem Postural Modificada Adaptação da drenagem postural para eliminar as posições de cabeça para baixo.
Depuração Mucociliar Movimento fisiológico do muco das vias aéreas pelo sistema de transporte mucociliar, em direção à boca.
Nebulizador Aparelho que aerossoliza um líquido.
Sistema Nebulizador Equipamento composto de uma fonte de energia e de um nebulizador funcionando como uma unidade.
Ventilação Não-Invasiva (NIV, pelas iniciais em inglês) Ventilação assistida aplicada de forma não-invasiva com uma máscara ou um bocal para os pacientes respirarem espontaneamente, com calibração independente para as pressões inspiratória e expiratória, valores de fluxo e níveis de ativação.
Pressão Expiratória Positiva Intermitente (OscPEP, pelas iniciais em inglês) Técnica de depuração das vias aéreas que utiliza os efeitos da pressão expiratória positiva intermitente e do fluxo intermitente, combinados com a tosse.
(A OscPEP foi originalmente desenvolvida com o uso de Destin/Scandipharm Flutter VRP1.)
Percussão Ver “Vibração/Agitação Torácica”.
Atividade Física Usada para influenciar o padrão respiratório, a ventilação e a distribuição da ventilação.
1) Participação em esportes, em jogos com esforço físico e em atividades normais diárias (ADL), etc.
2) Ativação física de um bebê ou uma criança nova utilizando seus reflexos motores, sua maturidade motora e curiosidade atuais
Os grupos-alvo são crianças de todas as idades, adolescentes e adultos.
Exercício Físico Exercícios dirigidos à preservação ou aprimoramento de uma função física específica.
Treinamento Físico Um programa de exercícios físicos estruturados e repetidos planejado com o propósito de aprimorar/manter a capacidade de exercitar, a resistência, a mobilidade, a força muscular e a postura.
Posicionamento

Uso do posicionamento corporal para aproveitar os efeitos da gravidade para mudar a capacidade residual funcional (FRC) regional e para aumentar a ventilação regional com o objetivo de

  • melhorar o padrão de deposição aerossol
  • facilitar a drenagem de secreções bronquiais
  • prevenir / tratar a atelectasia
Pressão Expiratória Positiva
(PEP)
Técnica de depuração das vias aéreas que utiliza os efeitos do volume da respiração cíclica contra uma resistência expiratória, combinados com a FET ou tosse. (A PEP foi desenvolvida originalmente usando o sistema AstraTech PEP.)
Drenagem Postural
(PD)
Uso da gravidade para a drenagem de secreções guiada pela anatomia bronquial.
Drenagem Postural & Percussão
(PD & P)
Técnica de depuração das vias aéreas que combina a drenagem postural e a percussão/tapotagem torácica.
Respiração com Lábios Contraídos Geração de pressão positiva nas vias aéreas através da expiração contra os lábios parcialmente fechados.
Agitação Ver “Vibração / Agitação Torácica”
Exercício de Expansão Torácica
(TEE, pelas iniciais em inglês)
Inspiração profunda para obter capacidade pulmonar máxima.
Vibrações Ver “Vibração / Agitação Torácica”








Download:
Fisioterapia Respiratória - Glossário (1ª. edição)


Fisioterapia Respiratória - Glossário (1ª. edição)

Fisioterapia Respiratória - Glossário (1ª. edição)


Fonte: http://www.cfww.org/pub/portuguese/?edition=11&article=145

terça-feira, 26 de maio de 2009

REFLEXOS - Neurofisiologia

REFLEXOS - Neurofisiologia
Prof. Carlos Alberto Mourão Júnior

I) Introdução:
- O reflexo pode ser definido como uma resposta motora ou secretória do nosso organismo, independente da nossa vontade, provocada por um determinado estímulo, como por exemplo:
• a retirada imediata da mão de uma panela muito quente;
• extensão da perna após a percussão e estiramento do tendão patelar;
• fechamento da pupila com o aumento da intensidade luminosa;
• aumento da secreção gástrica com a chegada do alimento no estômago.
- Desta maneira, o reflexo será uma reposta involuntária do organismo a um determinado estímulo (dor, estiramento, aumento da intensidade luminosa, etc.)
- Para nosso estudo, são de maior interesse os reflexos motores cuja base anatomo-funcional é o arco reflexo.

- O arco reflexo é formado por:
1- Via Aferente: receptores e fibras sensitivas do nervo.
2- Centro Reflexógeno (via de associação): substância cinzenta do sistema nervoso central.
3- Via Eferente: fibras motoras do nervo.
4- Órgão Efetor: músculo.
- Estímulo externo (percussão do tendão patelar) > estiramento das fibras musculares unidas ao tendão > estímulo dos fusos neuromusculares > transmissão do estímulo pelas fibras sensitivas do nervo até a medula (via aferente) > substância cinzenta da medula (centro reflexógeno) > fibras motoras do nervo (via eferente) > músculo (órgão efetor, quadríceps) > contração do músculo (quadríceps) > extensão da perna.
- O arco reflexo pode estar recebendo influência contínua de centros superiores através de estímulos facilitadores e principalmente inibitórios.

II) Materiais:
- Martelo de percussão
- Lanterna
- Estilete

III) FINALIDADE:
- Seu exame possibilita diagnosticar topograficamente alterações porventura existentes;
- Avaliar o grau de facilitação (excitação de fundo ou tônus) ou inibição que os centros superiores (encéfalo) estão exercendo sobre a medula.

IV) REFLEXOS EXTEROCEPTIVOS OU SUPERFICIAIS:
- Estímulos são realizados na pele ou mucosa externa;
Reflexo cutâneo-plantar:
- Paciente em decúbito dorsal com MMII estendidos e os pés relaxados;
- Com um estilete deve-se estimular superficialmente a região plantar, próximo a borda lateral e no sentido póstero-anterior;
- Resposta normal: flexão dos dedos
- Inversão da resposta:
- extensão do hálux e abertura dos outros dedos em leque (sinal de Babinski)
- lesão da via motora lateral (antiga via piramidal ou corticoespinhal).

V) REFLEXOS MIOTÁTICOS FÁSICOS OU MUSCULARES (ESTIRAMENTO):
- Percussão com o martelo de reflexos do tendão do músculo a ser examinado;
- Podem ser normais, abolidos, diminuídos (hiporreflexia), vivo ou exaltado (hiperreflexia);
- Arreflexia ou hiporreflexia é encontradas em lesões que interrompem o arco reflexo (poliomiolite, polineuropatia periférica, miopatia);
- Hiper-reflexia é encontrada nas lesões da via "piramidal" (AVC, neoplasia, doença desmielinizante, traumatismo);
- Assimetria nas respostas também pode refletir anormalidades neurológicas;
- Todavia, é possível obter resposta diminuída ou aumentada, mesmo na ausência de doença, por isso é de grande importância correlacionar os dados achados com a clínica;

- Entre os reflexos de estiramento destacam-se:

a) Patelar:
- Percute-se o tendão patelar com o martelo de reflexos, isso estira o músculo quadríceps e inicia um reflexo de estiramento dinâmico, que faz com que a perna se estenda subitamente para frente.
- Músculo estudado: quadríceps;
- Sede do estimulo: tendão da patela;
- Resposta: extensão da perna;
- Nervo: femoral;
- Centro Medular: L2-L4.

b) Bicipital:
- Deve-se comprimir, de leve, o tendão do bíceps na fossa antecubital e percutir o dedo com o martelo.
- Músculo estudado: bíceps;
- Sede do estimulo: tendão distal do bíceps;
- Resposta: flexão do antebraço e contração do bíceps;
- Nervo: musculocutâneo;
- Centro medular: C5, C6.

c) Tricipital:
- Segurando a mão do paciente, de modo a manter seu antebraço transversalmente adiante do tronco, percute-se o tendão do tríceps, 5 cm acima do cotovelo. Se não houver boa resposta, repetir 2 a 3 vezes dos dois lados do ponto percutido anteriormente.
- Músculo estudado: tríceps;
- Sede do estimulo: tendão distal do tríceps;
- Resposta: extensão do antebraço;
- Nervo: radial;
- Centro medula: C6, C7, C8.

d) Aquileu:  
- Músculo estudado: tríceps sural;
- Sede do estimulo: tendão de Aquiles;
- Resposta: flexão do pé;
- Nervo: poplíteo medial;
- Centro medular: L2-S1.

e) Braquiorradial ou supinador:  
- Músculo estimulador: supinadores;
- Sede do estímulo: apófise estilóide do rádio;
- Resposta: flexão do antebraço e, às vezes, ligeira supinação e flexão dos dedos;
- Nervo: radial;
- Centro medular: C5-C6.
► OBSERVAÇÃO: Propriedades dos reflexos: período de latência, período refratário e fadiga do reflexo.

VI) REFLEXO DE AUTOMATISMO OU DE DEFESA:
- Reação normal de retirada do membro a um estímulo nociceptivo;
- Paciente em decúbito dorsal com os MMII estendidos faz-se um "beliscão" na região dorsal do pé;
- Resposta normal: membro estimulado permanece na mesma posição ou apresenta discreta retirada do estímulo.
- Resposta anormal: tríplice flexão, representada pela flexão do pé sobre a perna, desta sobre a coxa e da coxa sobre a bacia (exagero da resposta normal). Encontrada na lesão "piramidal", especialmente de nível medular.

VII) REFLEXO PUPILAR:
- Em um ambiente de pouca luminosidade e com o paciente olhando para um ponto fixo distante, projeta-se um feixe de luz em posição ligeiramente lateral a um olho (a incidência frontal da luz pode produzir uma reação de convergência). A pupila deve se contrair rapidamente. O teste deve ser repetido no outro olho, devendo ser comparado com o primeiro.
- Mediado pelo III par craniano (oculomotor);
- Normalmente a pupila é circular, bem centrada e com diâmetro de 2 a 4 mm. Quando ela encontra-se com diâmetro aumentado chamamos de midríase, e o contrário chama-se miose.
- Reflexo fotomotor direto: contração da pupila na qual se fez o estímulo.
- Reflexo fotomotor consensual: contração da pupila oposta (tumor de pineal).

Discuta os seguintes conceitos: Inervação recíproca; reflexo miotático inverso; coordenação intermuscular; coordenação intramuscular e anisocoria.

* ESQUEMA PRÁTICO PARA O EXAME DE REFLEXOS:







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BIBLIOGRAFIA:
􀂃 CAMPBELL, W.W. DeJong: o exame neurológico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2007. 563 p. (OBS: leitura obrigatória sobre semiologia neurológica).
􀂃 BENSEÑOR, I.M.; ATTA, J.A.; MARTINS, M.A. Semiologia clínica. São Paulo: Sarvier. 2002. 657 p. (OBS: excelente texto de semiologia geral).
􀂃 RODRIGUEZ-GARCIA, P.L.; RODRIGUEZ-PUPO, L.; RODRIGUEZ-GARCIA, D. [Clinical techniques for use in neurological physical examinations. II. Motor and reflex functions]. Rev Neurol, v.39, n.9, Nov 1-15, p.848-59. 2004. (OBS: Procure por este artigo no Pubmed, ele está escrito em espanhol e sua leitura é altamente recomendável). Procure em: www.pubmed.com
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domingo, 24 de maio de 2009

Bobath - video legendado

Bobath - video legendado

Este video é uma encenação sobre o conceito bobath (NDT - NeuroDevelopmental Technique). Ele mostra o que NÃO se deve fazer no atendimento de pediatria.
video

Tutorial para busca de artigos de fisioterapia na internet

A postagem de hoje é dedicada aos alunos fisioterapia: veja um passo a passo de como buscar informação relevante sobre síndromes raras.
#1- Primeiro Passo, conheça seu inimigo.
Se a síndrome é rara, muitas vezes você só sabe com certeza o nome da doença e tem uma vaga idéia do quadro clínico. Nestes casos é útil começar a sua busca utilizando a ferramenta mais básica da internet: O Google. Sim!, não menospreze o Google. Digite o nome da doença e visite principalmente sites de Associações pois eles geralmente disponibilizam informações sobre definição, etiologia, história natural, diagnóstico e prognóstico.
Pronto, agora você já sabe se está diante de uma má formação congênita, de uma síndrome genética ou de uma sequela de doença infecciosa. É útil também procurar artigos científicos sobre o tema (use o Google acadêmico), aproveite pra descobrir a grafia síndrome em inglês e pesquisar artigos de revisão.

#2- Segundo Passo, conhece-te a ti mesmo.
Na maioria das vezes é perda de tempo procurar artigos de fisioterapia. Pense bem: A síndome é rara e existem poucos artigos sobre a doença. Muitas vezes você vai encontrar apenas relatos de caso e séries de caso investigando a etiologia ou um medicamento. Portanto é improvável que hajam artigos investigando uma determinada intervenção fisioterápica naquela doença.
Sendo assim, explore um pouco o fisiodiagnóstico. Busque informações sobre o quadro funcional do paciente e pesquise intervenções aplicáveis àquele paciente Ex: Ataxia, espasticidade, autismo, limitação do movimento articular, fraqueza muscular, etc...

#3- Em Busca do Cálice Sagrado.
Você já tem as informações básicas sobre a doença, mas pesquisou apenas no Google. Vamos agora aumentar a complexidade da busca: Vale a pena procurar na Scielo, e no PubMed. Eu sei que ninguém consegue baixar artigos do PubMed, mas é um meio de fazer uma busca nas principais revistas científicas. Encontrando algo de interessante, volte ao Google, digite o nome da revista onde o artigo foi publicado e vá até o site, pois algumas das revistas disponibilizam os artigos antigos online (mais de um ano de publicação). Se você não conseguir, o jeito vai ser visitar a biblioteca do CCS com um pendrive e pesquisar no portal periódicos capes (algumas faculdades particulares têm acesso ao portal).

#4- Variando sua busca
Se mesmo assim você encontrou pouco ou quase nada sobre o tema, o jeito é partir pra técnica de "comer pelas beradas". Por exemplo: Na Síndrome de Rasmussen (uma encefalite de etiologia não determinada cujo tratamento preconizado é a hemisferectomia) o paciente geralmente apresenta hemiplegia + déficit cognitivo + heminegligência. Nestes casos, você pode deixar sua apresentação mais rica se você citar artigos que utilizem o método de restrição-indução de movimentos para tratar a hemiplegia.
Um outro exemplo seria de uma patologia que curse com luxação de quadril ou o caso de uma doença progressiva como a amiotrofia espinhal, onde é interessante abordar a questão do suporte ventilatório não invasivo em fases avançadas da doença. Nestes casos, eu sugiro também uma pesquisa nas revistas Physical Therapy, Pediatric Physical Therapy, Archives of Physical Medicine & Rehabilitation (os artigos recentes estão disponíveis online), Acta Fisiátrica, Fisioterapia em Movimento, e o Jornal de Pediatria

Muito bem, acho que este é mais ou menos o caminho das pedras. E este não é um caminho fácil, mas é a melhor maneira de se praticar fisioterapia baseada em evidências.

Síndrome do Túnel do Carpo


A partir de hoje vou postar pequenas revisões sobre temas comuns na esfera da reabilitação. Vou iniciar pela síndrome do túnel do carpo, tema que pode ser facilmente encontrado na internet. Presunçosamente tentei compilar as principais informações sobre o tema. Espero que ajude


A Síndrome do Túnel do Carpo (STC), pode ser definida como o conjunto de sinais e sintomas associados à compressão localizada do nervo mediano no interior do túnel do carpo resultando em dor, alteração da sensibilidade, déficit motor e alterações eletrofisiológicas. Trata-se de uma neuropatia periférica, ou seja: um distúrbio causado por uma lesão do nervo. Esta patologia foi descrita pela primeira vez na literatura em 1854 pelo médico britânico Sir James Paget em seu trabalho "Lectures on Surgical Pathology".

O nervo mediano é um dos três nervos periféricos que suprem a mão. Trata-se de um nervo misto formado a partir da união dos fascículos lateral e medial do plexo braquial e possui fibras das raízes de C5, C6, C7, C8 e T1, sendo formado principalmente pelas raízes de C6 e C7. Na borda distal do túnel do carpo, o nervo mediano divide-se em seu ramo motor tenar, que se dirige aos músculos abdutor curto, oponente e porção superficial do flexor curto do polegar, enquanto seus ramos sensitivos proporcionam sensibilidade à face palmar dos dedos polegar, indicador, médio e metade radial do dedo anular

A STC é a neuropatia compressiva mais comum e mais bem estudada do ser humano. O diagnóstico é baseado em:

(1) História clínica => Sintomas de formigamento, dor e alterações de sensibilidade nas mãos, principalmente localizados no polegar, indicador e dedo médio (área de inervação do nervo mediano), os quais pode surgir inicialmente no período noturno (é comum o paciente relatar que é acordado pela dor). Também é importante investigar a atividade laboral do paciente pois algumas pessoas classificam a STC entre as DORTS. Estudos epidemiológicos indicam como fatores de risco para a STC: Idade acima dos 30 anos, sexo feminino, obesidade além de doenças sistêmicas como Diabetes Melito, Hipotireoidismo, Gravidez, Artrite Reumatóide e Insuficiência Renal

(2) Exame Físico => É usado para o diagnóstico e também para determinar a gravidade das alterações funcionais. O teste de Phalen é o mais utilizado, mas pode-se também percutir o nervo mediano em seu trajeto (sinal de Tinel). A presença de hipotrofia tenar é um achado preocupante pois indica grave prejuízo do fluxo axonal.

(3) Exames complementares => A eletromiografia de condução pode ser utilizados para confirmar a STC, no entanto o diagnóstico é geralmente baseado na história clínica e nos achados do exame físico.


A liberação cirgica do ligamento transverso do carpo é considerado o padrão ouro de tratamento. Entretanto, nas fases iniciais, o tratamento conservador baseado em abordagem medicamentosa associada a condutas físicas tais como o uso de órteses de repouso noturno e exercícios terapêuticos pode controlar os sintomas e evitar a necessidade de intervenção cirúrgica.

É preciso estar atento também à uma outra condição que pode mimetizar os sintomas da síndrome do túnel do carpo: A síndrome do pronador redondo, que assim como a STC é também uma neuropatia do nervo mediano só que comprimindo o nervo em seu trajeto na altura do cotovelo, entre os dois ramos do músculo pronador redondo.

Além disso, a síndome do duplo esmagamento (double crush syndrome) não deve ser esquecida. aparentemente uma lesão nervosas proximal pode deixar o tronco nervoso mais vulnerável à compressões em seu trajeto distal. Embora o mecanismo patofisiológico ainda não esteja completamente elucidado, parece haver relação com alterações do fuxo axonal. Talvez por isso alguns pacientes com STC se beneficiem de técnicas de mobilização neural aplicadas masi proximalmente, como a mobilização e tração cervical.

Como tratamento, existem evidências favoráveis quanto ao uso de Laser (infelizmente não consegui ler o artigo para poder dar mais detalhes a respeito), uso de técnicas de terapia manual tais como a moblização neural, técnicas quiropráticas de mobilização ou manipulação dos ossos do carpo, uso do ultrasom terapêutico, além do uso de órteses de repouso e correções ergonômicas. Eu gostaria também de salientar que embora não hajam relatos na literatura, o uso de inativação de pontos-gatilho miofasciais também é útil na amenização dos sintomas.

A consulta à Revisões Sistemáticas disponíveis no site PEDro apresenta resultados conflitantes, pois algumas sugerem que o tratamento conservador é ineficaz enquanto outras recomendam o uso de abordagens conservadoras. Este conflito pode ser justificado pela amostra de artigos pesquisada em cada uma. Nas Revisões que comparam cirurgia X tratamento conservador, aparentemente envolveu pacientes com sintomas mais avançados de STC (os quais como já comentado são em geral casos masi graves com indicação cirúrgica). Enquanto que àquelas que sugerem a eficácia de métodos conservadores, analisou estudos que investigaram pacientes nas fases mais iniciais da doença.

A Osteoartrose e Artroplastia total de Joelho

Uma das principais indicações de cirurgia de artroplastia total de joelho (ATJ) e quadril é a osteoartrose. Na verdade, apenas o diagnóstico de osteoartros não é motivo forte o bastante para justificar a indicação deste procedimento cirúrgico. Outros fatores devem ser levados em consideração tais como:

(1) Idade do paciente - A vida útil de uma prótese de joelho gira em torno de 10 anos. Considerando a que expectativa de vida da população brasileira está em torno dos 70 anos, caso um indivíduo de 40 anos seja submetido a este procedimento, ele poderá ainda ter de passar por várias revisões desta prótese ao longo de sua vida, cada uma destas revisões acarretando o risco inerente da própria cirurgia além da dor e risco de complicações. Portanto, mesmo que o indivíduo sinta dor e tenha limitações opta-se por adiar ao máximo a artroplastia.

(2) Gravidade dos sintomas - Presença de rigidez e dores intensas e incapacitantes são fatores que pesam bastante na indicação da abordagem cirúrgica.
Segue abaixo alguns comentários sobre osteoartrose e ATJ

A osteoartrose (AO) é um distúrbio degenerativo crônico que atinge as articulações sinoviais sendo considerada a principal enfermidade reumática do ocidente afetando de 30 – 40 % da população com idade superior a 50 anos, acarretando considerável impacto sócio econômico e sendo responsável por dor e incapacidade, principalmente entre os idosos.

De acordo com estatísticas norte-americanas, trata-se da segunda causa de incapacidade para o trabalho entre homens com mais de 55 anos de idade, superada apenas pelas doenças coronarianas. No Brasil, a OA ocupa o terceiro lugar na lista dos segurados da Previdência Social que recebem auxílio-doença, ou seja, 65% das causas de incapacidade, estando atrás somente das doenças cardiovasculares e mentais.


Pacientes com quadro avançado de OA de joelho podem desenvolver quadro álgico persistente e de difícil controle. Para estes pacientes, a cirurgia de substituição articular (artroplastia) é uma opção a ser considerada. A artroplastia consiste basicamente na ressecção e substituição articular com implantação de próteses de polietileno, metal e outros materiais sintéticos, sendo indicada principalmente para pacientes que apresentem comprometimento progressivo da independência das atividades de vida diária. Por se tratar de uma cirurgia eletiva, longas filas de espera por são comuns nos hospitais públicos do Brasil. O período de espera, muitas vezes medido em anos, acarreta grande sofrimento individual e comprometimento da qualidade de vida. O
tratamento cirúrgico é indicado apenas em pacientes sintomáticos nos quais a dor seja responsável por limitações progressivas em suas atividades de vida diária (AVD) e não responda ao tratamento farmacológico. Neste estágio os pacientes devem ser encaminhados a um ortopedista para avaliação de indicação cirúrgica. Em indivíduos selecionados, a artroplastia total de joelho (ATJ) é capaz de reduzir a dor e gerar uma melhora funcional. Obviamente este procedimento é a alternativa final de tratamento para muitas pessoas.

A mobilidade é o maior determinante de incapacidade nesta população, sendo fortemente influenciada pela dor e pela redução da força muscular, as quais geram alterações da marcha e também uma maior predisposição à quedas
. Diversos trabalhos demonstram que indivíduos com OA de joelho apresentam redução da força muscular de quadríceps, sendo incapazes de alcançar a força máxima de contração deste músculo. Alguns autores sugerem que esta redução da força contração muscular voluntária pode não ser apenas resultado da atrofia por desuso, mas ocorrer principalmente devido a uma disfunção muscular denominada inibição artrogênica. Este fenômeno está associado à geração de inputs aferentes alterados da articulação do joelho, os quais geram uma redução da estimulação do motoneurônio eferente do quadríceps, comprometendo a geração máxima de torque deste músculo .

Entorse de tornozelo e Mulligan - Artigo traduzido da revista Manual therapy

Esta é a tradução de um estudo de caso publicado na revista Manual therapy em 1996. Na época, eles discutiram bastante a hipótese de que não existe entorse do ligamento, mas sim uma subluxação da fíbula distal, pois trata-se de uma estrutura extremamente resistente, e que seria mais fácil ocorrer uma fratura por avulsão do que o rompimento das fibras do ligamento lateral do tornozelo. Segue o artigo que defende esta idéia.
Tem também um link pro youtube de um vídeo que ensina a fazer a bandagem descrita no artigo

Fonte: http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2008/11/entorse-de-tornozelo-e-mulligan-artigo.html


Manual Therapy (1996), 1(5), 274-275
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ESTUDO DE CASO

ENTORSE DO LIGAMENTO LATERAL DO TORNOZELO, SERÁ QUE EXISTE ?
Autora:
Barbara Hetherington

INTRODUÇÃO

Por ser uma lesão comum, virtualmente todos os fisioterapeutas já trataram um caso de entorse de tornozelo em algum momento de suas vidas profissionais. Não se trata de uma lesão reservada aos atletas de elite e atinge todas as faixas etárias. A maioria dos pacientes com entorse de tornozelo descrevem uma força de inversão/flexão plantar e acredita-se que o ligamento lateral, especialmente suas fibras anteriores tenham sido lesadas. Outras patologias relacionadas a este tipo de força podem incluir fratura de avulsão da extremidade do maléolo lateral , fratura da fíbula imediatamente acima do maléolo lateral ou um deslocamento dorsal do cubóide (Apley & Solomon 1988).

Existem muitas formas diferentes de tratamento de entorse de tornozelo, variando do tratamento caseiro até manejos ortopédicos elaborados. O manejo fisioterapêutico típico destas condições irá incluir gelo, eletroterapia, terapia manual, exercícios ativos, imobilização, e retreinamento proprioceptivo em várias formas. Eventualmente a maioria dos pacientes se recupera, porém há pacientes que continuam a se queixar de “tornozelo fraco” os quais tendem se lesionar novamente.

Uma nova abordagem para o manuseio de lesões de tornozelo envolvendo inversão/plantiflexão é aqui descrita a qual se desenvolveu em resposta a uma hipótese alternativa quanto a natureza da lesão ocorrida. A abordagem baseia-se no conceito Mulligan de falha posicional como resultado da lesão. O manuseio com sucesso de entorses de tornozelo foi alcançado por meio do tratamento com os princípios e aplicações de “Mobilização com Movimento” conforme descrito por Mulligan no qual a fíbula distal é reposicionada posteriormente (Mulligan 1993, 1995).

O tratamento é baseado na hipótese clínica de que na entorse em Inversão/Plantiflexão do tornozelo, o ligamento lateral, incluindo as suas divisões anteriores permanecem intactas e as forças são transmitidas através da fíbula. Isto faz com que ela mova-se anterior e caudalmente. Pacientes freqüentemente descrevem um “clunk” no momento da lesão, o que seria consistente com o som da fíbula subluxando-se anteriormente em relação à tíbia. Acredita-se que o edema subsequente à lesão dos tecidos moles contribui para a manutenção desta disposição anterior e caudal da fíbula.

Tipicamente pacientes com esta lesão em inversão e plantiflexão apresentam inversão mínima ou muito limitada. Acredita-se que isto ocorra devido a dor e a uma resposta protetora ao ligamento lateral danificado. Apoio para a hipótese de que a lesão é uma subluxação antero-inferior da fíbula ao invés de uma entorse de tornozelo pode ser obtida clinicamente pelos sintomas e pelas respostas do movimento quando a falha posicional é reduzida e minimizada. Uma grande melhora, com uma amplitude de movimento virtualmente livre de dor de inversão ativa pode ser obtida se a fíbula distal for deslizada posteriormente. Quando a fíbula distal é mobilizada na direção oposta, (anteriormente para enfatizar a subluxação), isto aumenta a dor do paciente e reduz a amplitude de inversão. Isto é o oposto da resposta que seria esperada se a lesão fosse na divisão anterior do ligamento lateral.

EXEMPLO DE CASOS
Pacientes referidos à clínica do autor entre fevereiro e novembro de 1995 com lesões de tornozelo foram examinados para detectar uma falha posicional e tratados de acordo com os princípios do Conceito Mulligan de Mobilização com Movimento e procedimentos simples de bandagem. A maior parte dos pacientes apresentaram-se com entorses agudas, alguns dos quais foram tratados com 5-10 dias de imobilização em splint. Também houve casos onde foi diagnosticado fratura do maléolo lateral. Estes últimos pacientes foram inicialmente imobilizados e mais tarde referidos à fisioterapia. A avaliação dos pacientes revelou em geral os sinais comuns de movimentos limitados e doloridos de tornozelo, particularmente em relação à inversão e a plantiflexão. Testando estes pacientes em apoio unipodal e com os olhos fechados, observou-se deficiências típicas do equilíbrio - tradicionalmente relacionadas à lesão dos mecano-receptores.

REGIME DE TRATAMENTO
A maior parte dos pacientes foi tratada apenas com a técnica de Mobilização com Movimento e bandagem. Terapias adjuntas tais como agentes eletrofísicos não foram utilizadas. A exceção foi para os poucos pacientes com edema importante.
Para o tratamento inicial, o paciente foi posicionado confortavelmente em long sitting, com um travesseiro de areia sob a perna. A inversão é geralmente o movimento mais restrito e portanto o movimento que deve ser recuperado primeiro. O maléolo lateral foi deslizado posteriormente por meio de pressão aplicada pela eminência tenar do terapeuta. Um pedaço de espuma pode ser posicionado entre a mão do terapeuta e o maléolo do paciente para maior conforto. Enquanto era sustentado o deslizamento, o paciente realizava uma inversão ativa. (fig1.)

Garantindo que este movimento ativo foi livre de dor, foi então realizada uma série de 10 repetições. O paciente foi então reavaliado. Três séries de 10 repetições são geralmente para o tratamento inicial. Uma sobrepressão passiva suave pode ser adicionada aos movimentos ativos do paciente tanto pelo terapeuta quanto pelo próprio paciente usando uma cinta de terapia manual (Fig.2). A alguns pacientes necessitaram de Mobilizações com Movimento adicionais para restaurar a dorsi e plantiflexão. A reavaliação dos movimentos de tornozelo geralmente revelavam um aumento importante da amplitude de movimento de inversão livre de dor. Ao se repetir o teste de apoio monopodal com os olhos fechados imediatamente após o tratamento de Mobilização com Movimento, este revelou uma melhora importante nas deficiências de equilíbrio.

Em seguida ao tratamento ativo, cada paciente recebeu bandagens. Duas bandagens de 25mm, com aproximadamente 15cm de comprimento foram usadas. Um deslizamento posterior foi aplicado para reposicionar a fíbula distal. A bandagem foi aplicada angulada sobre o maléolo lateral de forma que ela envolvesse o tornozelo para manter o re-alinhamento posterior da fíbula distal em relação à tíbia. A segunda parte da bandagem foi sobreposta sobre a primeira para aplicar uma força adicional (Fig. 3). Com o apoio da bandagem, o padrão de marcha do paciente melhorou substancialmente e a performance no teste de apoio unipodal com os olhos fechados foi comparável ao do lado não lado afetado. A bandagem foi trocada após 24 horas e em alguns casos foi necessário manter a bandagem por um período superior a 2 semanas.

CONCLUSÕES
A experiência do tratamento com o método descrito pode mudar as crenças atuais sobre natureza da lesão estrutural nas entorses de tornozelo. É proposto que a lesão em inversão comumente vista nos tornozelos cause uma subluxação antero-inferior da fíbula distal (uma falha posicional) com lesão associada de tecidos moles. As deficiências de equilíbrio comumente associadas a danos aos mecano-receptores poderia somente refletir um problema devido à má posição da fíbula. Pode ser que o ligamento lateral seja raramente a principal lesão nas entorses de tornozelo.
O sucesso dos resultados obtidos do tratamento de pacientes com entorse de tornozelo com uma conduta clínica baseada no diagnóstico pato-anatômico de subluxação antero-inferior da fíbula distal, justifica estudos nesta área. A lesão pato-anatômica precisa ser verificada e um estudo clínico prospectivo e controlado, necessário para avaliar criticamente a eficácia do método de tratamento.

  • Apley AG, Solomon L 1988 Concise System of Orthopaedics and Fractures. Butterworths, London pp 315-319
  • Mulligan BR 1993 Mobilisations with Movement. Journal of Manual and Manipulative Therapy 1(4): 154-156
  • Mulligan BR 1995 Manual Therapy “Nags”, Snags, PRP´s etc.; 3Edition, Plane View Services, New Zealand
Fonte: http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2008/11/entorse-de-tornozelo-e-mulligan-artigo.html

Treino de Marcha nas artroplastias de Joelho e Quadril

Alguns pacientes, por motivo de dor no membro inferior (Entorse, Fratura, Pós-Operatório, etc...), ou por motivo de alteração motoras (paraparesia, hemiplegia) são obrigados a utilizar dispositivos auxiliares da marcha. Um dos dispositivos auxiliares mais usado é a muleta. O post de hoje vai ser focado no uso de muletas nas artroplastias de Membros Inferiores. No entanto, vou aproveitar o tema e comentarei também outras indicações das muletas.
Vou começar sendo bastante direto: Basicamente uma muleta deve ser capaz de fazer duas coisas pelos nossos pacientes que passaram por uma artroplastia de joelho ou quadril:

(1) Reduzir a descarga de peso sobre um dos membros inferiores.
(2) Ampliar a base de apoio para aumentar o equilíbrio e oferecer estabilidade ao paciente.

É importante notar que uma base de apoio alargada também auxilia no deslocamento e fornece informações sensoriais através das mãos. De modo geral, o uso de muletas se faz necessário para pessoas com dores na perna ou no pé, lesão, fraqueza muscular ou marcha instável. Além destas indicações óbvias, o usos de muletas possibilita assumir a posição ortostática, auxiliando na circulação, na função renal e pulmonar, ajuda na prevenção da osteoporose por fornecer estímulo mecânico (compressivo) aos ossos. Em crianças, a descarga de peso também estimula a epífise de crescimento.

Existem basicamente 2 modelos de muletas: A axilar e a canadense.
Muleta Axilar: Os modelos em geral possibilitam o ajuste do comprimento total e também par ao apoio da mão. Em ortostatismo estático, o ponto mais alto da muleta, deve situar-se 2 a 3 dedos abaixo da axila até um ponto cerca de 15-20cm afastado lateralmente do seu pé. As mãos devem estar posicionadas de tal forma que permitam uma flexão de cotovelo de cerca de 30º. È importante frisar que não se deve apoiar as axilas na muleta durante a marcha, a força toda deve acontecer no cotovelo e punho, sob o risco do paciente compreender de onde vem o adágio popular “sofre mais do que suvaco de aleijado”
Muleta Canadense: Mais uma vez, o posicionamento deve permitir uma flexão de cerca de 30o a muleta deve tocar no solo cerca de 5-10 cm para fora e cerca de 15cm a frente do pé
Estudos mostram que o punho recebe de 1 a 3 vezes o peso do corpo durante a fase de balanço da marcha com muletas.

Para o uso seguro de muletas, algumas regras de vem ser seguidas:
  • Nunca apóie o peso nas axilas, use os punhos
  • Quando parado, posicione as muletas à frente
  • Quando andar, não tente andar rápido demais ou dar passos muito compridos
  • Quando descer escadas, posicione as muletas no degrau abaixo, então desça o degrau com a perna não afetada.
  • Quando subir escadas, suba com a perna boa primeiro, só então traga as muletas e a perna afetada para cima.
  • Converse com o cirurgião ortopedista a respeito da qulidade do osso, sobre intercorrências durante a cirurgia, se a prótese foi cimentad a ou não (próteses não cimentadas exigem descarga parcial de peso enqunato as não cimentadas o paciente pode descarregar o peso conforme tolerância)
Tipos de marcha => (Clique no título e assista ao vídeo do padrão de marcha)

Marcha de 3 pontos

Indicação:
Incapacidade de descarregar peso em uma das pernas (fratura, dor, amputação ou pós-operatório)
Seqüência de movimentos:
Primeiro leve ambas as muletas e o membro afetado à frente. Então descarrege o peso do corpo sobre as muletas e mova o membro não afetado à frente. Repita a seqüência
Vantagens:
Elimina a descarga de peso sobre o membro afetado
Desvantagem:
È preciso que o paciente tenha um bom equilíbrio


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Marcha de 4 pontos

Indicação:
Fraqueza em ambas as pernas ou coordenação insuficiente
Seqüência de movimentos:
Muleta esquerda, pé direito, muleta direita, pé esquerdo. Repita a seqüência
Vantagens:
Garante estabilidade uma vez que sempre há 3 pontos de apoio no solo
Desvantagem:
Baixa velocidade


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Marcha de dois pontos
Indicação:
Fraqueza em ambas as pernas ou coordenação deficiente
Seqüência de movimentos
Muleta esquerda, e pé direito juntos, então muleta direita e pé esquerdo juntos. Repita a seqüência
Vantagens:
Mais rápido do que a marcha de quatro apoios
Desvantagens:
Pode ser difícil aprender esta seqüência de movimentos

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Marcha tipo mergulho
Indicações:
Incapacidade de descarregar completamente o peso em ambas as pernas (fraturas, dor e amputações)
Sequência de movimentos:
Avance com ambas as muletas à frente, então enquanto descarrega o peso todo nos braços, leve ambas as pernas à frente, ao mesmo tempo por entre as muletas
Vantagens:
È o padrão de marcha mais rápido
Desvantagem:
O gasto energético é alto e exige bastante força nos membros superiores

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Marcha tipo Semi-Mergulho (acho que posso traduzir assim)
Indicações
Pacientes com fraqueza em ambos os membros inferiores
Seqüência de movimentos
Avance com ambas as muletas à frente, então enquanto descarrega o peso todo nos braços, leve ambas as pernas à frente ao mesmo tempo porém não ultrapasse as muletas
Vantagens:
Fácil de aprender
Desvantagem:
Exige força nos membros superiores

Fonte: http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/2008/12/treino-de-marcha-nas-artroplastias-de.html

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